Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SERRA E OS SEUS "AVANÇOS NA SAÚDE


Do blog "quem tem medo do Lula"
Publicado em 12/09/2009 por roder09


Máfia dos Sanguessugas - A chamada “Operação Vampiro” desvendou uma quadrilha que atuava no Ministério da Saúde, nas licitações para a compra de medicamentos. As investigações indicam que “vampiros” da máfia do sangue faziam parte do esquema PC Farias da rede de corrupção de Collor. Porém, a máfia seguiu atuando impunemente. No governo FHC, o ministro José Serra conviveu por quatro anos com os mafiosos sem incomodá-los, enquanto embolsavam R$ 120 milhões por ano. Difícil imaginar que Serra não soubesse de nada do que estava acontecendo sob seu nariz.

O avanço da dengue – Em 2001, o ministro da Saúde, José Serra, que segundo a propaganda, era o “melhor Ministro da Saúde, da história”, gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue. Como parte do plano econômico, demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti (transmissor da dengue). Resultado: em 2002 o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, com 63 mortes.

Os genéricos e as multinacionais – A propaganda do PSDB mostra Serra como um homem corajoso, que enfrentou as multinacionais no caso dos remédios genéricos. Tudo mentira. Ele fez um grande acordo com as multinacionais, que puderam importar diretamente, sem impostos, os produtos fabricados no exterior, levando inclusive algumas empresas nacionais à falência. Depois do período inicial, com genéricos mais baratos, o conjunto dos remédios foi ficando cada vez mais caro. Hoje, as multinacionais ampliam seus lucros, vendendo diretamente produtos importados, sem pagar nada de impostos, e com preços cada vez mais altos

COMPARAÇÕES DE LULA ECOAM EM PLATÉIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Comparações de Lula ecoam em plateia da construção civil

Cristiane Agostine, de São Paulo – VALOR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou com uma plateia de empresários o discurso eleitoral de comparação de seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e foi bem-sucedido. Na noite de terça-feira, Lula recebeu apoio de dezenas de representantes da construção civil, em São Paulo, ao criticar a falta de investimentos no setor, “deteriorado há mais de vinte anos” e discorrer sobre o ineditismo do sistema capitalista brasileiro, que não tinha nem “capital nem financiamentos” em anos anteriores.

Empresários, beneficiados sobretudo por programas como o Minha Casa, Minha Vida, aprovaram também a crítica feita aos anos FHC e a comparação sobre os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aumentaram entre 2003, primeiro ano do governo Lula, e 2010.

É o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção, Melvyn Fox, que disse “concordar totalmente” com o discurso feito pelo presidente na cerimônia de abertura da 18ª Feira da Indústria da Construção e Iluminação, em São Paulo. “O setor da construção civil estava estagnado. Muito pouco foi feito até o fim do primeiro mandato de Lula. Houve uma mudança radical”, comentou.

Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, disse que o setor “está em êxtase”, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2. “A comparação entre os dois governos não é uma questão política, mas sim numérica. Os resultados dos dois governos não são comparáveis”, disse Conz. O otimismo se explica, em parte, pela previsão de crescimento 10% na venda de material de construção.

Na abertura da feira, Lula não poupou críticas a FHC e disse aos empresários que não deixem de lembrar como era a situação anos atrás. “De repente as pessoas esquecem do mundo que a gente veio, do mundo em que a gente está e do mundo que a gente quer ir. Este país teve o seu setor da construção civil praticamente deteriorado durante mais de 20 anos”, declarou. Ao fazer o autoelogio, o presidente disse que a Caixa Econômica Federal investe “nove vezes” o que investia em 2003 e que o crédito cresceu de R$ 380 bilhões para R$ 1,4 bilhão. O BNDES, continuou Lula, emprestava R$ 38 bilhões e este ano fechará com R$ 139 bilhões.

A comparação entre Lula e FHC tem sido evitada pelos tucanos e apoiadores da campanha do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência. O presidente, no entanto, sinalizou que deve insistir nessa linha em seus discursos. “Cansei de ver o Brasil se portar como se fosse um país de segunda categoria. Tudo a gente achava que não podia fazer e tudo, quando não dava certo, se jogava a culpa em cima do governo. E como o governo também não fazia, não falava nada e ficava todo mundo enganando todo mundo neste país”, declarou.

