JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO
Sob protesto de ambientalistas e contrariando o veto da Prefeitura de São Paulo a um atalho para a marginal Tietê, o Conselho Estadual do Meio Ambiente concedeu ontem licença prévia para o trecho norte do Rodoanel, a maior obra viária do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Conselho aprova licença prévia para trecho norte do Rodoanel
Obra de duplicação da rodovia Tamoios vai ter início em janeiro
Obras no trecho leste do Rodoanel começam em setembro, diz Alckmin
Foram 23 votos favoráveis à obra, mas todos os sete representantes de ONGs ambientalistas votaram contra.
Paineira centenária, de 29 metros de altura, fez com que traçado do rodoanel tivesse que ser desviado na Grande SP
A rodovia terá 44 km, custará R$ 6,1 bilhões e conectará o trecho oeste à via Dutra, margeando por 20 km a serra da Cantareira, um dos principais mananciais da capital.
Do caminho serão retiradas 2.000 famílias, e o equivalente a 140 campos de futebol de vegetação. Uma centenária paineira em Guarulhos, porém, levou ao desvio do traçado.
A licença manteve a ligação com a marginal Tietê por meio da avenida Inajar de Souza, na zona norte, contrariando pedido da prefeitura.
Por ser uma via expressa, o Rodoanel tem apenas cinco saídas, três para outras rodovias. As demais dão acesso à marginal --uma é a da Inajar de Souza, com 7 km; a outra, pela avenida Raimundo Pereira Magalhães, tem 14 km.
A prefeitura teme que o atalho da Inajar cause adensamento populacional, danos ambientais e impacto negativo no tráfego da marginal. "A ligação é contraditória com a própria finalidade básica que justifica a implantação do trecho norte", diz o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.
Para a Dersa, uma das vantagens do Rodoanel continua sendo "o alívio no tráfego da marginal", ao retirar veículos de passagem pela capital.
O acesso pela Inajar, afirma, ampliaria esse benefício ao oferecer aos moradores da populosa zona norte acesso direto a rodovias do entorno.
A obra deve reduzir o volume médio de tráfego da marginal em 13% até 2039, mas elevar o da Inajar em 40%.
Para o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, o parecer da secretaria não representa a opinião de órgãos de trânsito da capital nem os estudos viários existentes. "Mas ganhamos tempo para debater."
CRÍTICAS
Segundo Jefferson Rocha de Oliveira, presidente do Instituto Eco-Solidário, o principal questionamento das ONGs é a precariedade das análises sobre o adensamento populacional, as intervenções nos cursos d'água e o impacto social da obra.
"O parecer foi entregue aos conselheiros no dia 22, [véspera de] feriado. Tivemos pouco tempo para analisar."
Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP
quarta-feira, 29 de junho de 2011
DESEMPREGO EM SP É O MENOR DESDE 1990, APONTA DIEESE
DO Folha online
DE SÃO PAULO
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 11,2% em abril para 10,7% em maio, o menor nível para o mês desde 1990, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com o levantamento, em maio, o total de de desempregados em São Paulo foi estimado em 1,152 milhão, 45 mil a menos do que no mês anterior, resultado da criação de 124 mil vagas.
Em relação a maio do ano passado, o nível de ocupação aumentou 3,7%, interrompendo movimento de desaceleração do ritmo de crescimento observado desde outubro do ano passado.
Já a taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas --Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Distrito Federal-- recuou pelo segundo mês consecutivo, passando de 11,1% em abril para 10,9% no mês passado. Em março, o nível de desemprego ficou em 11,2%.
Em maio, houve a criação de 192 mil postos de trabalho e 151 mil pessoas entraram na força de trabalho --com isso, o contingente de desempregados foi reduzido em 40 mil.
O levantamento mostra ainda que o total de ocupados foi estimado em 19,7 milhões, enquanto a PEA (População Economicamente Ativa) atingiu 22,1 milhões.
Entre as regiões metropolitanas, a taxa de desemprego diminuiu em São Paulo, Salvador, Recife e Distrito Federal; e aumentou em Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.
IBGE
Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a taxa de desemprego apurada pelo instituto em seis regiões metropolitanas do país --6,4% em maio, leitura idêntica à de abril e inferior à marca registrada no quinto mês de 2010 (7,5%). O resultado foi o menor para maio desde o começo da série do organismo, em março de 2002.
