Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP

quarta-feira, 31 de março de 2010

DILMA VAI SE DEDICAR A PALESTRAS E EVENTOS PRIVADOS ATÉ JULHO, DIZ PRESIDENTE DO PT

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje (31) que a ex-ministra Dilma Roussef vai se dedicar a palestras, viagens, almoços com intelectuais, artistas e esportistas, plenárias com partidos da base aliada e visitas a colaboradores até o momento que a campanha presidencial começar. Dilma saiu da Casa Civil da Presidência da República hoje (31), junto com outros nove ministros.

Nesses compromissos, segundo Dutra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente apenas nos fins de semana e nos eventos noturnos. “Ele vai participar de eventos com a ministra Dilma fora do horário de expediente. O presidente Lula é militante do PT, é o nosso maior cabo eleitoral e nós não podemos prescindir dele neste momento”, explicou, após cerimônia em que os ministros se desligaram do governo.

Até julho, a Justiça Eleitoral não permite que os candidatos façam comícios, programas televisivos e panfletagem. “Nós temos um cenário de limbo em que todo mundo já sabe que a pessoa é candidata, mas não pode fazer campanha”, disse Dutra.

Segundo ele, não há o receio de que, ao sair Casa Civil, a ex-ministra tenha uma piora de desempenhos nas pesquisas eleitorais. “As pesquisas com essa antecedência têm um significado de orientação para a campanha, mas do ponto de vista objetivo da intenção de voto ainda é uma coisa muito fluida", disse. "Hoje, quem pensa 24 horas em eleição somos nós, políticos, e vocês, jornalistas. O conjunto da população ainda não está preocupado com isso.”

ÔNIBUS COM MILITANTES DO PT FOI BARRADO NA INAUGURAÇÃO DO TRECHO SUL DO RODOANEL

Do RD Online

O onibus fretado por militantes do PT foi barrado no Km 25 da Anchieta. Os 60 integrantes foram retidos no acostamento da via por cerca de 20 homens da força tática. Os petistas chegaram por volta das 10h15 com bandeiras e camisetas da agremiação, mas não conseguiriam presenciar o evento.

“Tem verba do governo federal. Nós queremos acompanhar o ato. Essa repressão mostra o que é o governo Serra”, disse o presidente da legenda em São Bernardo, Wanderlei Salatiel. Segundo a PM, só tinha autorização para acompanhar o ato as pessoas avalizadas pela Casa Militar.

LAUDO VÊ SUPERFATURAMENTO NA OBRA DO RODOANEL

Laudo vê superfaturamento na obra do Rodoanel
Adriana Ferraz
do Agora

Denúncias de superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel apontam prejuízo de R$ 184,4 milhões aos cofres públicos. Segundo relatório de técnicos do TCU (Tribunal de Contas da União), a obra teve a compra de itens com valor, em média, 30% acima dos preços usados como referência no orçamento.

Estado nega denúncias
A auditoria, realizada entre maio e julho de 2008, também aponta alterações no projeto básico. Para reduzir os custos, ainda segundo o TCU, as empresas contratadas alteraram métodos construtivos com redução no número de vigas usadas em pontes, substituição de estacas metálicas por pré-moldadas e troca de areia por brita em muros de contenção, por exemplo.

Assim, usaram menos material na construção, mas receberam o mesmo dinheiro, segundo o documento.

Para o TCU, as irregularidades são “graves” e resultam numa “combinação altamente danosa às finanças” da União –a obra é resultado de uma parceria entre os governos federal e estadual. “O desdobramento do processo pode gerar repactuação contratual, anulação de contrato e ressarcimento de valores.” As medidas só poderão ser adotadas após o parecer dos ministros, ainda sem data.

Com custo total de R$ 3,6 bilhões, a obra é dividida em cinco lotes entre a Dersa e consórcios de empreiteiras. Em todos há diferenças entre o preço calculado e o previsto em orçamento. Os itens com os maiores sobrepreços absolutos são compactação de aterro, compra de concreto altamente resistente, transporte de material escavado e limpeza. Na análise unitária, há diferenças de até 111,5%.

O lote 5, assumido pelo consórcio OAS/Mendes Jr., é o que soma a maior quantia sob suspeita: R$ 42,2 milhões. O menor valor (R$ 21,3 milhões) está no lote 3, do consórcio Queiroz Galvão/CR Almeida. Ambos participam também do projeto de ampliação do metrô em São Paulo.

RODOANEL É INAUGURADO, MAS PERMANECE EM OBRAS




Kati Dias
Agência BOM DIA

O trecho Sul do Rodoanel foi inaugurado na tarde desta terça-feira pelo governador José Serra (PSDB), após breve vistoria. Mas, após a cerimônia, realizada na Ilha do Bororé, zona Sul de São Paulo, a rodovia permaneceu em obras e só deve ser aberta ao trânsito de veículos às 6h de quinta-feira. A inauguração surpreendeu, pois até as 21h de segunda-feira a assessoria do governo informava que seria feita apenas vistoria das obras.

Apesar de o descerramento da placa ter ocorrido nesta terça, vários trechos não estão concluídos. Faltam sinalizações no solo e vertical, além de muretas de proteção. No trecho próximo às pontes da Represa Billings, onde foi realizada a cerimônia de inauguração, falta a instalação de muretas e sinalização vertical.

O secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, admitiu que inúmeros pontos do percurso estão em obras. Mas, para ele, são retoques finais. “Hoje (terça) foi a inauguração de uma grande obra, e tem de se fazer o acabamento antes de sua liberação”, afirmou Arce, ao garantir que todas as pendências serão sanadas até esta quinta.

“Sem sinalização de solo e vertical, a gente não abre para o trânsito de veículos. Até quinta-feira estará tudo ok”, afirmou.

Arce fez questão de ressaltar que todo o trecho de 57 quilômetros estará liberado nesta quinta, inclusive o de Mauá, com exceção dos 4,4 quilômetros que fazem parte das obras na avenida Papa João XXIII, que ligará ao complexo Jacu-Pêssego. }

“A obra de Mauá não faz parte do Rodoanel e sim do Complexo Jacu-Pêssego. Quem vai para Mauá, recomendo que vá pelo Rodoanel. Quem quer sair de Mauá e ir para outro lugar, terá de usar outro caminho. E será sinalizado”, disse o secretário.


Complexo vai reduzir o tempo de viagem
A abertura do trecho Sul do Rodoanel, que passa por quatro cidades da região, a partir das 6h desta quinta, deverá acelerar a viagem de quem mora no ABCD ao Interior de São Paulo.

Um morador de Mauá, que gasta até duas horas para chegar na rodovia Castelo Branco, pelo Rodoanel economizará pelo menos uma hora, já que não terá de passar por dentro da cidade de São Paulo.

A rodovia também deve facilitar a circulação na região, especialmente de quem transita entre as cidades de Diadema, São Bernardo e Mauá. O BOM DIA visitou o Rodoanel no último sábado e percorreu o trecho entre Mauá e a alça de saída na rodovia Anchieta, no Km 25, em apenas 10 minutos.

Para chegar à alça da rodovia dos Imigrantes, no Km 29, o motorista deverá gastar mais 10 minutos. Assim, a abertura do trecho Sul do Rodoanel também deverá acelerar a viagem ao litoral paulista e facilitar o transporte de cargas até o Porto de Santos.

VERDADES E MENTIRAS

Interessante post extraído do Blog Leituras Frave

Concurso aberto. Envie sua réplica

“Serra ironiza Lula e diz que Rodoanel não tem problema com TCU” (manchete do Estadão)

Acordo com Ministério Público para obras no rodoanel de São Paulo será monitorado pelo TCU
O Tribunal de Contas da União vai monitorar o termo de ajuste de conduta assinado pelo Ministério Público Federal com empresas e órgãos responsáveis pelas obras do trecho sul do Rodoanel de São Paulo. O termo foi assinado com base em apuração do TCU e evita prejuízos com pagamentos indevidos, além de garantir a finalização das obras sem aumento de preço. O ajuste ainda foi considerado pelo TCU uma forma de se evitar a interrupção de repasse de recursos para a construção do trecho sul do rodoanel, que já tem 90% das obras concluídas. Em auditoria feita em 2009, o TCU constatou a realização de pagamentos adiantados que ultrapassavam 236 milhões de reai, pagamentos por serviços não incluídos no contrato e alterações de projeto com reflexos econômicos sobre o orçamento original e o custo real da obra. O TCU também está apurando outras irregularidades verificadas em auditoria de 2008, ainda não finalizada. TCU: Fiscalização a serviço da sociedade.

Benefícios da atuação do TCU
O Tribunal de Contas da União é o órgão que fiscaliza o correto uso do dinheiro público em benefício da sociedade. Para prestar contas de suas ações, o TCU encaminha a cada três meses relatório de atividades ao Congresso Nacional. No terceiro trimestre deste ano, o relatório destaca que as ações do tribunal de contas renderam benefícios à sociedade de mais de nove bilhões de reais. Isso significa que para cada real gasto com o tribunal, o país economizou trinta e quatro reais. O documento ressalta a atuação preventiva do tribunal para evitar graves prejuízos aos cofres da União, principalmente na fiscalização de obras. Durante o ano, foram fiscalizadas mais de duzentas obras de grande porte em todo o país. Entre elas estão as obras do Rodoanel em São Paulo e da Usina Nuclear Angra três no Rio de Janeiro. Somente nessas duas obras as orientações do TCU evitaram um prejuízo potencial de quatrocentos e sessenta milhões de reais, sem a necessidade de paralisação dos trabalhos. TCU: fiscalização a serviço da sociedade.

Contribuição de marcioablima via twitter

SERRA ELEVA INVESTIMENTOS E APERTA FOLHA

Educação tem avanços tímidos e taxa de homicídios sobe

Cristiane Agostine, de São Paulo – VALOR

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), marcou os três anos e três meses de sua gestão com o aumento de investimentos no Estado, redução das despesas com pessoal e gastos com o pagamento da folha de servidores abaixo do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Desde o primeiro ano do governo, Serra focou em ações para elevar a arrecadação tributária, com medidas como a ampliação da substituição tributária, o combate à sonegação por meio do programa nota fiscal paulista e o ataque a incentivos de outros Estados. As ações reforçaram o caixa paulista e deram fôlego ao governo para ampliar a construção de obras de infraestrutura, como o Rodoanel e a expansão do metrô, bandeiras do tucano na campanha à Presidência. Algumas dessas escolhas para ampliar a receita estadual, no entanto, geraram indisposição com setores empresariais.

Hoje Serra apresentará oficialmente o balanço de sua gestão, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O governador deve deixar o cargo na sexta-feira, para disputar a eleição presidencial. O evento deve contar com a presença de mais de 2 mil pessoas e é o primeiro ato de lançamento da candidatura. Os secretários responsáveis pela parte econômica do governo, Mauro Ricardo Costa, da Fazenda, e Francisco Vidal Luna, do Planejamento, destacarão que o desafio foi “ampliar investimentos sem comprometer gastos sociais essenciais e sem aumentar impostos”.

