Da Agência Carta Maior
Em nota oficial, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) manifestou preocupação com a ação de muitos grupos que, em nome da fé cristã, "têm criado dificuldades para o voto livre e consciente". "Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições. Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias".
Redação
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB
Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
CATÓLICOS E EVANGÉLICOS DECLARAM VOTO EM DILMA

Da Agência Carta Maior
"Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira", diz manifesto assinado por cristãos católicos e evangélicos. Documento também denuncia campanha de boatos e mentiras que circulam pela internet.
Redação
“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em Abundância!
Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel
108. Marcelo Tibaes
109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás
110. Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ
107. Sílvia Pompéia.
108. Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
110. Mosara Barbosa de Melo
111. Maria de Fátima Pimentel Lins
112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF
114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
118. Irene Maria G.F. da Silva Telles
119. Manfredo Araújo de Oliveira
120. Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
121. Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
122. Adriano Carvalho.
123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
125. Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
127. M. Candida R. Diaz Bordenave
128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
133. Targelia de Souza Albuquerque
134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
135. Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.
136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
137. Adjair Alves (Professor – UPE)
138. Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
141. Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.
142. Isabel Tooda
143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
144. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
145. Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
146. Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
150. Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
151. Nercina Gonçalves
152. Hélio Rios, pastor presbiteriano
153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155. Maria Tereza Sartorio, educadora, ES
156. Maria José Sartorio, saúde, ES
157. Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
158. Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes
160. Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
162. Otávio Velho, antropólogo
163. Iraci Poleti,educadora
164.Antonio Canuto
165. Maria Luisa de Carvalho Armando
166. Susana Albornoz
167. Maria Helena Arrochellas
168. Francisco Guimarães
169. Eleny Guimarães
(mandar mais adesõoes para gomezdesouza@uol.com.br
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
DILMA E A FÉ CRISTÃ
FREI BETTO
Da Folha de São Paulo
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.
Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
Nada tinha de "marxista ateia".
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de "abortista" ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.
Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que "a árvore se conhece pelos frutos", como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto...
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: "Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes..." (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.
--------------------------------------------------------------------------------
FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004, governo Lula).
Da Folha de São Paulo
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.
Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
Nada tinha de "marxista ateia".
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de "abortista" ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.
Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que "a árvore se conhece pelos frutos", como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto...
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: "Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes..." (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.
--------------------------------------------------------------------------------
FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004, governo Lula).
terça-feira, 5 de outubro de 2010
URGENTE - DZ DO PT DA FREGUESIA/BRASILANDIA FOI ASSALTADO NESTA TERÇA
O Diretório Zonal da Freguesia sofreu um assalto na tarde desta terça-feira (5) e cerca de R$ 8,8 mil além de laptop e pertences pessoais das pessoas que estavam na hora foram levados por dois homens armados.
O Secretário Geral do Partido na região Adilson Sousa disse que o dinheiro levado seria para fazer pagamentos da última campanha eleitoral. Além dele, outras pessoas estavam no DZ na hora do assalto, inclusive o Presidente Fernando Penna. O caso foi registrado no 28º DP e foi encaminhado ao Diretório Municipal.