Em seu discurso, Lula disse que deixará para seu sucessor “uma prateleira de projetos e programas”, para que o próximo presidente não tenha que “começar do zero” como ele. Ao fazer propaganda do PAC 2 para empresários que se beneficiarão diretamente dele, Lula afirmou que lançou o programa para mudar o paradigma do país. “Não era possível um país capitalista viver sem crédito e sem capital. Isso mudou definitivamente”, disse. “Quem vier a tomar posse na Presidência da República em janeiro de 2011 sabe que não existe mais espaço para pequenez política, não existe espaço para pequenos programas. Este país é grande e exige que os seus governantes pensem grande”, declarou.

Representantes da construção civil disseram não temer o próximo governante, quem quer que ele seja, nem a paralisação das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. Para Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, “as mudanças no setor foram estruturais” e devem ser mantidas pelo sucessor de Lula. “Não foram mudanças circunstanciais”, disse. No entanto, empresários ressaltam que a relação com Serra foi mais complicada, sobretudo por medidas como a substituição tributária, adotada em São Paulo. “Nossa relação com o governo estadual foi muito difícil”, relatou Fox. “O que muda entre Dilma e Serra é a forma de dialogar. No Estado, não tivemos diálogo”, disse Conz.

A REPRISE DE 2006. AGORA, COMO FARSA


DO Blog Vi o Mundo
por Luiz Carlos Azenha

Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.

Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.

Mais tarde, já em 2006, houve um pequena revolta de profissionais da Globo paulista contra a cobertura política que atacava o PT mas poupava o PSDB. Mais tarde, alguns dos colegas sairam da emissora, outros ficaram. Na época, como resultado de um encontro interno ficou decidido que deixaríamos de fazer uma cobertura seletiva das capas das revistas semanais.

Funciona assim: a Globo escolhe algumas capas para repercutir, mas esconde outras. Curiosamente e coincidentemente, as capas repercutidas trazem ataques ao governo e ao PT. As capas “esquecidas” podem causar embaraço ao PSDB ou ao DEM. Aquela capa da Caros Amigos sobre o filho que Fernando Henrique Cardoso exilou na Europa, por exemplo, jamais atenderia aos critérios de Ali Kamel, que exerce sobre os profissionais da emissora a mesma vigilância que o cardeal Ratzinger dedicava aos “insubordinados”.

Aquela capa da Caros Amigos, como vimos estava factualmente correta. O filho de FHC só foi “assumido” quando ele estava longe do poder. Já a capa da Veja sobre os dólares de Fidel Castro para a campanha de Lula mereceu cobertura no Jornal Nacional de sábado, ainda que a denúncia nunca tenha sido comprovada.

Como eu dizia, aos sábados, o Jornal Nacional repercute acriticamente as capas da Veja que trazem denúncias contra o governo Lula e aliados. É o que se chama no meio de “dar pernas” a um assunto, garantir que ele continue repercutindo nos dias seguintes.

Pois bem, no episódio que já narrei aqui no blog, eu fui encarregado de fazer uma reportagem sobre as ambulâncias superfaturadas compradas pelo governo quando José Serra era ministro da Saúde no governo FHC. Havia, em todo o texto, um número embaraçoso para Serra, que concorria ao governo paulista: a maioria das ambulâncias superfaturadas foi comprada quando ele era ministro.

Ainda assim, os chefes da Globo paulista garantiram que a reportagem iria ao ar. Sábado, nada. Segunda, nada. Aparentemente, alguém no Rio decidiu engavetar o assunto. E é essa a base do que tenho denunciado continuamente neste blog: alguns escândalos valem mais que outros, algumas denúncias valem mais que outras, os recursos humanos e técnicos da emissora — vastos, aliás — acabam mobilizados em defesa de certos interesses e para atacar outros.

Nesta campanha eleitoral já tem sido assim: a seletividade nas capas repercutidas foi retomada recentemente, quando a revista Veja fez denúncias contra o tesoureiro do PT. Um colega, ex-Globo, me encontrou e disse: “A fórmula é a mesma. Parece reprise”.