Das regiões metropolitanas investigadas, a taxa de desocupação mais alta no mês passado foi observada em Salvador (10,5%). Na casa de 6%, apareceram Recife (6,8%) e São Paulo (6,7%). No Rio de Janeiro, o indicador se encontrou em 5,4%; em Porto Alegre, a leitura foi de 5,1%. O nível de desemprego em Belo Horizonte equivaleu a 4,7%.
O contingente de desempregados saiu de 1,537 milhão de pessoas em abril para 1,522 milhão um mês depois, variação essa tida como estabilidade pelo IBGE. Em maio de 2010, estava em 1,764 milhão. Por sua vez, a população ocupada correspondeu a 22,430 milhões de pessoas no mês passado, com leve expansão de 0,5% ante abril e de 2,5% perante o quinto mês de 2010.
Com informações da Agência Brasil
DE SÃO PAULO
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 11,2% em abril para 10,7% em maio, o menor nível para o mês desde 1990, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com o levantamento, em maio, o total de de desempregados em São Paulo foi estimado em 1,152 milhão, 45 mil a menos do que no mês anterior, resultado da criação de 124 mil vagas.
Em relação a maio do ano passado, o nível de ocupação aumentou 3,7%, interrompendo movimento de desaceleração do ritmo de crescimento observado desde outubro do ano passado.
Já a taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas --Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Distrito Federal-- recuou pelo segundo mês consecutivo, passando de 11,1% em abril para 10,9% no mês passado. Em março, o nível de desemprego ficou em 11,2%.
Em maio, houve a criação de 192 mil postos de trabalho e 151 mil pessoas entraram na força de trabalho --com isso, o contingente de desempregados foi reduzido em 40 mil.
O levantamento mostra ainda que o total de ocupados foi estimado em 19,7 milhões, enquanto a PEA (População Economicamente Ativa) atingiu 22,1 milhões.
Entre as regiões metropolitanas, a taxa de desemprego diminuiu em São Paulo, Salvador, Recife e Distrito Federal; e aumentou em Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.
IBGE
Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a taxa de desemprego apurada pelo instituto em seis regiões metropolitanas do país --6,4% em maio, leitura idêntica à de abril e inferior à marca registrada no quinto mês de 2010 (7,5%). O resultado foi o menor para maio desde o começo da série do organismo, em março de 2002.
Das regiões metropolitanas investigadas, a taxa de desocupação mais alta no mês passado foi observada em Salvador (10,5%). Na casa de 6%, apareceram Recife (6,8%) e São Paulo (6,7%). No Rio de Janeiro, o indicador se encontrou em 5,4%; em Porto Alegre, a leitura foi de 5,1%. O nível de desemprego em Belo Horizonte equivaleu a 4,7%.
O contingente de desempregados saiu de 1,537 milhão de pessoas em abril para 1,522 milhão um mês depois, variação essa tida como estabilidade pelo IBGE. Em maio de 2010, estava em 1,764 milhão. Por sua vez, a população ocupada correspondeu a 22,430 milhões de pessoas no mês passado, com leve expansão de 0,5% ante abril e de 2,5% perante o quinto mês de 2010.
Com informações da Agência Brasil
terça-feira, 28 de junho de 2011
PRÉ-SAL: PETROBRAS ANUNCIA MAIOR DESCOBERTA NA BACIA DE CAMPOS

Do portal Vermelho
Um consórcio formado pela Petrobras e pelas empresas Repsol Sinopec e Statoil anunciou nesta terça-feira (28) a descoberta de um novo reservatório em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Segundo nota divulgada pela estatal brasileira, trata-se da maior descoberta na camada pré-sal de Campos.
A espanhola Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação. A norueguesa Statoil tem 35% e a Petrobras, 30%. Entre março e abril deste ano, as empresas comunicaram às autoridades brasileiras haver de indícios de hidrocarbonetos na área.
O poço exploratório, conhecido como Gávea, está localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e tem uma profundidade total de 6.851 metros. Foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros, disse a Petrobras.
Segundo a estatal, foram descobertos "dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço”, e o óleo é considerado de boa qualidade. “Esta descoberta é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos", diz nota no site da Petrobras. O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.
Até o momento, o chamado Parque das Baleias é o maior reservatório do pré-sal da bacia de Campos, com estimativa de reservas de 3,5 bilhões de barris de petróleo equivalente após a abertura de seis poços, segundo a Petrobras. Só nos dois primeiros poços abertos estimava-se uma reserva de 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris de petróleo equivalente.
De acordo com o comunicado pela Petrobras, o consórcio analisa os resultados do óleo extraído do poço antes de dar continuidade ao trabalho de exploração e avaliação da área.