O Secretário Geral do Partido na região Adilson Sousa disse que o dinheiro levado seria para fazer pagamentos da última campanha eleitoral. Além dele, outras pessoas estavam no DZ na hora do assalto, inclusive o Presidente Fernando Penna. O caso foi registrado no 28º DP e foi encaminhado ao Diretório Municipal.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
PT ELEGE A MAIOR BANCADA NA ASSEMBLÉIA DE SÃO PAULO
Veja quais foram os candidatos do PT de São Paulo eleitos e com quantos votos:
Candidatos eleitos à Câmara dos Deputados:
1. JOÃO PAULO CUNHA 255.392
2. JILMAR TATTO 250.252
3. ZARATTINI 216.287
4. ARLINDO CHINAGLIA 207.396
5. VICENTE CANDIDO 160.168
6. FILIPPI 149.472
7. JANETE PIETÁ 143.737
8. VICENTINHO 140.994
9. RICARDO BERZOINI 140.473
10. JOSÉ MENTOR 139.637
11. PAULO TEIXEIRA 134.373
12. CARLINHOS ALMEIDA 134.171
13. VACCAREZZA 131.646
14. DEVANIR RIBEIRO 127.915
15. NEWTON LIMA NETO 110.191
16. VANDERLEI SIRAQUE 1345 93.290
Candidatos eleitos à Assembleia Legislativa de São Paulo:
1. EDINHO SILVA 184.391
2. RUI FALCÃO 174.597
3. ENIO TATTO 161.036
4. ALENCAR 153.369
5. GERALDO CRUZ 131.141
6. CARLOS GRANA 126.873
7. SIMÃO PEDRO 118.342
8. ANA PERUGINI 115.309
9. JOÃO PAULO RILLO 111.821
10. JOÃO ANTONIO 110.647
11. DONISETE BRAGA 105.111
12. LUIZ MOURA 104.678
13. ISAC REIS 100.606
14. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO 96.560
15. ANTONIO MENTOR 94.160
16. TELMA DE SOUZA 90.105
17. GERSON BITTENCOURT 89.898
18. HAMILTON PEREIRA 80.963
19. ANA DO CARMO 80.434
20. MARCOS MARTINS 80.117
21. ADRIANO DIOGO 77.914
22. ZICO 71.484
23. MARCO AURÉLIO DE SOUZA 69.462
24. JOSÉ CANDIDO 68.180
Candidatos eleitos à Câmara dos Deputados:
1. JOÃO PAULO CUNHA 255.392
2. JILMAR TATTO 250.252
3. ZARATTINI 216.287
4. ARLINDO CHINAGLIA 207.396
5. VICENTE CANDIDO 160.168
6. FILIPPI 149.472
7. JANETE PIETÁ 143.737
8. VICENTINHO 140.994
9. RICARDO BERZOINI 140.473
10. JOSÉ MENTOR 139.637
11. PAULO TEIXEIRA 134.373
12. CARLINHOS ALMEIDA 134.171
13. VACCAREZZA 131.646
14. DEVANIR RIBEIRO 127.915
15. NEWTON LIMA NETO 110.191
16. VANDERLEI SIRAQUE 1345 93.290
Candidatos eleitos à Assembleia Legislativa de São Paulo:
1. EDINHO SILVA 184.391
2. RUI FALCÃO 174.597
3. ENIO TATTO 161.036
4. ALENCAR 153.369
5. GERALDO CRUZ 131.141
6. CARLOS GRANA 126.873
7. SIMÃO PEDRO 118.342
8. ANA PERUGINI 115.309
9. JOÃO PAULO RILLO 111.821
10. JOÃO ANTONIO 110.647
11. DONISETE BRAGA 105.111
12. LUIZ MOURA 104.678
13. ISAC REIS 100.606
14. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO 96.560
15. ANTONIO MENTOR 94.160
16. TELMA DE SOUZA 90.105
17. GERSON BITTENCOURT 89.898
18. HAMILTON PEREIRA 80.963
19. ANA DO CARMO 80.434
20. MARCOS MARTINS 80.117
21. ADRIANO DIOGO 77.914
22. ZICO 71.484
23. MARCO AURÉLIO DE SOUZA 69.462
24. JOSÉ CANDIDO 68.180
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
EM ALTA, PETISTA DIZ TER "CERTEZA" DE UM 2º TURNO
Em alta, petista diz ter “certeza” de um 2º turno
DANIELA LIMA E EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP
DE SÃO PAULO
Com o resultado da última pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, o candidato do PT, Aloizio Mercadante, disse ter “certeza” de um segundo turno no Estado.
A pesquisa registrou crescimento do petista, de 23% para 27% das intenções de voto.
“O que eu vejo nas ruas me dá certeza que estou no segundo turno. E quando isso acontecer, ele [Alckmin] não vai poder fugir do debate”, disse Mercadante. O tucano desconversou: “não vou entrar em provocação”.
Para o discurso do petista se tornar realidade, no entanto, Mercadante ainda precisaria roubar de dois a seis pontos de Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, com 49%.
Alckmin desdenha da possibilidade, no entanto. “Impressionante, se nós pegarmos o mês de julho, tínhamos 49%, 48%, uma enorme de uma consistência no nosso eleitorado.”
Para tentar tomar esses votos do tucano, o petista aproveitará os últimos dias antes das eleições para usar ao máximo a presença do presidente Lula no Estado.
O presidente fará caminhada amanhã com Mercadante em São Bernardo do Campo, um dos redutos petistas na Grande São Paulo.