Ou seja, podemos esperar mais do mesmo:

– Sob o argumento de que a emissora está concedendo “tempo igual aos candidatos”, se esconde uma armadilha, no conteúdo do que é dito ou no assunto que é escolhido. Frequentemente, em 2006, era assim: repercutindo um assunto determinado pela chefia, a Globo ouvia três candidatos atacando o governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e Lula ou um assessor defendendo. Ou seja, era um minuto e meio de ataques e 50 segundos de contraditório.

– O Bom Dia Brasil é reservado a tentar definir a agenda do dia, com ampla liberdade aos comentaristas para trazer à tona assuntos que em tese favorecem um candidato em detrimento de outro.

– O Jornal da Globo se volta para alimentar a tropa, recorrendo a um grupo de “especialistas” cuja origem torna os comentários previsíveis.

– Mensagens políticas invadem os programas de entretenimento, como quando Alexandre Garcia foi para o sofá de Ana Maria Braga ou convidados aos quais a emissora paga favores acabam “entrevistados” no programa do Jô.

A diferença é que, graças a ex-profissionais da Globo como Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e outros, hoje milhares de telespectadores e internautas se tornaram fiscais dos métodos que Ali Kamel implantou no jornalismo da emissora. Ele acha que consegue enganar alguém ao distorcer, deturpar e omitir.

É mais do mesmo, com um gostinho de repeteco no ar. A história se repete, agora com gostinho de farsa.

Querem tirar a prova? Busquem no site do Jornal Nacional daquele período quantas capas da Veja ou da Época foram repercutidas no sábado. Copiem as capas das revistas que foram repercutidas. Confiram o conteúdo das capas e das denúncias. Depois, me digam o que vocês encontraram.

STF MARCA JULGAMENTO DA AÇÃO QUE QUESTIONA SE LEI DE ANISTIA VALE PARA TORTURADORES

Da Folhaonline
RENATA LO PRETE
do Painel

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, marcou para a próxima quarta-feira, 14 de abril, o julgamento da ADPF (ação de descumprimento de preceito fundamental) apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil para saber se a Lei de Anistia também vale para quem praticou tortura. O relator é o ministro Eros Grau.

Com essa decisão, o STF arbitrará uma polêmica que se arrastou por quase seis meses dentro do governo Lula. De um lado, o ministro Paulo Vannucchi (Direitos Humanos) defendia que os torturadores não se beneficiem da Lei de Anistia. De outro, Nelson Jobim (Defesa) afirmava que a lei vale para todos.

O julgamento será um dos últimos com Gilmar Mendes no comando do Supremo. Na semana seguinte, ele será substituído pelo ministro Cezar Peluso.

COMISSÃO DA VERDADE NÃO É REVANCHISMO, DIZ MINISTRO DE DIREITOS HUMANOS

Da Folha online
MÁRCIO FALCÃO
da Sucursal de Brasília

O ministro Paulo Vannucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos) voltou a negar nesta quinta-feira que seja "revanchismo" ou uma forma de revisar a Lei de Anistia de 1979 a criação da Comissão da Verdade, que vai examinar violações de direitos humanos durante o regime militar. Segundo Vanucchi, a comissão é a favor das Forças Armadas para recuperar a imagem dos militares.

O ministro afirmou que a criação de comissões é comum no mundo é está presente em pelo menos em 30 países. "A Comissão da Verdade é a favor da memória, da abertura dos arquivos. Não é revanchismo. [A comissão] É a favor das Forças Armadas, não é contra. Não é justo que as famílias dos militares sigam carregam nos ombros o peso de crimes cometidos por dúzias que ocultaram cadáveres", disse.

Vannucchi afirmou que o governo deve entregar até o final do mês ao Congresso o anteprojeto que cria a composição e os parâmetros de atuação da Comissão da Verdade. A comissão faz parte do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, que gerou polêmica no governo, no Exército, na Igreja e nas entidades de Direitos Humanos.