A Repsol Sinopec é a companhia estrangeira líder em direitos de exploração nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, participando em 16 blocos, dos quais é operadora em seis. A descoberta no poço Gávea ocorre num momento em que a Repsol, como outras companhias do setor, centram foco na pesquisa de petróleo em lugares onde a extração é mais difícil, como águas profundas.
Teste de longa duração
A Petrobras anunciou também o início hoje da produção de petróleo na área de Aruanã, na Bacia de Campos. Por enquanto, segundo a empresa, a produção está sendo usada para teste de longa duração (TLD), que vai avaliar o potencial e as condições do reservatório e do petróleo daquele bloco. Só depois do TLD, que deve durar seis meses, o campo começa a produzir em escala comercial.
O teste está a cargo da plataforma FPSO Cidade de Rio das Ostras, que vai extrair petróleo da camada pós-sal. Durante o TLD, serão produzidos 12 mil barris de óleo por dia. Os testes preliminares, que antecederam o TLD, mostraram que essa área tem um óleo de 27º API e volumes recuperáveis de 280 milhões de barris.
O bloco fica entre os campos de Pampo e Espadarte, no sul da Bacia de Campos, localizado entre 350 metros e 1,5 mil metros de profundidade de água.
Da Redação, com agências
terça-feira, 14 de junho de 2011
PARTICIPE DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO RODOANEL NO JD. VISTA ALEGRE

O Vereador Francisco Chagas convida para a Audiência Pública com o DERSA, para discutir os impactos ambientais, mudança de traçado, plano de reassentamento (moradia) e melhorias nas avenidas Raimundo Pereira de Magalhães, Elisio Teixeira Leite, Inajar de Souza e Deputado Cantídio Sampaio.
DIA 17 DE JUNHO DE 2011 - SEXTA-FEIRA ÀS 14 HORAS
LOCAL: QUADRA DO CLUBE DO JD. VISTA ALEGRE
RUA DALVA BARBOSA VILA VERDE, JD. VISTA ALEGRE
sábado, 11 de junho de 2011
IDELI VAI PARA RELAÇÕES INSTITUCIONAIS; LUIZ SÉRGIO ASSUME PESCA

Alan Marques -10.jun.2011/Folhapress
Do Portal "Vermelho"
A presidente Dilma Rousseff decidiu nesta sexta-feira (10) trocar a articulação política de seu governo e optou por uma solução caseira. A atual ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti (PT-SC), vai ocupar a Secretaria de Relações Institucionais. Já o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ), foi designado para a Pesca.
Foi a segunda mudança no ministério de Dilma. Na terça-feira, Antonio Palocci foi substituído na Casa Civil pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A troca de Ideli por Luiz Sérgio foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Relações Institucionais.
A atuação de Luiz Sérgio já vinha sendo criticada no Congresso Nacional. Na prática, o diálogo do governo com a Câmara e o Senado estava sendo conduzido mais por Palocci, que deixou o governo em meio às denúncias de enriquecimento ilícito, devido ao aumento de seu patrimônio nos últimos anos.
Como a nova ministra da Casa Civil tem um perfil muito mais técnico que político, a Secretaria de Relações Institucionais passará a ter um protagonismo maior no governo. Por isso, o Palácio do Planalto buscou Ideli para substituir o desgastado Luiz Sérgio.
Lula, o PT e o governo
Na opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma voltou a deixar sua marca e mostrou ser “senhora da situação”. Não há hipótese de o PT impor nomes, diz Lula. “Quem não conhece a presidente Dilma Rousseff vai aprender uma coisa: jamais alguém a obrigará a fazer uma coisa que ela não queira fazer", afirmou, após encontro, na capital paulista, com o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala.
Segundo Lula, durante seus oito anos de governo, os petistas nunca tiveram poder de decisão no Planalto. "O PT não irá impor ministro para ela como nunca impôs para mim", ressaltou Lula, classificando como “menor” o impasse em torno da articulação política do atual governo. "Nenhum probleminha conjuntural vai atrapalhar o projeto estrutural da companheira Dilma neste país", garantiu.
A indicação de Ideli, porém, configurou uma derrota estrepitosa para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) — que perdeu a vaga no ministério não apenas para Ideli Salvatti (PT-SC), mas para seu próprio partido. Em conversa com o vice-presidente Michel Temer, Dilma confidenciou que tinha dificuldade de emplacar o nome de Vaccarezza em razão do racha que vive o PT na Câmara.