Para ampliar os investimentos no Estado, o governador adotou uma agenda tributária que gerou atritos com parte dos setores empresariais atingidos. A medida mais lembrada – e polemizada – por empresários e políticos próximos a Serra é a ampliação da substituição tributária, regime que consiste na arrecadação antecipada do ICMS no começo da cadeia produtiva, para reduzir a sonegação fiscal. O diretor do departamento jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Hélcio Honda, avalia que a situação entre governo e empresários melhorou neste ano, mas que ainda há descontentamento em relação à medida. “É preciso que o governo reveja a substituição tributária. A medida é muito boa para arrecadar mais, mas como política fiscal ela tem de ser repensada”, afirma.

Empresários, consultores e políticos lembram que a desconfiança em relação a Serra era maior no começo do governo, quando o governador anunciou medidas como a revisão dos contratos e licitações – a exemplo do que havia feito quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005 – o uso obrigatório do pregão eletrônico e o recadastramento dos servidores públicos. “Houve muita indisposição com o governo, que foi superada”, comenta Honda. O anúncio, neste ano de medidas como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 7% para o setor têxtil foi vista como um sinal de que a relação com o setor produtivo mudou, em especial com a proximidade das eleições. “Está melhor, mas é preciso que haja mais desonerações e que o governo dê mais celeridade a isso.”

A agenda tributária do governo fez com que São Paulo entrasse em conflito também com Estados. No ano passado, a disputa em torno do ICMS sobre importações entre São Paulo e o Espírito Santo, complicou a relação entre do Estado com Espírito Santo e Santa Catarina. O governo nega que tenha havido problemas.

Além das medidas para reforçar a arrecadação , Serra ampliou as operações de crédito, para captar recursos para financiar obras de infraestrutura, e aumentou o endividamento de São Paulo. O captou R$ 11,6 bilhões em financiamentos. Ontem, o governo federal ampliou a capacidade de endividamento do Estado em R$ 3,3 bilhões. Com a medida, o limite de empréstimos salta de R$ 11,6 bilhões para R$ 14,9 bilhões. Os recursos devem ir para a construção do trecho Norte do Rodoanel e para construção de um veículo leve sobre trilhos.

Serra apostou na venda de ativos para aumentar a receita do governo e obteve R$ 15,2 bilhões com venda da folha de pagamentos do Nossa Caixa, seguida pela venda do banco estatal, com a concessões do Rodoanel Oeste e de cinco lotes de rodovias). As iniciativas fizeram com que os investimentos no Estado fossem de R$ 9,5 bilhões em 2007 para R$ 22 bilhões em 2010. O percentual de investimentos diante da receita do Estado passou de 11% para 16,8%.

O foco dos investimentos é a área de Transportes, com o Rodoanel, a expansão do metrô e a melhoria dos trens da CPTM. A previsão deste ano é que o governo gaste 56% do total de investimentos com transporte.

Os gastos com pessoal e encargos sociais reduziram-se, segundo dados obtidos no portal da Secretaria da Fazenda, na internet. Em 2007, os gastos correspondiam a 38,19% do total de despesas. Em 2009, reduziu esse percentual caiu a 32,53%. Apesar das greves do funcionalismo público, o governo gasta compromete 41,2% da receita com pessoal, abaixo do limite da LRF, de 46,5%.


Educação tem avanços tímidos e taxa de homicídios sobe

As manifestações organizadas pelo principal sindicato dos professores de São Paulo, Apeoesp, contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), às vésperas de o tucano deixar o cargo para disputar a Presidência, sinalizam a tensão que marcou a relação entre governo e servidores da Educação durante toda a gestão.

Os problemas de Serra com área da educação começaram logo nos primeiros dias do governo, em 2007, com a edição de decretos que alteravam regras das universidades. O governador, que começou a carreira política como militante da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi acusado de tentar interferir na autonomia das três universidades paulistas: USP, Unesp e Unicamp. O episódio gerou uma crise no meio universitário, com a ocupação das reitorias por alunos. O governador teve de recuar. O secretário responsável pela área, José Aristodemo Pinotti (morto em 2009), deixou o governo.

A relação mais delicada se deu entre o governo e os docentes do ensino médio. Serra criticou duramente as greves, que aconteceram durante o governo, e apostou em duas medidas para aumentar o salário dos professores: valorização pelo mérito e política de bônus por desempenho das escolas. Quem participa das greves receberá um bônus menor, já que o cálculo leva em conta a presença na sala de aula.

A área, no entanto, apresentou tímidos avanços. O desempenho dos alunos das escolas estaduais melhorou sutilmente no último ano, mas continua com grandes defasagens, de acordo com o Saresp, prova aplicada nos alunos. O aluno do 3º ano do ensino médio, por exemplo, não chega nem ao esperado para a 8ª série. Das três séries que fizeram os exames, a 4ª do ensino fundamental foi a que mais melhorou no geral. O avanço foi mais tímido na 8ª série e inexistente no 3º ano do ensino médio. Para o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, a principal atuação do governo foi na reformulação do currículo, cujos resultados começam a ser sentidos no Saresp.

O governo investiu de forma expressiva na expansão do ensino técnico e tecnológico. Com a expansão, o PSDB tenta ingressar em redutos petistas da capital, já que cursos técnicos estão sendo implementados nos CEUS, escolões que foram a bandeira da ex-prefeita Marta Suplicy na capital, na periferia.

Além da educação, servidores das áreas de saúde e segurança se mobilizaram em greves contra o governador. Os problemas foram controlados com mais facilidade por Serra.

Em 2008, o governo enfrentou a pior greve na história de São Paulo, de policiais e delegados. O governo aproximou-se dos sindicatos e lideranças dos movimentos e criou uma relação mais amistosa, apesar da pressão do setor por um salário melhor. Na segurança, São Paulo conseguiu controlar rebeliões nas penitenciárias e impediu novas ações do PCC, como a que marcou 2006. Os índices do Estado na área ainda são preocupantes e o número homicídios aumentou, após 10 anos de queda.

Na saúde, as greves foram controladas desde o início do governo. Serra investiu na construção de ambulatórios médicos, os AMEs, espalhados na periferia da capital paulista e no Estado. os equipamentos devem melhorar a relação entre Estado e prefeitos. Serra também investiu em obras de grande visibilidade, como o Hospital do Câncer e o de reabilitação de pessoas com dificuldades de locomoção. (CA

terça-feira, 30 de março de 2010

DILMA CRESCE DE FORMA ACENTUADA NA PESQUISA ESPONTÂNEA DO DATAFOLHA

Do Blog De Olho em São Paulo


Dilma, pré-candidata do PT à
Presidência da República
A pré-candidata do PT à presidência da República lidera o levantamento espontâneo do Datafolha divulgado neste sábado, 27 de março, com 12% dos votos.

Este índice, comparado às duas pesquisas anteriores do mesmo instituto, mostra que a intenção de votos em Dilma vem crescendo de maneira sólida. Em dezembro passado, eram 8% os brasileiros que citaram espontaneamente o nome de Dilma para suceder o presidente Lula. Em janeiro, o número subiu para 10%. E na pesquisa realizada nos dias 25 e 26 de março, o índice subiu para 12%. Já o candidato do PSDB continuou com os mesmos 8% registrados desde dezembro do ano passado.

O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, destaca que a pesquisa espontânea de março mostra ainda que o presidente Lula recebeu o voto de 8% dos entrevistados. Outros 3% disseram que votarão no nome indicado por Lula e 1% no nome indicado pelo PT. Isso indica que Dilma tem, potencialmente, 24% da intenção dos votos espontâneos.

O levantamento espontâneo é aquele em que o entrevistado cita o nome da pessoa que quer eleger para presidente sem que o pesquisador lhe apresente uma lista que o estimule a escolher o nome de um candidato.

Outro aspecto da pesquisa que chamou a atenção de Vaccarezza foi o índice de rejeição: Dilma tem rejeição menor do que Serra.

E o líder do Governo reafirma: ”Não partilho do discurso do já ganhou, mas Dilma continua favorita e temos que trabalhar para consolidar o seu favoritismo”.

No levantamento estimulado de março, Dilma recebeu 27% das intenções de voto, pequena variação dentro da margem de erro em relação a janeiro, quando registrou 28%. Em dezembro, ela tinha 23%

APROVAÇÃO A KASSAB CONTINUA EM QUEDA

Da Folha de S. Paulo

Índice de ruim/péssimo subiu 7 pontos percentuais, e o de ótimo/bom caiu 5 em relação à pesquisa de dezembro

Rejeição à gestão cresce desde que prefeito foi reeleito, no final de 2008; levantamento ouviu 1.081 pessoas na quinta e na sexta

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

A avaliação da gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), continua em queda. Kassab tem assistido à rejeição ao seu mandato crescer desde que foi reeleito, no final de 2008.
Segundo pesquisa Datafolha, o índice de paulistanos que julgam sua administração ruim ou péssima é de 34%, maior índice desde agosto de 2007.
A rejeição subiu sete pontos percentuais desde dezembro, quando o governo era reprovado por 27% dos moradores.
Já a aprovação ao prefeito caiu de 39% para 34% desde dezembro e atingiu índices semelhantes ao que ele obtinha no fim de 2007 e no começo de 2008, no período pré-eleitoral.
A margem de erro da pesquisa, feita na quinta e na sexta-feira com 1.081 moradores de São Paulo, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Chuvas
Kassab enfrentou, entre dezembro e fevereiro, um período de desgaste por causa das fortes chuvas que atingiram São Paulo. As enchentes eram diárias e as regiões dos Jardins Romano e Pantanal, no extremo leste, permaneceram inundadas por mais de um mês, com intensa cobertura da imprensa.
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, no entanto, não se pode atribuir apenas às chuvas a queda na avaliação da administração. "Pode ter alguma relação com as chuvas, mas a avaliação do governo vem em uma trajetória de queda desde a eleição de 2008."
Kassab completa amanhã quatro anos de mandato. Ele assumiu a Prefeitura de São Paulo após a renúncia, para concorrer ao governo do Estado, do então prefeito José Serra (PSDB), de quem era vice.
Os índices de rejeição ao governo Kassab só foram piores que o atual no início de sua gestão. A aprovação disparou na campanha eleitoral de 2008, quando o então candidato teve uma superexposição no horário eleitoral gratuito.
Na comparação com seus antecessores, Kassab até que não está mal. Marta Suplicy (PT), que governou de 2001 a 2004, chegou a um ano e dois meses de gestão com reprovação de 38% dos paulistanos e acabou o mandato também com 38%.
Antes dela, Celso Pitta (PTN) -morto em novembro - governou com índices de rejeição sempre superiores a 50%.
Paulo Maluf (PP), prefeito de 1993 a 1996, tinha 36% de reprovação após um ano e meio de mandato.
Luiza Erundina (PSB, à época no PT), prefeita de 1989 a 1992, chegou a um ano e meio de mandato com 42% de rejeição e terminou o governo com 36%. Seu antecessor, Jânio Quadros (PTB) -morto em 1992-, atingiu o pico de 66% de reprovação após um ano e meio, antes de cair a níveis próximos de 20%.