O ministro participa nesta quinta-feira de uma audiência pública conjunta de seis comissões do Senado, entre elas Direitos Humanos e Ciência e Tecnologia. Aos senadores, Vannucchi reconheceu que a proposta apresentou pelo menos 11 pontos polêmicos e pregou "humildade" para resolver as divergências.

Na reunião, Vannucchi rejeitou as críticas do setor de comunicação e sustentou que não há brechas no plano para censurar meios de comunicação. "Não sendo ma fé, foi uma interpretação equivocada, não se propõe isso [censura, controle]", disse.

Segundo entidades do setor de comunicação, ao prever penalidades como multas, suspensão de programação e cassação para empresas de comunicação, que o governo considerar que violam os direitos humanos, o plano desrespeita a liberdade de imprensa assegurada pela Constituição. Outro problema apontado seria a implantação de uma comissão para monitorar a conteúdo editorial com objetivo de criar um ranking nacional de empresas comprometidas com os direitos humanos, assim como as que cometem violações.

Vannucchi disse ainda que vai flexibilizar o artigo do plano que trata da descriminalização do aborto, mas não vai retirar a questão da proposta.

"Fiz uma avaliação de que o programa continha um erro. A formulação não corresponde a opinião do governo Lula e do próprio presidente. [A descriminalização] Não foi decisão da conferencia da mulher e já anunciei a CNBB explicando que, sem suprimir esse ponto, vamos tornar uma redação mais consensual. É preciso discutir essa questão, a legislação e tratar o aborto como questão de saúde pública. Nós temos hoje 150 mil internações e complicações em decorrência dessa prática", disse.

PT INICIA BUSCA POR MILITÂNCIA NA INTERNET

Da Folha de São Paulo
da Sucursal de Brasília

O PT deu a largada anteontem em seu site a uma campanha para montar uma rede de "filiados, simpatizantes e apoiadores" virtuais.

O objetivo, segundo o partido, é cadastrar cerca de 100 mil pessoas só na pré-campanha, que vai até o início de julho. "Você passará a receber informações exclusivas e poderá colaborar ainda mais para manter o Brasil no rumo certo", diz o site.

O PT solicita, na página de cadastro, o nome, endereço completo, área de atuação, renda, idade, escolaridade, número do telefone celular, e-mail e página no Twitter.

A campanha começou com problemas, entretanto. Dos 19 comentários de internautas visíveis no site do PT na tarde de ontem, 5 traziam reclamações de que não conseguiam completar o cadastro.

De acordo com o secretário de comunicação do partido, o deputado federal André Vargas (PR), o objetivo é estimular os petistas e simpatizantes a participarem de debates políticos nas redes sociais. "Agora, os atos serão mais fechados", diz Vargas.

DENGUE JÁ MATOU PELO MENOS 20 EM SÃO PAULO

Do site Réporter Diário
Chico Siqueira


O Estado de São Paulo já totaliza ao menos 20 óbitos causados pela dengue em 2010. A Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto anunciou que mais três pessoas morreram por dengue, aumentando para oito o número de óbitos pela doença no município.

Além de Rio Preto, Guarujá também contabiliza oito mortes, segundo números divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde, que apontou outras quatro mortes registradas em Santos, Tabatinga, Mirassol e Mirassolândia. Porém, três mortes, registradas em Araçatuba neste ano, não foram contabilizadas pela Secretaria de Estado da Saúde, o que aumentaria para 23 o número de mortos pela doença neste ano no Estado.

O balanço divulgado pela Secretaria Estadual informa que a dengue contaminou 34.282 pessoas no Estado de janeiro a março de 2010. Ainda não estão contabilizados os números dos primeiros dias de abril e muitos municípios também não repassaram os casos ao governo estadual.

De acordo com o balanço, por exemplo, Ribeirão Preto tem 6.928 casos confirmados, mas segundo dados atualizados do município, o número é de 8.801 casos; Araçatuba, que segundo a secretaria municipal de Saúde está com 7.834 pacientes contaminados, aparece com 1.667 casos; e São José do Rio Preto, com 7.552 casos confirmados, aparece com 3.414 casos no balanço do governo estadual. Guarujá tem 2.979 casos, e São Vicente, 1.877 casos, segundo o balanço estadual. (AE)