Ficou no ar a seguinte dúvida: como Vaccarezza poderia ser o novo articulador do Planalto com o Congresso em meio a uma guerra dentro do próprio partido? Os conflitos se arrastam desde a primeira derrota de Vaccarezza dentro do PT, quando ele disputou a presidência da Câmara. Apesar de favorito, ele perdeu a vaga para o grupo do líder do PT, Paulo Teixeira (SP), que elegeu Marco Maia (PT-RS) para o comando da Câmara.
Essa divisão — que se manteve nos bastidores — não apenas derrubou por terra o sonho de Vaccarezza em assumir a vaga de Luiz Sérgio como expos os pontos fracos do PT. “Está fraco porque está dividido”, diz integrante da cúpula do partido.
Marco Maia, Paulo Teixeira e Vaccarezza até tentaram fazer um gesto de que tudo estava bem, ao darem juntos declarações de união, no final da tarde desta quinta-feira (9). A encenação não convenceu.
A nova ministra
Líder do governo no Senado por duas vezes nos mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ideli Salvatti, de 59 anos, nasceu em São Paulo, embora tenha feito carreira política em Santa Catarina. Ela foi fundadora do PT catarinense, cumpriu dois mandatos como deputada estadual (1995-1999 e 1999-2003) e, em 2002, se tornou a primeira mulher a ser eleita senadora no estado.
No ano passado, disputou o governo catarinense, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Ficou em terceiro lugar na eleição vencida pelo candidato do DEM, Raimundo Colombo. No Congresso, construiu a imagem de “parlamentar aguerrida”, que sempre defendeu os interesses do governo Lula, mesmo quando isso lhe causou problemas diante do eleitorado.
Em janeiro, Ideli foi nomeada por Dilma para o Ministério da Pesca e Aquicultura. Licenciada em física pela Universidade Federal do Paraná, a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais é casada e tem dois filhos.
Da Redação, com agências
quinta-feira, 2 de junho de 2011
DILMA LANÇA O PROGRAMA BRASIL SEM MISÉRIA

Dilma diz que pobreza nunca foi olhada como deveria no Brasil
Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Ao lançar hoje (2) o Plano Brasil sem Miséria, principal eixo da política social do governo federal, a presidenta Dilma Rousseff disse que a pobreza nunca foi olhada como deveria pelos governantes que a antecederam, à exceção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, único que citou como preocupado com a questão da miséria no país. Segundo Dilma, Lula enxergou os pobres como "seres capazes de construir sua própria riqueza, sua dignidade".
"Foram precisos mais de quatro séculos para que o combate à pobreza se convertesse de fato em política prioritária de governo. Os nossos pobres já foram acusados de tudo, inclusive de serem responsáveis pela sua própria pobreza", afirmou Dilma, ressaltando que o ex-presidente Lula foi um um dos inspiradores do plano lançado hoje.
"Já disseram que, se nós déssemos o Bolsa Família, eles [os mais pobres] se conformariam com a pobreza. Já disseram, de forma absurda, que as causas da pobreza eram o clima tropical, o nosso sol, e a miscigenação. Já disseram, e em parte tinham razão, que se a gente fosse olhar a raiz, uma das causas de nossa pobreza era a escravidão. Mas a escravidão passou há muito tempo e a falta de vontade política ultrapassou a escravidão", disse a presidenta.
O Plano Brasil sem Miséria articula e amplia programas já existentes, como o Bolsa Família, que passa a atender mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes, e inaugura o que o governo vem chamando de "busca ativa", para identificar famílias que não são ainda atingidas por ações.
Em seu discurso, Dilma também afirmou que o grande mérito do plano é trazer para a pauta dos governos o compromisso de combate à miséria. "Devemos fazer todo e qualquer esforço para superá-la, para dizer que a luta contra a miséria é dever do Estado e tarefa de todos os brasileiros e brasileiras deste país", disse a presidenta.
Dilma destacou ainda o papel de pensadores brasileiros que estudaram as questões sociais, como Gilberto Freyre, Joaquim Nabuco, Sérgio Buarque de Holanda, Josué de Castro e Darcy Ribeiro. Segundo a presidenta, no Brasil sem Miséria "ecoam as vozes" de todos esses pensadores.
A presidenta também lembrou o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, idealizador da campanha Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, na década de 1990,.e agradeceu à família do pintor Candido Portinari, que cedeu os direitos da obra do artista para ilustrar peças do Plano Brasil sem Miséria.
Edição: Nádia Franco
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