SOB PRESSÃO, SUPLICY DESISTE E PT CONFIRMA MERCADANTE

Da Folha de S. Paulo

Senador será o candidato petista ao governo de SP

ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL

Ao pedir que o senador Eduardo Suplicy retirasse sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, a direção do PT no Estado oficializou ontem o nome do também senador Aloizio Mercadante para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Suplicy se reuniu na manhã de ontem com a executiva estadual do partido. Ouviu o pedido unânime para que desistisse em favor de Mercadante. O principal argumento foi o prejuízo que o prolongamento de um impasse no maior Estado do país causaria à candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto.
"Como ser candidato quando a cúpula de um partido diz por unanimidade que não o quer?", desabafou Suplicy à tarde.
A pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, divulgada ontem, mostrou Suplicy à frente de Mercadante, com 19% de intenções de voto contra 13%. O pré-candidato tucano Geraldo Alckmin é o favorito, com 53%.
O PT estadual insistiu na importância de repetir o candidato ao governo estadual. Em 2006, Mercadante chegou a 32% dos votos válidos.
"Teve o melhor resultado eleitoral de nossa história", disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva. Mercadante também é o candidato preferido do presidente Lula.
O partido planeja lançar oficialmente a candidatura do senador no final de abril.
Apesar de Mercadante não confirmar nem negar oficialmente a candidatura, a definição resolve um imbróglio na escolha da chapa petista, instalado desde que o nome do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) foi lançado, no ano passado, como alternativa para encabeçar uma chapa antitucana. Ciro chegou a trocar seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, para viabilizar uma candidatura ao governo paulista.
Ontem, via Twitter, Mercadante se disse "muito sensibilizado" com os "apoios recebidos". Citou o gesto de Suplicy e também do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, que desistiu da candidatura há pouco mais de uma semana.
A direção do PT de São Paulo trabalha agora para consolidar as alianças partidárias, das quais vai tirar o nome do vice-candidato e a segunda vaga para o Senado -uma fica com a ex-ministra Marta Suplicy. Outro nome ao senado é o cantor Netinho de Paula, do PC do B.
Em especial, o PT trabalha, e deve esperar mais algumas semanas, para ter o apoio do PSB e do PP já no primeiro turno. "Respeitamos o desejo dos partidos de ter candidatura própria", afirmou Edinho, em referência à aspiração de presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de ser candidato pelo PSB. O principal líder do PP no Estado, Paulo Maluf, também afirmou que o partido terá candidato próprio.

ESTADO FOI OMISSO E MÍNIMO NA GESTÃO FHC, DIZ DILMA

Da Folha de S. Paulo

No lançamento do PAC 2, petista se emociona ao falar do governo Lula e diz que presidente deixará "herança bendita" para seu sucessor

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em um evento organizado ontem pelo Planalto para marcar a sua despedida do governo, a ministra e presidenciável petista, Dilma Rousseff, acusou, em discurso de 50 minutos, os tucanos de terem implementado um Estado "mínimo" e "omisso" na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"Era o Estado do não", disse a ministra, que amanhã deixa a Casa Civil para iniciar a sua corrida à sucessão. Na campanha, Dilma, terá como principal adversário o governador tucano José Serra (SP), ministro na gestão FHC. A última pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou que Serra abriu nove pontos sobre a candidata de Lula, na segunda colocação.
"Não tinha planejamento estratégico, não fortalecia as empresas públicas, não promovia alianças com o setor privado", afirmou Dilma em fala na qual anunciou as diretrizes de uma segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento.
Ao discutir o papel do Estado, Dilma repete o que já fizera no discurso do congresso do PT, em fevereiro, quando se lançou oficialmente pré-candidata, e dá a tônica da campanha petista, que propõe uma comparação plebiscitária entre o legado de FHC e o governo Lula.
"Hoje, por tudo isto, podemos dizer que, antes de ser um Estado mínimo, ele foi um Estado omisso", completou a ministra, em uma tentativa de resposta à oposição, que a aponta como "estatizante".
Diante de cerca de mil pessoas, entre as quais governadores, congressistas, ministros, empresários e sindicalistas, a ministra citou dezenas de números do PAC, trocou alguns deles, atacou a oposição, foi aplaudida seguidas vezes e, no minuto final do discurso, ficou com a voz embargada ao falar do programa e da gestão Lula.
Todos no evento receberam um exemplar de um caderno com as principais diretrizes da nova versão do PAC, com previsão de investimentos em infraestrutura entre 2011 e 2014.
Assim como fizera diante dos militantes petistas, Dilma também afirmou que o governo petista deixará uma "herança bendita" ao seu sucessor.
A fala de Lula encerrou o evento. Ele enalteceu a atuação da ministra no programa e se referiu à pré-candidata como "mãe eterna do PAC" e "avó do PAC". O presidente também respaldou Erenice Guerra como uma das executoras do PAC. Ela assumirá amanhã a Casa Civil. (ES, LC e SI)

SINDICATOS FAZEM "BOTA FORA" DE SERRA, E PSDB VAI A JUSTIÇA

Da Folha de S. Paulo

BRENO COSTA
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Cerca de 40 sindicatos e associações do funcionalismo estadual convocaram seus filiados para uma passeata amanhã que batizaram de "bota-fora de Serra". A manifestação foi planejada para o dia em que o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência transmite o cargo para o vice, Alberto Goldman (PSDB).
O movimento conjunto dos servidores é encabeçado pela Apeoesp, ligada à CUT e ao PT. Na última sexta-feira, a presidente da entidade, Maria Izabel Noronha, havia conclamado os grevistas a "quebrar a espinha dorsal" do PSDB e de Serra.
O governo acusa os organizadores do ato de agir com interesse eleitoral. O PSDB anunciou uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp e a presidente da entidade.
Filiada ao PT, Bebel, como é conhecida no meio sindical, chegou a dividir palanque com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista à Presidência da República, na última quinta. Outras entidades envolvidas no ato contra Serra também são alinhadas a partidos de oposição ao PSDB.
Na representação, o advogado tucano Ricardo Penteado pede a aplicação de multa à Apeoesp e a Maria Izabel, com base em vídeos que mostram, entre outras cenas, a sindicalista perguntando aos professores, durante assembleia na última sexta, se Serra será presidente. A resposta, em coro, é negativa. Em outro trecho, ouve-se uma música: "Daqui a pouco tem eleição, no Planalto ele não chega não".
Maria Izabel, que anteriormente negou o caráter político da greve, não quis se manifestar ontem sobre o conteúdo das ações dos tucanos. Disse apenas que rebateria as acusações.
A representação do PSDB joga pimenta na manifestação de amanhã, programada desde terça passada. Para além das reivindicações setoriais dos professores e dos servidores da saúde, que estão em greve, o ato será essencialmente político.
No próximo dia 10, José Serra deve anunciar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Pelo menos 20 mil pessoas devem participar do ato, segundo o Sindsaúde. Não há previsão de manifestações em frente ao Bandeirantes, onde ocorrerá a transmissão do cargo.
A programação é a realização de um "almoço de gala" no vão livre do Masp a partir do meio-dia, com a presença de garçons, que servirão coxinhas, uma alusão ao vale-refeição de R$ 4 dado pelo governo aos servidores.
Em seguida, as entidades se reúnem na assembleia da Apeoesp, marcada para as 15h. De lá, seguem em passeata até a praça do Patriarca, no centro.

A DIFÍCIL TRANSIÇÃO PAULISTA

Da Folha de S.Paulo - TENDÊNCIAS/DEBATES

MARCIO POCHMANN


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O Estado de São Paulo vive um de seus maiores desafios históricos: como continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país?
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QUANDO SE completa a primeira década do século 21, o Estado de São Paulo demonstra viver um de seus maiores desafios históricos, qual seja, o de continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país. Na perspectiva recente, isso parece estar comprometido diante de importantes sintomas de decadência antecipada.
Entre 1990 e 2005, por exemplo, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação.
Atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.
Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho.
Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente.
Se projetada no tempo, essa situação pode se tornar ainda mais grave, com São Paulo chegando a responder por menos de 20% da ocupação nacional, por um terço de todos os desempregados e apenas por um quinto do emprego industrial brasileiro no início da terceira década do século 21.
Essa trajetória pode ser perfeitamente revertida, uma vez que não há obstáculo econômico sem superação.
A resposta paulista, contudo, precisaria vir da montagem de uma estratégia inovadora e de longo prazo que não seja a mera repetição do passado.
Na visão da antiga oligarquia paulista, governar seria fundamentalmente abrir estradas, o que permitiria ocupar o novo espaço com o natural progresso econômico. Por muito tempo, o Estado pôde se privilegiar dos largos investimentos governamentais em infraestrutura, o que permitiu transitar das grandes fazendas produtoras e exportadoras de café no século 19 para o imenso e diversificado complexo industrial do século 20.
Em apenas duas décadas, o Estado paulista rebaixou a concentração de quase dois terços de sua mão de obra no setor primário para menos de um terço, dando lugar ao rápido crescimento do seu proletariado industrial.
Com isso, a ocupação em manufatura convergiu para São Paulo, passando a representar 40% de todos os empregos industriais do país na década de 1960, contra um quarto em 1940.
Em virtude disso, o protagonismo paulista reverberou nacionalmente por meio do ideário de que seria a locomotiva a liderar economicamente o Brasil grande. Tanto que não era incomum à época que as lideranças de outros Estados sonhassem com a possibilidade de repetir o caminho paulista. O principal exemplo se deu com a implantação de uma "mini-São Paulo" no meio da Floresta Amazônica, por intermédio da exitosa implantação da Zona Franca de Manaus.
Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento.
Não significa dizer que as bases do trabalho material (agropecuária e indústria) deixem de ser importantes, pois é estratégico o fortalecimento das novas fontes a protagonizar o dinamismo econômico do século 21.
Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país.
Os esforços de transformação são inegáveis, pois, além da necessária oxigenação de suas instituições, os próximos governos precisariam inverter suas prioridades, com a adoção, por exemplo, de um gigantesco e revolucionário sistema educacional que assegure as condições necessárias do acesso de todos ao ensino, do básico ao superior, ademais da educação para a vida toda e com qualidade.
Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19.
Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império.