COMÍCIO
Lula também votará em São Bernardo do Campo no domingo ao lado do petista. Em comício ontem à noite na cidade, o presidente atacou Alckmin.
“Em 2006, eu fui para o segundo turno com esse sujeito [Alckmin]. E o dado concreto é o seguinte: eu ganhei 12 milhões de votos e ele perdeu 3 milhões. Dessa vez, ele vai perder 12 milhões de votos e você [Mercadante] vai ganhar o que for preciso”, disse Lula.
Ontem, durante o dia, Mercadante fez carreatas em São Paulo ao lado da candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy.
Alckmin fez campanha em São Paulo, Várzea Paulista e Pindamonhangaba.
Hoje, Alckmin e Mercadante fazem carreatas na capital e caminhadas em Guarulhos -as duas maiores cidades do Estado.
DANIELA LIMA E EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP
DE SÃO PAULO
Com o resultado da última pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, o candidato do PT, Aloizio Mercadante, disse ter “certeza” de um segundo turno no Estado.
A pesquisa registrou crescimento do petista, de 23% para 27% das intenções de voto.
“O que eu vejo nas ruas me dá certeza que estou no segundo turno. E quando isso acontecer, ele [Alckmin] não vai poder fugir do debate”, disse Mercadante. O tucano desconversou: “não vou entrar em provocação”.
Para o discurso do petista se tornar realidade, no entanto, Mercadante ainda precisaria roubar de dois a seis pontos de Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, com 49%.
Alckmin desdenha da possibilidade, no entanto. “Impressionante, se nós pegarmos o mês de julho, tínhamos 49%, 48%, uma enorme de uma consistência no nosso eleitorado.”
Para tentar tomar esses votos do tucano, o petista aproveitará os últimos dias antes das eleições para usar ao máximo a presença do presidente Lula no Estado.
O presidente fará caminhada amanhã com Mercadante em São Bernardo do Campo, um dos redutos petistas na Grande São Paulo.
COMÍCIO
Lula também votará em São Bernardo do Campo no domingo ao lado do petista. Em comício ontem à noite na cidade, o presidente atacou Alckmin.
“Em 2006, eu fui para o segundo turno com esse sujeito [Alckmin]. E o dado concreto é o seguinte: eu ganhei 12 milhões de votos e ele perdeu 3 milhões. Dessa vez, ele vai perder 12 milhões de votos e você [Mercadante] vai ganhar o que for preciso”, disse Lula.
Ontem, durante o dia, Mercadante fez carreatas em São Paulo ao lado da candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy.
Alckmin fez campanha em São Paulo, Várzea Paulista e Pindamonhangaba.
Hoje, Alckmin e Mercadante fazem carreatas na capital e caminhadas em Guarulhos -as duas maiores cidades do Estado.
MERCADANTE SOBE ENTRE MENOS ESCOLARIZADOS
Mercadante sobe entre menos escolarizados
Em pesquisa Datafolha divulgada ontem, petista reduziu diferença para Alckmin de 28 para 22 pontos percentuais
Em números absolutos, senador ganhou cerca de 1,2 milhão de votos, enquanto o tucano perdeu cerca de 604 mil
FOLHA SP
O candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante, vem diminuindo sua desvantagem frente ao tucano Geraldo Alckmin apoiado, principalmente, nos votos dos eleitores mais pobres e menos escolarizados.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada ontem, Mercadante aparece com 27% das intenções de voto, ante 49% de Alckmin. No levantamento anterior, as taxas eram de 23% e 51%, respectivamente.
Em números absolutos, Mercadante angariou cerca de 1,2 milhão de intenções de voto (entre os 30,2 milhões de eleitores paulistas) em uma semana. Alckmin perdeu cerca de 604 mil.
Contaram para diminuir a desvantagem do petista principalmente os eleitores com ensino fundamental (857 mil migraram para sua candidatura) e os que têm renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (531 mil eleitores).
Esses dois estratos são os que concentram o maior número de eleitores proporcionalmente. Mercadante ganhou sete pontos entre os que têm apenas o ensino fundamental, e quatro entre os que ganham entre R$ 1.020 e R$ 2.550.
São eles que fizeram diminuir consideravelmente nas últimas semanas a grande chance que Alckmin tinha de vencer em primeiro turno no domingo.
