Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP

sexta-feira, 29 de julho de 2011

COM OU SEM PRÉVIAS, PT JÁ ESCANCARA DIVISÃO INTERNA


Revista Veja

Petistas brigam para decidir candidato no maior colégio eleitoral do Brasil
Adriana Caitano

Marta Suplicy: nome conhecido pesa a favor, rejeição do eleitor, contra (Israel Antunes/Folha Imagem/VEJA)

"Quem tem medo das prévias não devia ser do PT, nem ser candidato”, Jilmar Tatto, deputado federal e um dos seis pré-candidatos do partido à prefeitura
A menos de um ano para a data limite em que os partidos devem formalizar os candidatos da disputa municipal de 2012, o PT já enfrenta divisão interna em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil. Pelo menos seis petistas figuram na lista de postulantes a prefeito e o consenso para a escolha parece longe de se concretizar. A solução apresentada por parte das lideranças do partido foi recorrer ao estatuto da sigla: em caso de haver mais de um pré-candidato, o escolhido é definido por meio de prévias. A possibilidade, porém, é rechaçada por outra parte do comando petista. O impasse já toma proporções nacionais e envolve o principal nome do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O receio de quem combate as prévias é a possível imagem de racha no partido. No entanto, a própria discussão sobre o formato de escolha dos candidatos tem provocado essa impressão. Dirigentes do partido se articulam para dificultar as prévias. Em setembro, os 1.350 delegados petistas vão se reunir em um congresso para votar mudanças no estatuto. A principal delas restringe a existência de prévias somente a situações em que dois terços do diretório – nacional, estadual ou municipal – concordem com a realização delas. A tentativa de mudança no estatuto reflete uma preocupação nacional com as prévias. O PT enfrenta o mesmo problema de excesso de postulantes a candidato em outras capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. O racha na base partidária é iminente

Lula é o inimigo número um das prévias. Em 2002, ele foi obrigado a disputar a vaga de presidenciável pelo PT com o senador Eduardo Suplicy em uma prévia. E, apesar de ter sido o vencedor, não gostou nada da experiência. Agora, pretende impor o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, para concorrer à prefeitura paulistana. Como Haddad não é popular nem entre os paulistanos nem dentro do PT paulista, sua candidatura poderia ir água abaixo com uma consulta às bases.

O maior defensor das prévias é Eduardo Suplicy, eterno pré-candidato do partido. “Vejo como algo que vai ser muito benéfico para todos e, ademais, é da história e do estatuto do partido. Não há porque ter tanta resistência”, comenta. Na última semana, Suplicy recebeu apoio do líder da bancada na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza, e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. “A prévia serviria para o partido se mobilizar, discutir um programa e um projeto para a cidade e até permitir que se conheça mais de perto alguns que não tiveram a militância partidária na base”, afirmou Dirceu, em seu blog.

O deputado federal Jilmar Tatto, um dos postulantes a candidato, prefere que a escolha seja feita com um consenso do colegiado, mas não descarta as prévias. “Quem tem medo delas não devia ser do PT nem ser candidato”, ressalta. Ele reprova a intenção de Lula de impor o nome de Haddad: “O que não pode é ter imposição. Aí não tem acordo”.

Nome forte na capital paulista, a senadora Marta Suplicy minimiza o debate. “Sobre eleições em São Paulo, só tenho uma coisa a dizer: o processo político é o que manda, mas a conjuntura é o que determina. Temos que aguardar”, disse, em seu perfil no Twitter. Marta tem defendido seu nome como o mais viável para a disputa, principalmente se o candidato do PSDB for José Serra. Ou seja, a definição do adversário poderá pesar mais do que a opinião dos dirigentes petistas.

Possibilidades - Entre vereadores e lideranças petistas de São Paulo, o nome com maior apoio político é o do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. No entanto, como faz parte do governo federal e tem boas relações com Lula, ele não deve comprar briga com o ex-presidente. A expectativa, portanto, é de que ele abra mão da candidatura municipal para se concentrar em 2014.

A estratégia do diretório municipal, por enquanto, será realizar, a partir de agosto, caravanas de debates pelas capital paulista. Nelas, os pré-candidatos poderão expor suas opiniões e tornar-se mais conhecidos de eleitores e filiados. O deputado federal Carlos Zarattini, que também está na disputa, acredita que essas caravanas são mais importantes que as prévias. “A questão é chegar a uma proposta de programa do partido para São Paulo que leve o PT à vitória”, afirma.