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MARCIO POCHMANN, 47, economista, é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp. Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

FORA, SUPLICY

Da Folha de S. Paulo

FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO - O senador Eduardo Suplicy chegou à reunião da Executiva Estadual do PT, ontem pela manhã, montado em 19% das intenções voto ao governo de São Paulo, conforme registrou o Datafolha. Deixou a mesma reunião, horas depois, anunciando que abria mão da disputa partidária em benefício do senador Aloizio Mercadante, que aparece com 13% na pesquisa.
O desfecho da novela (a candidatura Mercadante) era previsível, mas o roteiro de ontem (a desistência instantânea de Suplicy) não.
O fato é que Suplicy foi massacrado pelo exército lulista. De quase 20 oradores presentes à reunião, nenhum o encorajou a levar suas pretensões adiante. Houve, pelo contrário, pressão unânime para demovê-lo. Um dos petistas, especialmente hostil, chegou a mencionar a eleição ao governo paulista de 1986, quando Suplicy, depois de passar por uma crise pessoal, interrompeu a campanha e se refugiou por alguns dias na serra da Cantareira, alegando ter "perdido o eixo".
"Fiquei surpreso", diz o senador, referindo-se à falta de receptividade a seu nome. Havia, mesmo, a intenção de assustá-lo, conforme relatos a esta coluna. As gentilezas ficaram por conta do café da manhã que lhe foi oferecido pelo presidente do PT paulista, Edinho Silva, com pão de queijo, suco de caju e bolo -uma variedade à mesa "muito incomum" por lá, segundo o anfitrião fez questão de dizer antes de lhe introduzir o menu amargo da política.
Mercadante será -como já era- o candidato. Em 2006, ele foi derrotado no primeiro turno por José Serra. Seu maior desafio ainda é conseguir chegar ao segundo turno.
O episódio de ontem no PT mostra, por um lado, a capacidade quase infinita de Suplicy de jogar para a plateia, faturando algo mesmo quando é derrotado. Sua desistência passa por "gesto de grandeza". Mostra também que, para a cúpula, Suplicy é quase um corpo estranho ao partido, um satélite midiático, circense, personalista. E mostra sobretudo a submissão disciplinada do PT à palavra e à vontade de Lula.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A DIREITA MANDA BRASA

Da Folha de São Paulo

FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO – Lula comemorava, já no ano passado, a ausência de “candidatos de direita” na eleição presidencial deste ano. Nem Serra, nem Dilma, nem Marina (e nem Ciro) se encaixam neste figurino. Não se pode dizer o mesmo da eleição paulista. Seria até uma injustiça com Geraldo Alckmin e Guilherme Afif Domingos não reconhecer: “habemus” direita.
A chapa tucano-demista é favoritíssima ao Palácio dos Bandeirantes. Conforme mostra o Datafolha, Alckmin hoje venceria em São Paulo no primeiro turno. A se confirmar a barbada, voltará ao poder o núcleo mais conservador e menos cerebral do tucanato, a turma cujo lema é “amassar barro”. Não deixa de ser também uma vitória (e vingança) de certo espírito de província, em oposição às aspirações cosmopolitas de Serra, FHC e companhia. São Paulo tem os dois lados.
Sempre que confrontado com seu conservadorismo, Alckmin recorda, bem-humorado, que iniciou sua carreira “lá em Pinda”, no velho “manda brasa”, como era chamado o MDB histórico.
No passado mais recente, governador do Estado, Alckmin mandou brasa com Saulo de Castro, o promotor-xerife da Segurança Pública, e Gabriel Chalita, o guia espiritual do ensino paulista. Não perguntem a Serra o que ele pensa desse time.
Guilherme Afif, atual secretário do Trabalho do Estado, também não é um vice qualquer. Malufista histórico, começou como titular da Agricultura do então governador biônico. Em 1982, quando Franco Montoro se elegeu governador, Afif era candidato a vice de Reinaldo de Barros. Tentou a Presidência pelo PL em 1989 e ainda em 1998 esteve na linha de frente da campanha de Maluf contra Mário Covas.
Em 2006, Afif teve 44% dos votos válidos para o Senado, perdendo por pouco para Suplicy. Adversário feroz dos impostos, o líder da associação comercial é, talvez, o que de mais típico e “moderno” a direita tem a oferecer ao eleitorado conservador paulista.

domingo, 28 de março de 2010

REDE DE COMUNICADORES PELA REFORMA AGRÁRIA LANÇA BLOG

Foi lançado na semana passada o blog da Rede de comunicadores/as pela Reforma Agrária. O blog será uma ferramenta para ajudar a educar a população e lutar contra os factóides fabricados na grande mídia contra os movimentos sociais pela reforma agrária, principalmente o MST. A primeira publicação foi o Manifesto da rede que denuncia a ofensiva dos setores conservadores contra a reforma agrária: "Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada "grande imprensa brasileira" -- associados a interesses de latifundiários/as, grileiros/as -- e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles/as que lutam pela reforma agrária." Leia o Manifesto completo aqui.

Os artigos já publicados contém dados sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, tais como a quantidade de famílias vivendo debaixo da lona preta e também dados sobre o trabalho de alfabetização e educação feito pelo movimento dentro dos acampamentos e assentamentos. Também relata casos de assassinatos de militantes do movimento e dados sobre a concentração de terra no Brasil, as"Cicatrizes da concentração da terra":... O índice de Gini de concentração de terras está em 0,854 (quanto mais próximo do 1, maior é a concentração). Não houve alterações substantivas em relação ao resultado de 1985 (0,857) e 1995/1996 (0,856).""... Dos 850 milhões de hectares, o censo agropecuário não classificou 308 milhões de hectares. Essas áreas não têm título de propriedade, ou seja, são potencialmente griladas."

Leia Mais


Há também uma cobertura da CPMI contra a reforma agrária e informações sobre os principais agentes desta CPMI, dentre eles a Senadora (DEM-TO) Kátia Abreu, o Deputado Federal (DEM-GO) Ronaldo Caiado, o Deputado Federal (DEM-PR) Aberlado Lupion, o Deputado Federal (DEM-RS) Onyx Lorenzoni, o Senador (PSDB-PR) Alvaro Dias, o Deputado Federal (PP-RS) Luis Carlos Heinze e o Deputado Federal (PMDB-SC) Valdir Colato.

O CMI faz parte desta rede e convoca os/as navegantes a acompanharem as notícias do blog e também colaborar com a Rede. Leia sobre os Grupos de Trabalho que foram formados na primeira reunião da Rede em São Paulo para saber como que você pode colaborar com a Rede. Publique no CMI ou no seu blog/site informações sobre a luta pela reforma agrária e ajude a denunciar os factóides fabricados pela grande mídia.

PT VAI A JUSTIÇA CONTRA MENTIRAS, CALÚNIAS E AGRESSÕES CRIMINOSAS DA VEJA E ESTADÃO

Do site do PT Nacional

É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.



O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.



O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.



Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.



Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.



O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.



Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.



José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT

CONFECOM: PLENÁRIA NESTE SÁBADO FAZ BALANÇO DA CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO.

Do blog De Olho em São Paulo

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação terminou no dia 17 de dezembro aprovando reivindicações históricas dos que lutam por mais democracia e pela efetivação do direito à comunicação.

Passada essa etapa, é preciso agora ampliar a mobilização para que as propostas aprovadas sejam debatidas com a sociedade e com o poder público, em busca de estratégias para transformá-las em políticas públicas.

Para isso, as entidades que participam da Comissão Paulista Pró-Conferência convocam para o dia 27 de março, às 9 horas, no Sindicato dos Engenheiros (Rua Genebra, 25, perto da Câmara Municipal de São Paulo), uma plenária estadual com a seguinte pauta:

1) Avaliação da Confecom
2) Definição de uma pauta política comum e campanhas prioritárias
3) Próximos passos e as perspectivas da luta pela democratização das comunicações – mecanismos para mantermos e ampliarmos a nossa articulação de entidades.

Convidamos todos e todas da sociedade civil não-empresarial e da sociedade civil empresarial progressista que participaram da etapa estadual e de todas as etapas municipais e regionais do estado de São Paulo e aquelas organizações com interesse no tema a comparecer e contribuir com o debate.

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26/03/2010 - 16:48
Secretário vem à Câmara para debater presença de bancas no centro


O secretário Ronaldo Camargo, das Subprefeituras, deverá comparecer na próxima quarta-feira, às 14h, à reunião da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal, para debater a presença das bancas de jornais na região central de S. Paulo. Esta reunião é um desdobramento da audiência pública realizada há duas semanas na Câmara, com a presença de mais de 300 jornaleiros, que questionaram a decisão da prefeitura de retirar as bancas de jornais de quase toda a região central de S. Paulo. Para a prefeitura, a presença das bancas estaria prejudicando a “segurança pública” e o policiamento na região.

Foi minha a iniciativa trazer o secretário, Ronaldo Camargo, para debater o assunto na Comissão de Administração Pública, já que me recuso a aceitar o argumento de que as bancas possam comprometer o policiamento do centro da cidade. E, muito menos, que a prefeitura tome uma medida drástica como esta, sem um estudo oficial que possa justificá-la. Como eu afirmei na Audiência Pública, “trata-se mais uma vez do improviso administrativo se sobrepondo aos projetos bem embasados que deveriam ser a regra da gestão pública”.

Mas esta é apenas uma consideração geral. E eu não consigo evitar a pergunta: será que não há outros interesses por trás de uma medida aparentemente tão sem sentido como proibir as bancas nas ruas do centro? Se o objetivo for preparar a cidade para a implantação do novo projeto de mobiliário urbano — há um projeto na Câmara sobre o tema — então a situação é muito mais grave, pois se assim for grande parte das bancas de jornais de São Paulo podem se considerar sob ameaça.

ATRASADO DOIS ANOS, SECRETÁRIO ANUNCIA MEDIDA PARA CORREDORES DA M´BOI MIRIM

Do Boletim do Donato

Em 17 de abril de 2008, após realizar vistoria no Terminal do Jd Ângela, o Vereador Donato sugeriu que fosse implantada uma medida emergencial simples para aumentar a velocidade no corredor da M’Boi Mirim: “... eu sou leigo, mas a M’Boi Mirim fica congestionada apenas num sentido, se tivesse a faixa reversível de ônibus no outro sentido que está vazio de manhã, seria uma medida emergencial que certamente daria uma resolução não definitiva, mas melhoraria a condição de transporte daquela população ... ”.

Foi preciso a população protestar contra as péssimas condições do transporte, e várias vezes nesses últimos dias, para a Prefeitura se mexer. No Diário Oficial de sábado, 20/03, o Secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, anunciou, através da portaria nº019/2010 SMT.GAB, que fará faixas reversíveis de tráfego, das 6 às 8 horas da manhã, em trechos dos corredores da Estrada do M’Boi Mirim e da Av Guarapiranga.