Segundo o último Datafolha, o tucano tem 54% dos votos válidos, e precisa de 50% mais um voto para vencer no primeiro turno (Mercadante aparece com 29%).
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Alckmin ainda pode vencer no primeiro turno mesmo estando no limite inferior (52%) -e desde que não perca muito mais votos até domingo.
Em meados de setembro, Alckmin chegou a ter 59% dos válidos, o que lhe garantia com folga a vitória.
Proporcionalmente, o tucano vem perdendo mais votos entre a parcela mais pobre dos eleitores paulistas, aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020).
Nesse segmento, o tucano perdeu 404 mil votos (quatro pontos) em menos de uma semana.
FAIXA ETÁRIA
Mercadante também reduziu sua desvantagem nas faixas etárias que concentram mais de 65% do eleitorado.
O petista registrou sua maior aproximação em relação ao tucano entre os eleitores de 45 a 59 anos, faixa em que a diferença caiu 11 pontos -a vantagem de 26 pontos reduziu-se a 15.
A diferença em favor do tucano também diminuiu entre os eleitores de 25 a 34 anos (caiu de 32 pontos a 23) e entre os de 35 a 44 anos -era de 24 pontos e hoje é de 17.
Entre os que têm mais de 60 anos, a diferença se manteve em 28 pontos a favor de Alckmin. A fatia dos eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, é a única em que o tucano aumentou sua vantagem. A distância foi de 31 pontos para 34. (FERNANDO CANZIAN)
Em pesquisa Datafolha divulgada ontem, petista reduziu diferença para Alckmin de 28 para 22 pontos percentuais
Em números absolutos, senador ganhou cerca de 1,2 milhão de votos, enquanto o tucano perdeu cerca de 604 mil
FOLHA SP
O candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante, vem diminuindo sua desvantagem frente ao tucano Geraldo Alckmin apoiado, principalmente, nos votos dos eleitores mais pobres e menos escolarizados.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada ontem, Mercadante aparece com 27% das intenções de voto, ante 49% de Alckmin. No levantamento anterior, as taxas eram de 23% e 51%, respectivamente.
Em números absolutos, Mercadante angariou cerca de 1,2 milhão de intenções de voto (entre os 30,2 milhões de eleitores paulistas) em uma semana. Alckmin perdeu cerca de 604 mil.
Contaram para diminuir a desvantagem do petista principalmente os eleitores com ensino fundamental (857 mil migraram para sua candidatura) e os que têm renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (531 mil eleitores).
Esses dois estratos são os que concentram o maior número de eleitores proporcionalmente. Mercadante ganhou sete pontos entre os que têm apenas o ensino fundamental, e quatro entre os que ganham entre R$ 1.020 e R$ 2.550.
São eles que fizeram diminuir consideravelmente nas últimas semanas a grande chance que Alckmin tinha de vencer em primeiro turno no domingo.
Segundo o último Datafolha, o tucano tem 54% dos votos válidos, e precisa de 50% mais um voto para vencer no primeiro turno (Mercadante aparece com 29%).
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Alckmin ainda pode vencer no primeiro turno mesmo estando no limite inferior (52%) -e desde que não perca muito mais votos até domingo.
Em meados de setembro, Alckmin chegou a ter 59% dos válidos, o que lhe garantia com folga a vitória.
Proporcionalmente, o tucano vem perdendo mais votos entre a parcela mais pobre dos eleitores paulistas, aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.020).
Nesse segmento, o tucano perdeu 404 mil votos (quatro pontos) em menos de uma semana.
FAIXA ETÁRIA
Mercadante também reduziu sua desvantagem nas faixas etárias que concentram mais de 65% do eleitorado.
O petista registrou sua maior aproximação em relação ao tucano entre os eleitores de 45 a 59 anos, faixa em que a diferença caiu 11 pontos -a vantagem de 26 pontos reduziu-se a 15.
A diferença em favor do tucano também diminuiu entre os eleitores de 25 a 34 anos (caiu de 32 pontos a 23) e entre os de 35 a 44 anos -era de 24 pontos e hoje é de 17.
Entre os que têm mais de 60 anos, a diferença se manteve em 28 pontos a favor de Alckmin. A fatia dos eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, é a única em que o tucano aumentou sua vantagem. A distância foi de 31 pontos para 34. (FERNANDO CANZIAN)
Assinar:
Postagens (Atom)