O vereador de São Paulo José Américo acredita que o cenário só estará definido no final de 2011. “O PT entende a prévia como um mecanismo apenas para resolver divergências", destaca. "Se fosse um valor universal e não deixasse sequelas, seria feita sempre." A aposta, segundo ele, é que, no final desse processo de debates, cada um dos pré-candidatos avalie a própria força e considere abrir mão da disputa em favor do mais forte.

O difícil será dissuadir os pré-candidatos da disputa. Em 2010, o senador Eduardo Suplicy foi convencido a desistir da corrida pelo governo paulista e ceder espaço para Aloizio Mercadante. Desta vez, pretende insistir. “A circunstância era outra. Naquela época, Aloizio abriria possibilidade de Marta ser eleita para o Senado - o que de fato aconteceu. Eu não vejo agora um argumento que possa me fazer desistir.”

quinta-feira, 28 de julho de 2011

KASSAB VETA ITENS DE TRANSPARÊNCIA NA LDO DE 2012

O Estado de S. Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) vetou quatro medidas de transparência embutidas pelos vereadores na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, aprovada no início do mês pela Câmara Municipal. Os artigos previam, por exemplo, a divulgação dos convênios das operações urbanas e um projeto para avaliar o impacto ambiental das obras da Prefeitura.

Marcio Fernandes/AE–5/7/2011Razões. Para vetar manutenção de verbas, evocou lei de 1964
Pela alteração feita no Legislativo, Kassab teria de publicar na internet os convênios e contrapartidas dos prédios construídos acima do permitido pela Lei de Zoneamento nas áreas das quatro operações urbanas da cidade - Água Branca, Água Espraiada, Faria Lima e Centro. Assim, seria possível saber, por exemplo, quais contrapartidas para o trânsito de uma região um novo condomínio tem de fazer e o prazo para a conclusão dessas obras. O mesmo valeria para empreendimentos como shoppings e supermercados.
Em seu veto, Kassab alegou que a divulgação de "atos individuais" não está prevista pela Lei Orgânica do Município e a movimentação financeira das operações urbanas já é publicada no portal da Prefeitura na internet. Hoje, porém, é divulgada só a soma geral dos recursos que entram e saem das operações.
Outro veto foi à criação de um "projeto-piloto" para avaliar o impacto ambiental das obras da Prefeitura. Teriam de ser calculados os créditos de carbono que a administração municipal deveria pagar e o gasto hídrico de cada projeto. Para o prefeito, a medida feria a Constituição, uma vez que apenas o Executivo pode legislar sobre o assunto.
Desigualdade. Também foi vetada uma medida que previa que o governo priorizasse os investimentos nas subprefeituras localizadas na periferia, "em áreas de maior vulnerabilidade social". Para o prefeito, os vereadores não levaram em consideração as obras previstas por outras secretarias nas administrações localizadas em bairros mais pobres.
Também foi retirada da lei a obrigação de a Prefeitura manter na mesma área, no primeiro semestre de 2012, as verbas que não puderem ser aplicadas até o fim deste ano. Pela alteração feita pelos parlamentares, os recursos destinados às áreas de risco que não forem gastos até o dia 31 de dezembro, por exemplo, deveriam ser remanejados para o mesmo gasto. Kassab evocou uma lei de março de 1964, que define o orçamento como peça que precisa de atualização anual.

PT CRITICA JOBIM, QUE DISSE TER VOTADO EM SERRA

Autor(es): agência o globo:Maria Lima
O Globo - 28/07/2011



BRASÍLIA. A declaração pública do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que votou em José Serra (PSDB) na eleição de 2010 irritou petistas e foi interpretada ontem, tanto no PMDB quanto no PT, como mais um episódio em que ele revela seu mal-estar na relação com a presidente Dilma Rousseff. Dilma ignorou a declaração, e Jobim, por meio da assessoria, negou que esteja descontente no governo. Ontem, a "Folha de S.Paulo" publicou entrevista em que Jobim declara ter votado em Serra.

Jobim informou ontem que é "muito amigo de Serra e chegou a morar com ele em Brasília". Para Jobim, "não há surpresa alguma para ninguém". Petistas dizem que o ministro está sem espaço no governo e procura uma desculpa para sua provável saída:

- Aparentemente, Jobim está querendo sair do governo. Mas não posso afirmar isso. Só ele pode esclarecer. Agora, é estranho ele integrar o governo Dilma e dar esse tipo de declaração - disse o líder do PT, senador Humberto Costa.