Com atraso de dois anos, a Secretaria de Transportes resolveu implantar a medida que poderia estar em funcionamento desde de 2008, quando pela primeira vez a população protestou. Má vontade, incompetência ou impiedade? O fato é que a população das periferias da cidade de São Paulo nunca é lembrada nos planos da administração Kassab. A não ser quando explode em revolta

A 9 MESES DE SAIR, LULA TEM APROVAÇÃO RECORDE DE 76%

FERNANDO CANZIAN – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL

A nove meses de deixar o cargo e em campanha aberta para eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) sua sucessora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu no final de março a sua melhor avaliação desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003: 76% da população consideram seu governo ótimo ou bom.
O recorde na avaliação positiva para um presidente no Brasil desde que o Datafolha iniciou esses levantamentos, em 1990, aparece como contraponto a um aumento para nove pontos na vantagem entre o candidato à Presidência da oposição, José Serra, e Dilma.
Esta foi a terceira pesquisa consecutiva, agora realizada entre 25 e 26 de março, em que o Datafolha registrou oscilação positiva nos índices de ótimo e bom concedidos pela população ao presidente Lula.
Ao longo dos últimos sete anos, os resultados positivos na avaliação do presidente vêm coincidindo, ano a ano, com a melhora nos indicadores econômicos e sociais do país.
Mesmo entre os mais escolarizados e ricos, que no início do governo tinham grandes doses de prevenção contra o governo Lula, a popularidade do presidente avançou.
Só entre agosto de 2009 e agora, a avaliação positiva de Lula saltou nove pontos, de 67% para os 76% atuais.
Já nos últimos três anos, Lula aumentou em 26 pontos a sua popularidade. Hoje, apenas 20% consideram seu governo regular e 4%, ruim ou péssimo.
Tendo Dilma como candidata, Lula manteve a tendência de crescimento na popularidade entre as mulheres. Também pela terceira vez seguida, a aprovação a seu governo cresceu nesse segmento da população, passando de 71% para 75%.
Mas, de acordo com resultados da pesquisa Datafolha divulgados ontem, as intenções de voto em favor de Dilma para a eleição presidencial deste ano oscilaram negativamente um ponto no último mês. A ministra tem agora 27%.
Já o candidato tucano, José Serra, voltou a abrir vantagem sobre a petista. A diferença em relação à candidata, que era de quatro pontos no mês passado, passou agora para nove pontos. Serra tem hoje 36% das intenções de voto.
Além de ter avançado no segmento feminino da população, a avaliação do presidente cresceu também entre as pessoas com mais de 60 anos. Subiu seis pontos, de 67% para 73%.
Mas um dos maiores saltos na avaliação positiva de Lula captado pela pesquisa se deu entre as famílias que têm renda superior a dez salários mínimos (R$ 5.100,00). Foram 12 pontos percentuais de aumento, de 56% para 68%.
No início do governo Lula, nesse mesmo segmento da população apenas 36% consideravam a gestão do petista como ótima ou boa. De lá para cá, o aumento é de expressivos 32 pontos percentuais.
O salto é ainda maior, de 34 pontos, entre os que ganham menos, até cinco salários mínimos (R$ 2.550,00). A aprovação ao presidente nessa parcela da população alcança hoje 77%.
Mas, apesar do crescimento também entre os brasileiros com ensino superior (de 65% para 70%) e entre os que ganham mais de dez salários mínimos, (56% para 68%) é nesses segmentos que o governo Lula continua tendo as suas piores taxas de aprovação.
O mesmo ocorre nas regiões Sul e Sudeste, onde 69% das pessoas consideram o governo ótimo ou bom.
Esse percentual sobe a 87% no Nordeste. Na região, não somente a renda da população aumenta a um ritmo maior do que na média do país como é para onde se dirige grande parcela dos benefícios do programa Bolsa Família.

PAÍS VOLTA A SER OITAVA MAIOR ECONOMIA

ÉRICA FRAGA* – Economist – Folha SP
ESPECIAL PARA A FOLHA

A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares.
A crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país.
O desempenho da economia brasileira já havia sido favorável entre 2007 e 2008, quando passou da décima à nona posição no ranking mundial, deixando para trás a Espanha e o Canadá, embora tenha sido ultrapassado pela Rússia. Com esse movimento, o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.
Ganhar posições no ranking de maiores economias é positivo porque torna o país mais atrativo para investidores externos e aumenta seu peso geopolítico. Mas desde que a mudança seja sustentável; e, de preferência, se trouxer chances de mais progresso no futuro.
Colocando o caso brasileiro em perspectiva histórica, não se pode dizer que a melhoria registrada nos últimos dois anos represente um fato inédito. Há décadas o país oscila entre a oitava e a décima posição (embora tenha estado pontualmente também em sétimo e décimo terceiro lugares desde 1980).
O câmbio costumava ser fator primordial nas mudanças do Brasil no ranking das maiores economias. Na última vez em que havia ocupado a oitava posição, em 1998, foi derrubado pela maxidesvalorização do real em janeiro do ano seguinte, caindo para décimo lugar.
No ano passado a força do real também colaborou para a melhoria relativa do Brasil. Prova disso é o fato de que o tamanho da economia brasileira medido pela chamada paridade do poder de compra (PPP) -que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país -se manteve na nona posição.
Mas não foi só o câmbio. Outros fatores também ajudaram o Brasil, como o próprio desempenho da economia e o fato de ser relativamente fechado.

ÉRICA FRAGA é editora sênior da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU)

sexta-feira, 26 de março de 2010

POTENCIAL DE CRESCIMENTO ELEITORA


José Dirceu

Final de março de 2009. Há um ano, o Instituto de Pesquisas Datafolha divulgava um levantamento de intenção de voto para a Presidência da República que mostrava o tucano José Serra com 41%, o deputado Ciro Gomes com 16% e a ministra Dilma Rousseff com 11%.

A diferença era muito grande e criava as condições para conclusões precipitadas. O diretor-presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, foi um dos que incorreram nesse prognóstico açodado. Afirmou que o presidente Lula não elegeria Dilma. Cheguei a alertá-lo sobre a imprudência de sua avaliação, em um artigo neste mesmo espaço (leia aqui).

Um ano depois, já neste 2010 de eleições, o Ibope apresenta os números do final de março para presidente: Serra 35%, Dilma 30%, Ciro 11% e Marina 6%. A diferença entre Serra e Dilma despencou de 30 pontos percentuais para somente 5. Em outras palavras, os apressados de ontem devem reconhecer a precipitação e dizer que Dilma cresceu de forma consistente e que possui chances de vencer as eleições.

Alguns clichês são importantes neste momento. O primeiro é que falta muita água para rolar debaixo desta ponte e que as eleições serão disputadas de parte a parte. O segundo chavão diz que pesquisa é retrato do momento, diagnóstico, não previsão do futuro.

Não há razão para discordar dessas máximas. Mas as sucessivas pesquisas realizadas neste último ano, mais do que um retrato do momento, revelam-nos um filme da evolução dos principais candidatos —ou a tendência do eleitorado.

E, neste filme, Dilma cresce de forma consolidada, enquanto Serra perde força e cai. Esse movimento acontece em todos os institutos de pesquisa, o que reforça ainda mais a avaliação de que, hoje, ambos estão bem próximos.

Contudo, uma análise sensata dos últimos números de intenção de voto permite-nos perceber mais sobre a movimentação do eleitorado. Um dos dados é que a preferência pelo nome de Dilma se acentua conforme ela se torna mais conhecida.

Há duas razões para isso: a primeira é que o brasileiro sabe o quanto o Governo Lula avançou (73% de aprovação), está buscando quem é o candidato apoiado pelo presidente e, quando identificam que é Dilma, declaram voto a ela; e a segunda razão é que, ao conhecer melhor Dilma, o eleitor percebe sua importância e atuação durante todo o Governo Lula.

Vejam que, pelo Ibope, 53% dos eleitores dizem apoiar o candidato do presidente Lula, mas 42% ainda ignoram que a ministra Dilma Rousseff é essa candidata.

Além disso, Dilma ainda tem grande potencial de crescimento, porque é conhecida somente por 44% dos entrevistados. Ainda assim, ela já está à frente de Serra na pergunta espontânea (14% para Dilma contra 10% do tucano). Quem lidera na espontânea? Lula, com 20%, mais um elemento que indica potencial de crescimento de Dilma.

Em debate realizado na Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas, os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa (Ibope, Datafolha, Sensus e Vox Populi) fizeram a mesma avaliação: na atual situação, as condições são favoráveis à Dilma.

O diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, apresentou quatro fatores decisivos nas eleições: situação da economia; alianças e tempo de TV; aspecto ideológico; e imprevisto que pode alterar a opinião dos eleitores.

À exceção deste último, os demais são positivos para Dilma: no Governo Lula, o Brasil conquistou grandes resultados socioeconômicos; o arco de partidos que devem apoiar Dilma é maior e de mais peso que a oposição; e 56% das pessoas se definem como sendo de esquerda.

A diretora do Ibope, Márcia Cavallari, reforçou o cenário pró-Dilma, ao dizer que “o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: ‘Acertei, e o País está tendo avanços’. O eleitor considera que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”.

Tal comparação faz a população perceber que o Governo Lula imprimiu um rumo certo ao país e não há interesse em mudar. Sem propostas para o Brasil e dizendo que mudaria as políticas do presidente Lula se ganhar as eleições, só resta à oposição tentar convencer o povo de que os anos FHC foram melhores. Quem vai concordar?



José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil

quarta-feira, 24 de março de 2010

SERRA NEGA ATRASO EM METRÔ E DIZ QUE META NÃO É PROMESSA

BRENO COSTA E ALENCAR IZIDORO – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), negou que as obras de expansão do metrô na capital paulista estejam atrasadas, como informou a Folha ontem. Ele disse que não havia “promessas” de datas para entregá-las, mas só “metas”.
Propagandas oficiais do Estado veiculadas na TV e em banners diziam que haveria “28 novas estações” de trem ou de metrô em São Paulo “até 2010″.
Mas ao menos seis estações de metrô que chegaram a ser anunciadas para este ano não serão inauguradas: Adolfo Pinheiro e Brooklin-Campo Belo (linha 5-lilás), São Judas e Congonhas (linha 17-ouro), Luz e República (linha 4-amarela).
Além disso, agora a gestão tucana afirma que, das 28, só 16 são realmente novas. As demais são reconstruções ou reformas.
O governo também divulgava por informes à imprensa e no site criado para apresentar à população os detalhes do plano de expansão outros prazos que não serão cumpridos -como a entrega da ligação entre São Judas e Congonhas até dezembro deste ano, além do início das obras da linha 6-laranja, entre Brasilândia e Água Branca.
Questionado ontem se as estações seriam entregues conforme havia sido anunciado (ou seja, até 2010), Serra afirmou: “Não há atraso. Não houve promessas, houve metas”. O tucano deve anunciar sua candidatura à Presidência nos próximos dias.
O governador criticou, ainda, a reportagem da Folha, mas não apontou quais seriam as informações supostamente equivocadas. “Trata-se de uma matéria com muitos erros, e a Secretaria [dos Transportes Metropolitano] vai mostrar isso”, afirmou ele, após assinar convênios no Palácio dos Bandeirantes para projetos de bioenergia em Jaú (SP).
Ontem à noite, a secretaria enviou carta ao jornal na qual diz que 85% das metas de expansão estão dentro dos prazos estimados e que os 15% restantes “sofreram com fatores fora do controle do gestor público”.
Ela ressaltou que as ações do plano também envolvem as estatais CPTM (trens) e EMTU (ônibus intermunicipais), mas não explicou esses números.
Em relação às estações de metrô, a gestão Serra chegou a anunciar a entrega de 14 novas entre 2007 e 2010, das quais ao menos seis só poderão ser concluídas no próximo governo.
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos diz que os prazos não podem ser tratados “de forma pontual” e afirma que, no “ponto central”, as promessas serão cumpridas, porque vai quadruplicar as linhas “com qualidade de metrô” (240 km em 2010, sendo 162 km de CPTM) -apesar das diferenças significativas entre os sistemas.
A principal boa notícia do setor é a expectativa de inauguração na semana que vem de duas estações da nova linha 4: Faria Lima e Paulista (com 3,6 km).
O governo prevê também nos próximos dias a entrega de sete trens e da reforma de três estações (Ceasa, Villa-Lobos e Cidade Universitária, da linha 9-esmeralda da CPTM).

SERRA NEGA ENTREGA DE OBRA INACABADA, MAS ELAS ESTÃO INACABADAS

Serra nega entrega de obra inacabada, mas elas estão inacabadas

Governo do Estado rejeita avaliação de que pista central da Marginal do Tietê e Rodoanel serão inaugurados incompletos

O Estadao de S.Paulo
Apesar da falta de definição a respeito da data e de alguns trechos das obras ainda estarem tomados de barro, o governo de São Paulo nega que vá entregar com atraso e incompletos dois de seus principais projetos: a pista central da Marginal do Tietê e o Trecho Sul do Rodoanel. Além disso, a gestão José Serra minimiza possíveis atrasos no Plano de Expansão – projeto para aumentar a rede do transporte público.

“Não é possível acertar a data de tudo”, diz o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. O titular da pasta afirma que 85% das obras do Metrô e da Companhia Paulista dos Trens Metropolitanas (CPTM) estão dentro do cronograma, enquanto os outros 15% fazem parte da “banda de atraso”. “Em projeto grande, como é o Plano de Expansão, existe uma margem de atraso porque o volume de inaugurações é grande.”

Os atrasos de maior destaque estão na Linha 5-Lilás, que previa duas estações em 2010: Adolfo Pinheiro e Brooklin-Campo Belo. Ambas vão ficar para 2011. Além disso, sairia este ano a ligação entre São Judas e o Aeroporto de Congonhas, que nem sequer foi licitada. Segundo o Metrô, o atraso é decorrência de mudança no projeto, para incluir a região do estádio do Morumbi.

Outra linha prevista para 2010 que nem virou projeto é a 6-Laranja, entre o centro e a zona norte, que ainda está passando por sondagens de solo.

Dúvida. As incógnitas são as datas de abertura das novas pistas da Marginal do Tietê e do Trecho Sul do Rodoanel. Desde o ano passado, o governo do Estado sustentou que ambas seriam inauguradas no dia 27 – um calendário com contagem regressiva foi distribuído pela Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa) mantendo a data. A Secretaria dos Transportes agora evita definir um dia e diz que ambas “serão concluídas até o fim do mês”.

Acessos. Fontes disseram ao Estado que existe a possibilidade de abrir o Trecho Sul entre as Rodovias Régis Bittencourt e Imigrantes – ficando inicialmente de fora os acessos para a Anchieta e à cidade de Mauá, final do trecho.

A reportagem visitou ontem todos os acessos do Trecho Sul e constatou a predominância de barro e quase nenhum pavimento no segmento entre a Imigrantes e a Anchieta. A pasta, no entanto, nega que a inauguração será parcial.

/ RENATO MACHADO e FELIPE ODA

CIENTISTA POLÍTICO DA FGV VÊ FAVORITISMO DE DILMA

Fernando Taquari, de São Paulo – VALOR

Embora ainda atrás do governador paulista, José Serra (PSDB), nas pesquisas de intenção de voto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve despontar nos próximos meses como a favorita para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

A avaliação foi feita por Fernando Abrucio, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV): “O favoritismo de Dilma tende a florescer em meio a um cenário de inflação baixa, crescimento econômico e aumento do emprego”

A ministra, observou o cientista político, ainda poderá colher os frutos dos altos índices de aprovação de Lula e, sobretudo do governo.

“A diferença entre a popularidade dos dois indicadores diminuiu nas últimas pesquisas, o que é positivo para a campanha de Dilma”, disse. Apesar do presidente ser um grande cabo eleitoral, Abrucio acredita que o governo terá uma capacidade de transferência de votos maior.

“Com Lula fora da disputa, o eleitor vai pesar se quer ou não a continuidade. O voto está muito associado a uma sensação de bem-estar social por parte da população, que está satisfeita”, afirmou Abrucio.

A percepção favorável, acrescentou, cresceu também com a expansão de investimentos em educação, com a criação de universidades e escolas técnicas, e o programa Minha Casa Minha Vida. Mesmo com a combinação destes fatores, Serra ainda permanece um candidato competitivo, com grandes trunfos para explorar durante a campanha.

Segundo Abrucio, o tucano tem a seu favor a experiência eleitoral e densidade política muito maior do que a sua adversária. Além disso, conta com um recall acima de 30%, patamar só superado por Lula. “A Dilma não tem biografia política para ganhar uma eleição presidencial sozinha, enquanto o tucano se tornou um político mais maleável após a derrota nas eleições de 2002″.

Abrucio lembrou que Serra fez uma gestão bem avaliada no Ministério da Saúde. Junto com segurança pública, a saúde está entre os principais pontos negativos do governo Lula, conforme captaram Datafolha e Ibope.

Ele previu ainda que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), se realmente confirmar a intenção de disputar, estará sem alianças e não irá ultrapassar a casa dos 10% de votos, podendo atrapalhar as coligações estaduais do PSB. Já a senadora Marina Silva (PV-AC), contará com o apoio dos eleitores mais escolarizados, que estão cansados da polarização entre PSDB e PT. “No entanto, o teto dela será de 15%. Até porque os eleitores pobres, que definem a eleição, não votam nela”, concluiu.

segunda-feira, 22 de março de 2010

PT FÓ HOMENAGEIA AS MULHERES DA REGIÃO

O DZ Fó/Brasilândia, através do recém-criado setorial de Mulheres reuniu cerca de 50 mulheres neste domingo (21) para uma palestra sobre a "Lei Maria da Penha" e na sequência a coordenadora do Setorial e organizadora do evento Marlene Rangel homenageou as mulheres presentes com flores e um simbólico diploma intitulado "Mulheres de Luta" que valoriza as ações afirmativas de gênero.
A atividade contou com a presença de toda a direção petista local e ainda com representantes do movimento de moradia da região.

domingo, 21 de março de 2010

NOVATA, DILMA OBEDECE AOS VETERANOS DO PT


Cátia Seabra - Folha de São Paulo

Sorocaba, 2 de março. Na inauguração de uma fábrica de tratores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa o capacete das mãos de um soldador para as da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Ela imóvel, Lula recomenda:
"Coloque o capacete".
"O capacete", insiste Lula.
A ministra cumpre e as câmeras fotográficas disparam. Minutos depois, o presidente sugere que Dilma monte numa colheitadeira "para fotos".
Testemunhada por políticos e dirigentes da empresa, a cena é só uma amostra da disciplina que a ministra exibe em pré-campanha pela Presidência.
Dona de temperamento forte, a pré-candidata do PT tem revelado, em campanha, extraordinária obediência aos companheiros mais rodados -como Antonio Palocci, general oculto da campanha.
Sem experiência eleitoral, segue todos os ensinamentos. No dia 5 de março, na Bahia, o presidente parou a comitiva presidencial diante de um umbuzeiro. Chamou Dilma.
"Vou fazer sua iniciação na caatinga", brincou Lula. Ao pé da árvore, conversaram com moradores locais. Mais fotos.
Uma semana depois, Lula solicitava a presença da ministra ao seu lado durante visita a uma fábrica do Paraná. "Em alguns momentos, fiquei ao lado dela porque nem sempre dá para acompanhar o ritmo de Lula. Ela ficava para trás", conta o senador e pré-candidato a governador Osmar Dias (PDT).
A devoção de Dilma não se restringe ao presidente Lula. Na semana passada, em São Paulo, a ministra cumpriu, religiosamente, as orientações da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).
Após a entrega de troféus no aniversário do Jockey Club consultou Marta Suplicy: "Acabou a solenidade? Posso ir embora?", perguntou. "Não", orientou a ex-prefeita petista, "Estamos esperando o padre". "Ah, o padre", disse Dilma.
Elas se referiam ao padre Marcelo Rossi, ao lado de quem Dilma foi levada ao público, composto em boa parte por fiéis do santuário do Terço Bizantino. Diante de um bolo, a ministra ouviu, de pé, à celebração do padre, com a apresentação de suas músicas e a oração da Ave Maria.
Minutos antes, Dilma foi questionada sobre como preferiria ser conduzida do salão às arquibancadas do Jockey.
"Faço o que vocês preferirem", respondeu ela.
Além de ter abolido expressões como "filhinha" para se referir às repórteres, Dilma é comedida com as palavras.
Na quarta-feira passada, em Minas, exercitou o autocontrole durante reunião na ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu).
Interpelada pelo produtor Rubens de Carvalho, diretor da área internacional da ABCZ, sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos do governo, recusou-se a manifestar sua opinião pessoal.
"A minha posição é a do governo", afirmou, sugerindo que ouvissem o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
Insistindo que Dilma fizesse uma avaliação da regra que determina negociação entre fazendeiros com trabalhadores rurais durante ocupações de terra, Rubico -como é conhecido- afirmou que gostaria de conhecer as ideias da candidata.
"Não posso te responder. Só posso te responder depois de 3 de abril", disse Dilma.
"Ouviram ela dizer que eu não iria me decepcionar. Eu não ouvi isso", lembra Rubico.
Tanta dedicação não aplacou um problema: sua dificuldade de memorização. Dilma já trocou Governador Valadares por Juiz de Fora e chamou o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, de Ângelo. Olavo vira Otávio. Toledo vira Botelho.
No sábado, diante da reincidência de Dilma, Marta sussurrou-lhe o nome correto do presidente do Jockey. "É Márcio Toledo. Não Botelho."

MERCADANTE TENTA DRIBLAR DIVISÃO DE BASE


Clarissa Oliveira – O Estadao de S.Paulo

Com o martelo batido no nome do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para o governo de São Paulo, o PT agora se debruça em um plano para driblar o racha na base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no maior colégio eleitoral do País. Enquanto prepara o lançamento da candidatura, Mercadante trabalha para atrair aliados e se firmar como o “verdadeiro” candidato do governo Lula no Estado.

Se depender das conversas dos últimos dias, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, terá mais de um palanque no Estado. O PSB fala em investir no presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, enquanto o PP ameaça lançar o deputado Celso Russomanno (SP).

No PT, a ordem é não conter esforços para evitar a divisão. Se o plano fracassar, Mercadante será exaltado como o nome de Lula para vaga. “Ele é o candidato de Lula. Mas Dilma não vai recusar apoio de ninguém, seja em São Paulo ou em qualquer lugar”, diz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).

Mercadante tem liderado pessoalmente a montagem da chapa. Nos últimos dias, distribuiu convites para jantares e reuniões para tratar da sucessão. O plano será coroado esta semana, num encontro com siglas como PDT, PC do B, PR e PRB. O PSB, por outro lado, se mostra pouco confiante nas chance de retomar a aliança. “Ainda existe uma chance, mas é muito remota”, diz o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França (SP).

Mesmo que a divisão persista, o time de Mercadante já se arrisca num palpite para a chapa. Nesse caso, o PDT fica com a vice. A primeira vaga no Senado irá para a ex-prefeita Marta Suplicy e outra para o PC do B

MARGINAL SÓ DEVE MELHORAR NA PISTA EXPRESSA


ALENCAR IZIDORO, EDUARDO GERAQUE E EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL

Quem utiliza a marginal Tietê de ponta a ponta, de passagem pela capital paulista, só para ir ao aeroporto de Guarulhos ou para acessar uma rodovia, pode comemorar uma provável redução do tempo de viagem com a entrega de boa parte das obras de ampliação da via mais movimentada de São Paulo.
Mas quem sempre viu na marginal Tietê uma avenida urbana mais rápida para se deslocar a um bairro mais próximo, da Lapa à Barra Funda, de Santana à Freguesia do Ó, do centro à Vila Maria, não tem motivo para se animar muito com a inauguração da nova pista, esperada para o final deste mês.
Com a abertura ao tráfego de três novas faixas de cada lado, as pistas expressas (da esquerda) tendem a ficar mais livres e menos engarrafadas, enquanto as pistas locais (da direita) deverão permanecer entupidas.
E não adianta pensar que basta passar de uma para outra, porque os acessos às faixas mais livres serão restritos, viáveis somente para quem percorrer trajetos mais longos.
Essas são as principais mudanças imediatas esperadas por especialistas ouvidos pela Folha, independentes ou ligados à obra da Nova Marginal, críticos ou favoráveis ao empreendimento de quase R$ 2 bilhões que virou a mais polêmica intervenção viária desta década na capital paulista.
As três novas faixas em cada sentido da marginal Tietê (parte já aberta nos últimos meses) podem aumentar em um terço a capacidade da via, que passará a ter até 11 faixas, distribuídas em três pistas: local, central (ambas como limite de 70 km/ h) e expressa (até 90 km/h).
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai implantar uma faixa preferencial de ônibus na local. E proibir motos na expressa.
O impacto na fluidez do trânsito não será uniforme. A maior parte dos veículos usa a marginal para trajetos pequenos (até 6 km) e eles terão dificuldade de acessar a pista mais rápida devido à diminuição de entradas, principalmente no sentido Castello Branco-Ayrton Senna.
Em 23 km de marginal nessa direção os motoristas terão só seis acessos para chegar ou sair da pista expressa. É metade do que havia antes, conforme imagens de satélite. No sentido oposto (da Lapa), o número de entradas e saídas da pista central para a expressa, e vice-versa, será cerca de 20% menor.
“Não haverá mais aquele entra e sai que tinha antigamente”, diz Jaime Waisman, engenheiro e professor da USP.
“Haverá um desequilíbrio de uso. O motorista vai ter que ir para a pista local muito antes do que gostaria”, avalia Sergio Ejzenberg, consultor e mestre em engenharia de transportes.
Outro motivo para os engarrafamentos nas pistas local e central é que, ao concentrar as motocicletas, eles devem ter mais interferências -por exemplo, devido aos acidentes.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) reconhece que os impactos mais esperados são nas viagens de longa e média distância. Mas diz esperar melhora em percursos curtos. A gestão Kassab divulga previsão de aumentar em média 35% a velocidade na Tietê.
Embora seja a favor da obra, Jaime Waisman considera que, na prática, ela vai “diminuir a distância entre dois congestionamentos”. “É perverso. O gargalo muda de lugar”, afirma.
Sergio Ejzenberg, que é contra a obra, considera que eventuais benefícios serão pontuais e temporários. Estudos mostram que a ampliação, isolada, estará esgotada até 2020

NOVA OPORTUNIDADE PARA A AMÉRICA LATINA


ANTÔNIO PALOCCI – O GLOBO

Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.

A maior capacidade de resistir à crise mostrada recentemente, se comparada com o impacto de crises anteriores, não se deu por acaso.

Os dados agregados da região para os cinco últimos anos antes da crise mostram, embora de maneira desigual entre os países, melhoras significativas nas contas externas, na acumulação de reservas internacionais, nos resultados fiscais, no crédito e no desenvolvimento de mercados internos mais dinâmicos.

No ano de 2007, o Brasil tinha reservas 273% maiores que sua dívida pública externa. O Chile, 468%; o México, 129%; a Colômbia, 89%; e o Peru, 141%. O volume de crédito aumentou neste período para quase todos os países e com menor dependência do crédito externo. A redução dos déficits fiscais também aconteceu na grande maioria das contas públicas da região.

Por isso, o impacto da crise, embora reconhecida como a maior das últimas décadas, foi menor do que o impacto em crises anteriores e de menor gravidade. As reservas e a situação das contas externas, o controle da inflação e a melhora fiscal permitiram uma importante atenuação dos impactos negativos da crise recente.

Sem dúvida, o Brasil foi o país que melhor demonstrou capacidade renovada de enfrentar situação tão adversa, podendo lançar mão de estímulos monetários, fiscais e tributários que, combinados com um mercado interno bastante amplificado, permitiu uma saída rápida do quadro de constrangimento econômico do final de 2008 e início de 2009.

Mas o fato digno de nota é que muitos outros países latinoamericanos tiveram também bom desempenho no período, sempre comparando com a situação de crises anteriores.

Agora, o fato que persiste é que as economias mais ricas, em especial os EUA, União Europeia e Japão, continuam num processo bastante lento de recuperação. São as chamadas economias emergentes que dão maior alento ao cenário global.

Para a nossa região, isso deve significar uma avaliação criteriosa das dificuldades dos próximos anos, mas também das oportunidades abertas. Se é verdade que a economia americana, que é destino de nada menos do que 41,4% das exportações da AL, deve mostrar uma recuperação arrastada e difícil, é verdade também que a troca comercial, no período anterior à crise, cresceu fortemente entre os países da parte latina do hemisfério.

Não se trata, nem de longe, de ver algo de positivo na crise da economia americana. Como consumidor, nos anos mais recentes, de quase 30% da produção mundial, a retração do consumo dos EUA imporá restrições severas para todas as economias do mundo. Mas é preciso olhar para as novas economias, as novas oportunidades e os novos mercados. E é ai que reside uma nova oportunidade de integração da América Latina.

Valorizar as boas práticas de gestão das contas públicas, as políticas de acumulação de reservas, a integração das boas experiências no campo macroeconômico, é um começo. Desenvolver políticas de fomento dos mercados internos, e geradoras de emprego e renda, também é necessário. E seriam complementares a um ambicioso projeto de ampliação da infraestrutura da região, capacitando-nos a uma integração mais vantajosa com as economias de outros continentes.

É incrível que, até hoje, tenhamos conseguido dar apenas os primeiros passos para ligações eficientes de transporte entre o Atlântico e o Pacífico, facilitando o acesso aos promissores mercados asiáticos.

Nunca é tarde para recuperar o tempo perdido se as oportunidades voltam a se colocar

ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda.

SERRA APONTA SEU PROBLEMA

Do blog do Frave

CLÓVIS ROSSI – FOLHA SP

PARIS – Ao assumir sua candidatura à Presidência com aquele jeito José Serra de ser, o governador paulista disse o seguinte: “O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil? Que continue bem e até melhore”.
Em três frases, Serra conseguiu, ao mesmo tempo, ser honesto na avaliação do governo do adversário, ser também óbvio e, por fim, definiu a imensa dificuldade que terá para vencer a disputa.
De fato, é muito difícil encontrar quem ache que Lula está terminando mal o governo.
Mas uma das principais características do mundo político é a oposição negar-se sempre a reconhecer os fatos quando os fatos são favoráveis ao governo. Serra não caiu nessa tentação.
O problema é o item seguinte, a torcida para que o Brasil “continue bem e até melhore”. É o óbvio. Salvo um ou outro tarado, não há nunca quem não queira que o país melhore. O problema para Serra será provar que ele é a pessoa indicada para fazer o Brasil melhorar.
Imagino que a massa de eleitores se fará a seguinte pergunta: se está bem com Lula, como admite até o candidato a candidato da oposição, para que mudar?
A resposta de Serra será (ou foi) esta: “Pesam as ideias, as propostas e o passado, o que cada um fez, como foi provado na vida pública”.
Pode até ser que tais fatores pesem. Mas pouco. Vamos ser sinceros: ideias e propostas servem para debate entre especialistas. A massa é guiada pela emoção e/ou pelo sentimento pessoal de cada qual. E o sentimento predominante, repito, é o tal “feel good factor”, o sentir-se bem que predomina na população/eleitorado.
Passado conta? Talvez. Mas pode contar contra também. Afinal, todas as pesquisas mostram que a maioria do eleitorado está hoje mais contente do que quando Serra fazia parte do governo.

crossi@uol.com.br

sábado, 20 de março de 2010

EM MENSAGEM AO PT, MARTA ASSUME CANDIDATURA AO SENADO

colaboração para a Folha Online

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) assumiu nesta sexta-feira a posição de candidata ao Senado, em mensagem a filiados do partido.

Em viagem ao exterior, Marta enviou a mensagem ao prefeito de Osasco, Emidio Souza (PT). Ela será lida na noite de hoje, quando ele anunciará que não pretende ser candidato ao governo de São Paulo em favor do senador Alozio Mercadante (PT-SP).

"Esta liderança que você [Emidio] conquistou com extraordinária garra certamente será potencializada nas campanhas majoritárias no Estado. A Dilma, Mercadante e eu precisamos de pessoas como você à frente das nossas campanhas", afirma Marta, citado a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, e Mercadante, pré-candidato ao governo paulista.

Na sua carta, Emidio Souza diz que é de um "um partido que tem quadros de muita qualidade política, técnica e moral. Companheiros que serão capazes de defender com competência nossos projetos para melhorar São Paulo".

No começo da semana, o PT paulista praticamente sepultou a possibilidade do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ser o candidato de uma aliança antitucana. Em entrevista à Folha, Ciro admitiu que a sua candidatura em São Paulo seria artificial. Segundo ele, o PT é um desastre em São Paulo.

O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, pediu uma retratação pública do deputado, o que acabou não acontecendo. "Foi um ataque frontal ao partido", disse o dirigente petista.

Na terça-feira, dirigentes do PDT reuniram-se com Mercadante e ofereceram apoio formal da sigla à candidatura do petista ao governo em troca da vaga de vice na chapa. Eles pediram ao senador que não fizesse nenhum acordo com Paulo Skaf (PSB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), provável candidato do PSB ao governo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

MINISTÉRIO PÚBLICO DETERMINA QUE SERRA DEVOLVA DINHEIRO DESVIADO DA SAÚDE


Do Blog do Frave

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo anunciaram nesta quinta-feira (18) que encaminharam uma recomendação conjunta ao governo José Serra (PSDB) para que todo o dinheiro desviado da saúde pública seja devolvido ao Fundo Estadual de Saúde.

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS – Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas que deveriam ter sido aplicadas na saúde. A análise constatou que destes, pelo menos R$ 78 milhões foram investidos no mercado financeiro, apesar da crise de atendimento na saúde pública paulista.

O dinheiro do SUS que, por causa do desvio, vai para uma conta única do governo, por lei deveria ter sido destinado a programas de assistência farmacêutica, vigilância epidemiológica e combate à Aids e DST.

O MPF informou que a recomendação foi levada aos secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. Ela estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual à conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde, num prazo de cinco dias a contar do momento em que o estado de São Paulo seja notificado.

No documento também é requerido que toda a movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento. A percepção é de que Serra não estaria, sequer, prestando contas ao Conselho.

O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o governo do Estado comprove o seu cumprimento. Em caso de negativa ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extrajudiciais poderão ser aplicadas. Para os dois MPs, isto visa “assegurar à população do Estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social”.

Desvios semelhantes também foram identificados pelo Denasus em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Segundo a auditoria, as irregularidades causaram prejuízo superior a R$ 6,5 bilhões ao sistema de saúde desses estados, afetando mais de 74 milhões de habitantes.

(Fonte boletim Brasília Confidencial)

quinta-feira, 18 de março de 2010

SERRA ORDENA A DIRETORES DE ESCOLA QUE NEGUEM INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Da juventude do Campo

Extinta em 2009, a “lei da mordaça”, que proibia os funcionários públicos de falarem com a imprensa, foi ressuscitada pelo Governo José Serra (PSDB) para evitar que a população tome conhecimento das deficiências da rede estadual de ensino e da amplitude da greve dos professores. A imposição da “mordaça” está expressa em memorandos enviados por email às direções das escolas estaduais. Um deles, distribuído pela Diretoria de Ensino Leste 3, diz o seguinte:


“Prezados Diretores
Agradecemos a preciosa atenção em relação aos informes sobre os números de professores que estão aderindo à greve. Entretanto, em virtude dessa paralisação, a imprensa está entrando em contato diretamente com as escolas solicitando dados e entrevistas. Solicitamos ao Diretor de Escola para não atender a esta solicitação.
Solicitamos que o número de professores paralisados sejam dados reais, visto que os mesmos não estão batendo com os dados da Secretaria da Educação.”
O memorando de censura foi exibido ontem pela Liderança do PT em sessão plenária na Assembleia Legislativa.
Os professores da rede pública do estado de São Paulo continuam em greve e pretendem chegar a 100% de paralisação nesta sexta-feira, quando farão nova assembleia.

quarta-feira, 17 de março de 2010

REGIÃO EM DEBATE - O CENTRO DE JUVENTUDE DA CACHOEIRINHA


CENTRO DE JUVENTUDE FAZ 4 ANOS, MAS CONTINUA FECHADO EM SI MESMO

Texto publicado no Jornal de bairro "Freguesia News", Edição 989 de 12/03 a 18/03/2010. Não tem assinatura e está na primeira página

O Centro de Juventude Ruth Cardoso é uma conquista do bairro de V. N. Cachoeirinha, mas não foi fácil chegar até ele.
Iniciado pelo então prefeito Jânio Quadros (1986-1988) a obra era destinada a ser um mercado municipal. Problemas com empreiteiras, planos econômicos etc. paralisaram a obra por quase 20 anos. Foi concretizada, efetivamente, pelo então prefeito José Serra, que atendendo aos políticos locais visitou o local e se comprometeu com eles, quando em campanha eleitoral, a dar uma destinação final a obra e o fez.
Antes disto, artistas do bairro, liderados por Tiquinho Brasil, com o apoio deste jornal, iniciou na década de 90, um movimento para que a obra fosse retomada e que a destinação fosse mudada para atender a demanda cultural local. Outras entidades e lideranças locais também batalharam pela retomada da obra, levando ao local até mesmo a Rede Globo ao local, mas nada adiantou.
Passaram pela prefeitura, Luiza Erundina e Celso Pitta sem que nada acontecesse - o prédio permaneceu abandonado, servindo como refúgio de ladrões que agiam no centro do bairro e para consumo de drogas e outras ilicitudes. No início da gestão Marta Suplicy, graças ao esforço pessoal da então subprefeita Márcia Barral, foi desfeito o nó jurídico que envolvia a obra e, acatando a sugestão do movimento que teve neste jornal o seu porta voz, ela deu destinação cultural ao espaço, e mais nada de concreto aconteceu.
Posteriormente, outro subprefeito, Dr. Alberto Calvo, também por esforço próprio, dstnou recurso do orçamento participativo para a retomada da obra, mas este não foi suficiente nem para fazer o teto, ficou apenas na estrutura.
Durante a campanha eleitoral de 2004, o então candidato a prefeito José Serra foi levao ao local pelo também candidato a vereador Claudinho e deputado Celino - e ali sob os escombros se comprometeu a dar uma destinação, já no seu primeiro ano de governo, se eleito, e foi o que aconteceu.
Serra manteve a destinação dada na gestão anterior, o do espaço ser voltado á cultura, e acrescentou a ideia de que o público-alvo fosse o jovem.
A ideia foi muito boa. Hoje ali está o Centro Cultural de Juventude Ruth Cardoso - mas, entretanto, é dominado e dirigido por uma "turminha" que nada a ver com o bairro e com a luta pela sua conquista.
Este é o mal da elite cultural que há séculos domina a Cultura da cidade - o secretário de Cultura do Estado ( eles mudam de partido de acordo com o vento) - dominam tudo e impõe sua turma em todos os cargos. Ou seja, o Centro de Juventude tem programação dinâmica e muito dinheiro, mas com frequência aquém do que poderia ser - infelizmente quem o dirige nada entende de periferia. Eles não se preocupam nem em usar este jornal ( e os demais) para divulgar os eventos locais, se divulgamos é porque procuramos no site e praticamente imploramos à assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura.
Uma pessoa que ali trabalha confessou os diretores não têm interesse no público local, eles preferem público de fora.

DICA DE BLOG - O BLOG DA DILMA

Está no ar "O BLOG DA DILMA", mediado pela blogueira Jussara Seixas ele se apresenta como o maior portal da Dilma Rousseff na internet e é atualizado diariamente com informações sobre o PT e sobre a ministra, vale a pena tê-lo entre seus favoritos e ser lido várias vezes por dia. O link para O BLOG DA DILMA está logo aí acima na seção RECOMENDADO.

CÂMARA REDUZ MULTA E AFROUXA A LEI DO PSIU


Da Folha de São Paulo

A lei do Psiu praticamente não existe mais em São Paulo. Desde ontem, a aplicação das regras do Programa de Silêncio Urbano ficou inviável com a entrada em vigor de uma nova lei. Aprovada pela Câmara, ela amplia prazos, reduz o valor da multa, acaba com a denúncia anônima e exige que a fiscalização seja feita na casa do vizinho do local barulhento.
A interdição de um estabelecimento que extrapolasse os limites de ruído levava até três meses; agora, vai demorar ao menos um ano.
Além disso, a fiscalização vai colocar juntos, na hora da medição do barulho, o dono do estabelecimento denunciado, o vizinho denunciante, o fiscal e outras testemunhas -todos dentro da casa do "reclamão".
Até então, a medição do nível de ruído era feita na porta do estabelecimento -um restaurante, uma igreja ou um salão de festas, por exemplo- e não era necessária a presença do denunciante. Na maior parte dos casos eram denúncias anônimas, segundo a Folha apurou. A lei que obriga o fechamento à 1h de bares sem isolamento acústico, estacionamento e segurança não foi alterada.
O autor da "lei do barulho" é o vereador Carlos Apolinário (DEM), que há anos tenta evitar que as igrejas sejam alvos do Psiu. Chegou a aprovar uma lei com regras diferentes para os templos religiosos, mas o Ministério Público a derrubou na Justiça. Agora, aprovou nova lei, que atinge todos os locais de reunião, não só as igrejas.

Veto
O projeto foi vetado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no ano passado, mas a Câmara derrubou o veto na semana passada, e a lei entrou em vigor ontem, com a publicação no "Diário Oficial" da Cidade.
"Hoje, o fiscal não vai ao lugar para orientar, vai para multar. É uma indústria da multa. Se tinham esse instrumento em mãos e a gente sabe que São Paulo é a capital do barulho, é porque alguma coisa estava errada", disse Apolinário, líder da bancada do partido do prefeito.
Ele diz não querer reclamar de perseguição às igrejas evangélicas para não ser chamado de fanático, mas afirma que os fiscais chegavam aos templos, mediam o volume de barulho dentro do salão, às vezes ao lado da caixa de som, e aplicavam multas que chegavam a R$ 17 mil -agora, o limite é de R$ 8.000 para locais de reunião com capacidade para mais de 5.000 pessoas.
"Se você mede o barulho do lado de dentro do local da reunião, nem festa de aniversário vai poder ter mais. Na Câmara, se você for medir, fecha a Câmara. Leva o meu aparelho de medir o barulho aí na redação da Folha na hora do fechamento e você vai ver que passa muito do limite", disse Apolinário.
A Prefeitura de São Paulo não se manifestou.

PDT OFERE APOIO A MERCADANTE, PEDE A VICE E REJEITA SKAF


Da Folha de São Paulo

Dirigentes do PDT reuniram-se ontem em São Paulo com o senador Aloizio Mercadante (PT) e ofereceram apoio formal da sigla à candidatura do petista ao governo do Estado em troca da vaga de vice na chapa. Expuseram ainda outra condição: que o PT não formalize nenhum acordo com Paulo Skaf (PSB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Os movimentos em torno da sucessão em São Paulo minam a pretensão de formar uma ampla coalizão em contraponto à candidatura do PSDB.
Devido aos sinais do deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) de que não será candidato nesta coalizão antitucanos, o PSB reconhece Skaf como pré-candidato. PT e PDT acham difícil uma composição com o empresário por conta dos elos das duas siglas com o sindicalismo.
"Colocamos como condição para essa aliança a vice ser do PDT", disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, que esteve ontem com Mercadante, acompanhado de José Gaspar, tesoureiro do PDT.
"Skaf seria muito ruim na chapa. A base do PDT é o sindicalismo. Eu não tenho como pedir voto para Skaf", disse.
"É inegável que o nome do Mercadante avançou muito nos últimos dias, mas nosso objetivo de formar um campo partidário unitário em São Paulo não se alterou. E ainda há debates no PT", afirmou o presidente do PT-SP, Edinho Silva.
O diálogo entre PT e PSB no Estado está estremecido por conta de críticas feitas por Ciro ao partido em entrevista à Folha. O PT paulista pediu retratação. Ontem, por meio de sua assessoria, o ex-ministro disse que não faria comentários. Skaf acompanha o presidente Lula na visita a Israel. Segundo seus assessores, ele não impõe sua candidatura à direção do PSB.