"Deve se achar a última bolacha do pacotinho"

O mais irado era o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR). No Twitter, ele disse não entender como Jobim continua no governo: "Para dar uma declaração destas Jobim deve se achar a última bolacha do pacotinho. Deve achar que não há outro ministro de Defesa possível. Se acha transpartidário" - disse. "Só votou no PSDB até agora, e o Lula o nomeou ministro. Na campanha declarou sua preferência e foi mantido. Aí se sente no direito de nos expor".

Nunca foi segredo a opção de Jobim por Serra. Após a eleição, a coluna Panorama Político, do GLOBO, publicou declaração do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), afirmando que Jobim votara em Serra. Jobim não desmentiu.

Mas a declaração pública de Jobim incomodou o PMDB, porque ele explicitou não ter votado na chapa que incluía o vice-presidente Michel Temer, do seu partido, e sim Índio da Costa, ex-DEM. Soma-se a isso o fato de o ministro ter participado de reuniões dos senadores dissidentes do PMDB que pregam independência do governo. Henrique Alves preferiu reagir com bom humor:

- O que passou passou. Ele tinha uma amizade muito grande com o Serra, respeitamos. Agora, o nosso trabalho é convencê-lo a votar daqui a quatro anos na Dilma e no Michel

PARA DIRCEU, PRÉVIAS INDEPENDEM DA VONTADE DOS DIRIGENTES DO PT

Autor(es): Fernando Taquari | De São Paulo
Valor Econômico - 28/07/2011



Em artigo publicado em seu blog, o ex-ministro José Dirceu reconheceu que dificilmente o PT deixará de realizar prévias para a escolha do candidato do partido à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012. A ideia da disputa interna, no entanto, não agrada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja simpatia pela candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, não conta com o apoio da base do partido. Apesar de trabalhar nos bastidores pelo nome de Haddad, Lula negou nesta semana ser contra as eleições internas. Outras lideranças petistas já se manifestaram contra o recurso, pois temem que as prévias possam deixar sequelas na campanha municipal.

"Tempo e forma dirão se somos capazes de convencer não apenas os filiados e militantes, mas os demais pré-candidatos de que não vale a pena fazer uma prévia. Reconheço, a missão é difícil", afirmou Dirceu. Assim como o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que defende abertamente a candidatura da senadora Marta Suplicy, o ex-ministro frisou que o recurso não depende da vontade das direções partidárias, já que faz parte do estatuto do PT. "(As prévias) podem deixar de acontecer por acordo político ou por desistência do concorrente, convencido pelos números e lideranças a abandonar a ideia. Mas, não podem ser impedidas", explicou.

Dirceu avaliou que, antes de discutir a realização ou não de prévias, "seria de bom tom ouvir o partido, ir aos diretórios zonais, debater com os movimentos, levar os pré-candidatos às bases petistas e à sociedade". Na semana passada, o ex-ministro já tinha tratado do assunto. Na ocasião, disse que não enxergava problemas na realização de prévias, sobretudo se fossem feitas com regras claras. As eleições internas, argumentou o petista, poderiam servir para mobilizar o partido e forçar a discussão de um projeto para a cidade.

"(A prévia) poderá até permitir que se conheça mais de perto alguns que não tiveram a militância partidária na base", disse o ex-ministro ao falar sobre Haddad. O ministro da Educação e os senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy já manifestaram interesse na vaga, assim como os deputados federais Carlos Zarattini, Jilmar Tatto e Arlindo Chinaglia. Além deles, cogita-se a possibilidade do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reivindicar o posto. O partido trabalha com a perspectiva de definir o candidato até o final deste ano

CARVALHO DIZ QUE FAZER PRÉVIAS NO PT PARA 2012 SERIA "DESASTRE"

Direção do PT age para mudar estatuto em congresso e esvaziar as prévias
Autor(es): Vera Rosa

O Estado de S. Paulo - 28/07/2011

Ministro Gilberto Carvalho afirma ao "Estado" que seria um "desastre" uma disputa interna para escolher o nome do candidato à Prefeitura de São Paulo


Acostumado a enfrentar polêmica tanto no PT como no governo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que "seria um desastre" o partido promover uma prévia para a escolha do candidato à Prefeitura de São Paulo. Carvalho cobrou "maturidade política" do PT no momento em que o partido começa a debater as alianças para as eleições de 2012 e a reforma de seu estatuto. A tendência do 4.º Congresso do PT, marcado para setembro, é dificultar as prévias.

"Seria um desastre ter prévia no PT em São Paulo", afirmou Carvalho ao Estado. "As prévias acabaram se transformando em trauma para nós porque, toda vez em que foram realizadas, houve enorme dificuldade para juntar o partido e reunificar a base. Com a disputa no nosso campo, as prévias oferecem munição para o adversário."

O diagnóstico de Carvalho, um dos mais respeitados quadros do PT, coincide com avaliações reservadas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff. Embora desvie do assunto publicamente, sob o argumento de que foi ele quem instituiu no PT o voto dos filiados para a escolha de candidatos a presidente, governador e prefeito, Lula se movimenta para convencer o partido a enterrar as prévias, conforme revelou o Estado na segunda-feira. O alvo são as cidades estratégicas para o projeto de poder petista, como São Paulo e Belo Horizonte.

O assunto promete agitar o 4.º Congresso do PT, de 2 a 4 de setembro, em Brasília. Convocado para mudar o estatuto do PT, o Congresso vai repaginar o sistema de consulta aos filiados para definição de candidatos a cargos majoritários. Propostas em discussão preveem, ainda, o aumento do dízimo petista para saldar a dívida do partido, na casa dos R$ 35 milhões, e a possibilidade de "recall" para troca de direção, antes do fim do mandato.

De todos os temas, porém, o que mais tem causado desconforto é a defesa do fim das prévias. Na capital paulista, Lula prega a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), à sucessão do prefeito Gilberto Kassab. Para abençoar o calouro Haddad, ele recorreu a cálculo político semelhante ao utilizado em 2010, quando bateu o martelo sobre o nome da então desconhecida ministra Dilma, sem ouvir o PT. Na sua avaliação, Haddad é um nome sem desgaste, que pode atrair a classe média em São Paulo.

A preferência do ex-presidente constrange a senadora Marta Suplicy, que quer entrar novamente no páreo pela Prefeitura e já está em campanha. Os deputados Carlos Zarattini e Jilmar Tatto, secretários de Marta quando ela foi prefeita (2001-2004), também estão de olho na vaga.

Em um cenário no qual o PSDB poderá bancar a candidatura do ex-governador José Serra, o PMDB põe à prova o deputado Gabriel Chalita e o PSD de Kassab ensaia o apoio ao secretário Eduardo Jorge (PV), Lula terá dificuldade para enquadrar a cúpula do PT, que não se entusiasma com Haddad.

Além de Marta e de dois integrantes de seu antigo grupo, hoje rachado, o senador Eduardo Suplicy (PT) já avisou que, se o acordo for inviável, não desistirá de disputar a indicação para concorrer a prefeito. Mesmo que seja com Marta, sua ex-mulher.

Obama. "Voltar atrás nas prévias, ou mesmo esvaziá-las, seria uma incongruência", comentou Suplicy. "No ano passado, a direção do PT fez um apelo para que eu abrisse mão da candidatura ao governo para Aloizio Mercadante, mas agora é diferente. Assim como Barack Obama e Hillary Clinton se deram tão bem em 21 debates, eu, Marta e todos os demais podemos interagir com os filiados", emendou o senador, numa referência à eleição nos EUA, em 2008.

Ministro da Ciência e Tecnologia, Mercadante está mais interessado, hoje, na eleição para o governo paulista, em 2014. Ele não quer deixar a Esplanada.

"Não se sabe quem vai ser o candidato em São Paulo, mas espero que prevaleça o bom senso no PT e haja acordo", insistiu o ministro Carvalho. Na sua opinião, as prévias só se justificam quando se trata de uma "disputa simbólica", como a que ocorreu entre Lula e o próprio Suplicy, sete meses antes da eleição presidencial de 2002.

Coordenador da comissão encarregada de preparar a reforma do estatuto do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP) foi na mesma linha. "O novo estatuto do partido tem de traduzir o debate político, e não uma visão burocrática de que qualquer pessoa pode disputar prévia apenas para marcar posição", argumentou Berzoini, ex-presidente do PT.

"Existe a preocupação de evitar o desgaste, mas ninguém quer fazer disso um Fla-Flu", completou ele.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

VEJA O CALENDÁRIO DAS CARAVANAS PROMOVIDAS PELO DM PT A PARTIR DE AGOSTO

Entre agosto e outubro o Diretório Municipal do PT de São Paulo voltará a promover as Caravanas Zonais. São grandes plenárias que acontecerão em todas as regiões da cidade. Durante esses encontros os filiados, dirigentes e parlamentares do partido debaterão, entre outros assuntos, os preparativos para a eleição municipal de 2012.
As caravanas irão percorrer os 35 Diretórios Zonais do PT na capital paulista.

Confira abaixo o calendário das reuniões:
DZ TATUAPÉ - 5 de agosto
DZ SÃO MIGUEL - 6 de agosto
DZ SAPOPEMBA - 7 de agosto
DZ VILA FORMOSA - 12 de agosto
DZ CIDADE TIRADENTES - 13 de agosto
DZ LAPA - 19 de agosto
DZ PIRITUBA - 20 de agosto
DZ SANTO AMARO - 26 de agosto
DZ CAMPO LIMPO - 27 de agosto
DZ CIDADE ADEMAR - 28 de agosto
DZ VILA MARIA - 9 de setembro
DZ JAÇANÃ - 10 de setembro
DZ TUCURUVI - 11 de setembro
DZ VILA MARIANA - 16 de setembro
DZ IPIRANGA - 17 de setembro
DZ SAÚDE - 18 de setembro
DZ JABAQUARA - 19 de setembro
DZ PERDIZES - 23 de setembro
DZ PINHEIROS - 23 de setembro

DZ FREGUESIA DO Ó - 24 de setembro
DZ BUTANTÃ - 25 de setembro
DZ CASA VERDE - 30 de setembro
DZ PERUS - 1º de outubro
DZ SANTANA - 2 de outubro
DZ PENHA - 7 de outubro
DZ ITAQUERA - 8 de outubro
DZ ERMELINO MATARAZZO - 9 de outubro
DZ VILA MATILDE - 14 de outubro
DZ GUAIANASES - 15 de outubro
DZ SÃO MATEUS - 16 de outubro
DZ MOOCA - 21 de outubro
DZ ITAIM PAULISTA - 22 de outubro
DZ VILA PRUDENTE - 23 de outubro
DZ CENTRO - 28 de outubro
DZ M BOI MIRIM - 29 de outubro
DZ CAPELA DO SOCORRO - 30 de outubro

terça-feira, 26 de julho de 2011

PT E PSDB ARMAM TABULEIRO DE 2014



Autor(es): Raymundo Costa
Valor Econômico - 26/07/2011



PT e PSDB antecipam largada para 2012. Lula articula palanques até 2014; tucanos tentam tirar Serra da disputa presidencial.

PT e PSDB anteciparam a largada às eleições municipais de 2012. O centro da disputa é o território de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, portanto, decisivo na eleição para presidente de 2014. A rigor, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, queimou a largada ao decidir fundar o PSD. Mas a partida valeu, a corrida seguiu e PT e PSDB entraram na pista com disposição de início de campanha.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta repetir a mesma fórmula que o levou a eleger a presidente Dilma Rousseff. Seu candidato é o ministro da Educação, Fernando Haddad, um técnico que nunca antes disputou eleição, como Dilma, e que assim como a atual presidente, à época, também acumula polêmicas.

Nessa lista estão os fiascos do Enem, as cartilhas com erros de português e o "kit gay", como foi batizado no Congresso o pacote contra a homofobia.

Tucanos forçam Serra em SP para dar passagem a Aécio

Na campanha de 2010, como se recorda, Dilma foi acusada de defender o desenvolvimento a qualquer custo (meio ambiente) e a legalização do aborto, assunto que contaminou o segundo turno da eleição presidencial. E assim como Dilma, o ministro Haddad é um nome técnico de fora do aparelho petista, tem bom relacionamento com Lula e é digerível por boa parte da classe média paulistana.

Lula articula as principais candidaturas para 2012 tendo em vista as alianças com os outros partidos. O ex-presidente costuma lembrar que somente venceu em 2002, após três tentativas, ao ampliar o leque de alianças do PT juntando-se ao PL do empresário e depois vice José Alencar, morto em março passado. No que se refere a São Paulo, Haddad leva vantagens diversas em relação aos outros pretendentes do PT, sob o ponto de vista de Lula.

Em primeiro lugar, é uma novidade. Apesar das polêmicas em que esteve envolvido, deve capturar o eleitorado histórico do PT na capital. E tem espaço para crescer, sobretudo com o apoio que Lula costuma dar a seus "candidatos do peito", como ficou demonstrado nas eleições do ano passado. Se Haddad ganhar, o PT terá aberto uma brecha na muralha da cidadela tucana em São Paulo - Kassab não é do PSDB, mas é ligado e fiel ao tucano José Serra.

Na hipótese de Haddad perder, é certo que Lula não terá dificuldade para conseguir seu apoio para o eventual candidato do PMDB, Gabriel Chalita, se ele for um dos dois candidatos no segundo turno. Algo que seria difícil de tirar de Marta Suplicy - que é pré-candidata - ou Aloizio Mercadante, atual ministro da Ciência e Tecnologia, também potencial candidato à indicação. Lula joga com as alianças de 2012 tendo em vista a disputa de 2014.

Vitória na eleição na capital de São Paulo é uma variável que não se discute na equação eleitoral do PSDB, pelo menos por enquanto. A discussão entre grande parte dos tucanos é outra: como fazer José Serra decidir logo se é ou não candidato a prefeito de São Paulo. A decisão de Serra é importante para Aécio Neves e seus correligionários resolverem o encaminhamento da candidatura presidencial do mineiro.

É nesse contexto que deve ser entendida a proposta de realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB a prefeito, de preferência até dezembro deste ano. Isso forçaria Serra a uma decisão já. Na hipótese de ele ser candidato, Aécio teria a segurança de contar com o caminho livre para começar a trabalhar sua candidatura para 2014, sem receio de que alguém possa lhe tirar a bola no meio do jogo.

Serra já disse que não será candidato a prefeito. Em particular, afirma que não disputaria de novo nem que esta fosse a última eleição de sua vida - só não diz o mesmo publicamente para não "ofender" os paulistanos, insinuando algum tipo de menosprezo pela prefeitura. Mas os adversários do tucano paulista ou não acreditam que ele consiga ficar sem um cargo até 2014 ou acham que podem convencê-lo com o argumento de que é a única alternativa viável do PSDB, sob pena de a sigla começar a desmoronar em São Paulo.

Por trás desse argumento, está o mesmo raciocínio defendido na convenção que elegeu os novos dirigentes tucanos, no final de maio, segundo o qual o PSDB deveria escolher logo o candidato a presidente. Para Serra, não interessa decidir nada agora. O tempo joga a seu favor, ao contrário do que ocorreu nas duas vezes em que disputou a Presidência da República, quando teve de deixar os cargos que então ocupava (ministro da Saúde e governador de São Paulo) no início de 2002 e de 2010.

O tempo está a favor até em relação à prefeitura de São Paulo: Serra não precisará dizer se é ou não candidato no início de maio de 2012, prazo para a desincompatibilização de pré-candidatos que tiverem cargos executivos. Um exemplo: o secretário de Energia, José Aníbal. No limite, Serra pode até deixar a decisão para o final de junho de 2012.

A exemplo de um número cada vez maior da chamada elite política do Congresso, independentemente de partido, José Serra também supõe que o candidato do PT, nas eleições de 2014, será o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste cenário, talvez o PSDB se convença de que o candidato ideal é o próprio Serra - o contraponto de Lula no partido..

A tese segundo a qual Aécio deveria disputar com Lula em 2014 para encorpar uma recandidatura em 2018 enfrenta problemas. O próprio Aécio tem dificuldades para enfrentar Lula, com o qual manteve excelente relacionamento no governo. Além disso, a concorrência para daqui a sete anos deve ser maior.

Sem falar do PT, cujo candidato deve ser Lula (para a eleição ou para a reeleição), o PMDB, por exemplo, contará com o nome do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, se os Jogos Olímpicos de 2016 forem o sucesso. Não há porque duvidar das possibilidades do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nome que, por sinal, anda às turras com o PT. E no terreiro do PSDB já haverá outro candidato a cantar de galo - Beto Richa, atual governador do Paraná, filho de um dos fundadores tucanos, José Richa.

Os políticos gostam de dizer que as eleições municipais são diferentes das eleições para os governos de Estado e a Presidência da República. Mas nunca deixam de disputar uma sem pensar na outra.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras