Pesquisa Sensus mostra Dilma com 50,5% (+ 4,5) contra 26,4% (- 1,7) de Serra
Marina Silva (PV) aparece com 8,9% das intenções de voto.
Em 24 de agosto, petista tinha 46%, tucano 28,1% e Marina, 8,1%.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
A pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-feira (14), mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 50,5% das intenções de voto, 24,1 pontos percentuais à frente do candidato do PSDB, José Serra, que tem 26,4%. Marina Silva (PV) aparece com 8,9%.
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Entre 10 e 12 de setembro, foram ouvidos 2 mil entrevistados em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última rodada, divulgada em 24 de agosto, Dilma tinha 46% contra 28,1% de Serra e Marina, 8,1%.
Entre os demais candidatos, Zé Maria (PSTU) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) aparecem empatados, com 0,6%. Eymael (PSDC) tem 0,2% e Rui Pimenta (PCO), 0,1%. Levy Fidelix (PRTB) e Ivan Pinheiro (PCB) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 3,5% e os entrevistados que não souberam ou não responderam totalizaram 9,1%.
Segundo o Instituto Sensus, considerando apenas os votos válidos da pesquisa, Dilma venceria a eleição no primeiro turno, com 57,8% dos votos contra 30,2% e 10,2%.
Segundo turno
Em um eventual segundo turno pesquisado pelo Instituto Sensus entre Dilma e Serra, a petista venceria com 55,5%. Serra teria 32,9% das intenções de votos. A pesquisa não simulou segundo turno envolvendo a candidata do PV, Marina Silva.
A pesquisa realizada pelo Instituto Sensus já mediu a repercussão do caso da quebra de sigilos fiscais de integrantes do PSDB e de familiares do candidato José Serra. As recentes denúncias de tráfico de influência no governo envolvendo a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, não foram repercutidas no levantamento.
Rejeição
Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, os ataques proferidos por Serra contra a campanha petista no programa eleitoral de TV e rádio fizeram aumentar a rejeição do tucano para 41,3%. Em 24 de agosto, a rejeição de Serra era de 40,7%.
A rejeição de Dilma ficou em 29,4% dos entrevistados e de Marina, em 45%. Em agosto, a petista tinha 28,9% e a candidata do PV, 47,9%. A rejeição superior a 40%, segundo o Instituto Sensus, já inviabiliza a eleição do candidato. No caso de Marina, a alta rejeição é explicada pelo diretor do instituto, Ricardo Guedes, pelo conteúdo das propostas da candidata: “É a falta de consistência política nas propostas dela.”
Vitória
O levantamento também mediu a expectativa de vitória dos candidatos entre os entrevistados. Para 71,8%, Dilma será eleita presidente do Brasil. Acreditam na vitória de Serra 16,1% dos entrevistados. Já Marina tem a expectativa de vitória de 1,8%.
Propaganda eleitoral
O Instituto Sensus também quis saber se os entrevistados acompanharam a propaganda eleitoral exibida em rede de rádio e TV e qual o julgamento que faziam da qualidade dos programas de cada candidato. Para 60,3% dos entrevistados, o melhor programa foi o de Dilma. 29,5% gostaram mais do programa de Serra e 9,1% preferiram o de Marina.
Os entrevistados que assistiram a todos os programas na TV somaram 23,9%. Acompanharam “em parte” totalizaram 38,4%. Os que “ouviram falar e conversaram sobre o assunto” foram 21% e os que “não ouviram falar” e disseram “não ter conhecimento” somaram 14%
Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O CENTRO ESQUECIDO

EDITORIAL – O Estado de S.Paulo
A Prefeitura de São Paulo tem disponíveis mais de R$ 121 milhões para usar nas obras de recuperação do centro da cidade, principalmente nos programas habitacionais e de assistência aos moradores de rua. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) concedeu, em 2003, linha de crédito de US$ 100 milhões para financiar os projetos elaborados durante o governo Marta Suplicy. Seriam 137 ações, abrangendo desde a recuperação de praças até a construção de moradias populares e a reforma da Cracolândia. Cinco anos depois, foi a vez de o governo federal destinar outros R$ 6,2 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a instalação de dez galpões de triagem de material reciclável para cooperativas de catadores que circulam pelo centro.
Sobra dinheiro, mas o planejamento falho e as picuinhas políticas mantêm intacto o processo de decadência da região com melhor infraestrutura da cidade. Vários projetos – uns grandiosos – e ideias mirabolantes se sucederam nos últimos anos, mas, na prática, só reformas que poderiam ser usadas como bandeiras políticas foram feitas. As Praças da República, da Sé e da Liberdade passaram por transformações, mas continuam refúgio de sem-teto, o que compromete a segurança e o interesse dos empreendedores na região.
Em vez de utilizar os recursos disponíveis para proporcionar moradia e trabalho à população de rua, a Prefeitura tem preferido garantir cenário e circo. Pelas regras do BID, para cada US$ 3 emprestados, a Prefeitura investiria US$ 1 em contrapartida. No entanto, a verba reservada para esse fim em Orçamento – R$ 199 milhões – tem custeado ações que vão da Virada Cultural (R$ 2 milhões neste ano) ao recapeamento das ruas (R$ 12 milhões só em agosto), iniciativas que, embora de importância indiscutível, deveriam ser pagas com recursos orçamentários próprios das Secretarias da Cultura e de Subprefeituras. Autoridades municipais afirmam que a transferência de verbas não afetará a execução das ações programadas para o centro.
Nos quatro anos do governo Serra/Kassab, a Prefeitura usou apenas US$ 4 milhões do total colocado à disposição pelo BID. O empréstimo tem prazo de pagamento de 25 anos, que só começaria a ser contado seis meses após o último desembolso. Conforme o contrato, incide sobre a verba não utilizada uma taxa de permanência de 0,25% Por ter deixado o dinheiro ocioso, a Prefeitura já teve uma despesa de aproximadamente R$ 500 mil, pois, dos US$ 100 milhões, restam ainda US$ 65 milhões que não foram contratados, conforme dados publicados no portal da Prefeitura. Questionadas, as autoridades contestam o próprio site, e afirmam que só estão disponíveis US$ 33,9 milhões.
Não bastasse, os R$ 6,2 milhões provenientes do PAC devem ser usados até 31 de dezembro ou o Município perderá o direito à verba. Os recursos estão previstos no Plano Plurianual do Ministério das Cidades e só serão liberados quando a Prefeitura apresentar projeto para a construção dos galpões. Isso parece longe de acontecer porque a administração municipal alega ter dificuldades para encontrar terrenos disponíveis neste município onde os vazios urbanos são imensos e já foram alvos, inclusive, de leis específicas, como a do IPTU progressivo, para permitir o combate ao estoque especulativo e proporcionar ao governo instrumentos para utilizá-los.
Não se justifica um atraso de sete anos na execução de projetos que deveriam ser prioritários para a região central de uma cidade como São Paulo. A cidade sofre com o adensamento de áreas de risco e de proteção ambiental, enquanto a região central se degrada e a população de rua subiu de 8 mil para 13 mil pessoas em nove anos. A justificativa que vem se repetindo se baseia no fato de que era necessário mudar os enfoques dos projetos desenvolvidos no governo Marta Suplicy. Na verdade, era preciso tirar desse governo os possíveis louros que pudessem ser atribuídos aos seus integrantes, caso os projetos fossem realizados.
Os paulistanos arcam com o prejuízo do atraso
NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA, SOCIAL-DEMOCRATA
Do Blog do Frave
‘O PT pode ser salvo de si mesmo’, diz sociólogo
UIRÁ MACHADO – FOLHA.COM
DE SÃO PAULO
O blogueiro Celso Rocha de Barros, autor do blog NPTO – Na Prática a Teoria É Outra, é figura rara na internet brasileira. “Meio esquerdoso”, como se define, escreve sobre política, mas fica de fora da polarização radical entre “petralhas” e “PIGs” que habitam a blogosfera.
Doutor em sociologia pela prestigiosa Universidade de Oxford (Inglaterra), Barros, 37, afirma que a polarização na internet “é altamente contagiosa” e que “é difícil não cair na tentação de radicalizar para o outro lado”.
Na entrevista a seguir, ele explica por que acredita que “o PT pode ser salvo de si mesmo”, defende “abraçar a social-democracia com entusiasmo”, critica parte da intelectualidade petista e afirma que “o PT não é mais corrupto que os outros partidos”.
Folha – O seu blog parece não cair na polarização radical que, segundo vários estudos, é a norma na blogosfera política. Você inclusive indica sites com visões diferentes da sua. Como você vê o fundamentalismo político on-line?
Celso Rocha de Barros – Há, sim, uma tendência à polarização que é altamente contagiosa. Você começa com uma posição ponderada, mas aparecem comentários tão radicais e agressivos que é difícil não cair na tentação de radicalizar para o outro lado.
Por exemplo, você começa dizendo que tanto Lula quanto FHC fizeram bons governos (o que eu acho), mas que Lula foi melhor (o que eu também acho). Aparece alguém e diz que eu sou um petralha, que mato criancinha nos campos de concentração das Farc. É forte a tentação de responder à altura.
Imagino que tenha petista produzindo esse mesmo efeito em blogs de direita.
E por que você se mantém fora desse clima?
Os caras que estudam redes sociais já dizem: entre pessoas iguais, grande parte da informação que circula é eco. Seria idiotice desperdiçar a oportunidade de conhecer outras perspectivas e aprender novas coisas, e para isso a web oferece inúmeras oportunidades.
Lendo o NPTO, você vai ver que minhas leituras são bastante diversas. Boa parte do que eu leio e comento é escrito por economistas.
Seria uma estupidez me recusar a aprender uma economiazinha lá no Alexandre Schwartsman, como vou aprender lendo o [Paul] Krugman, o [Dani] Rodrik ou o [Tyler] Cowen, que faz o melhor blog do mundo (o Marginal Revolution).
Até porque, como sempre digo, eu sou um petista bem mais simpático a essas coisas do que a média de meus companheiros de partido.
Na sua apresentação do blog, você diz acreditar que o PT pode ser salvo de si mesmo. O que você quer dizer com isso?
O saldo da experiência petista é bastante bom. O PT incorporou novos atores à vida política como protagonistas. Não como claque do oligarca populista da vez, mas como atores independentes.
Ainda não sabemos como vai se comportar politicamente a massa de pobres ascendentes no pós-Lula, mas é inegável que as chances de que participem mais ativamente agora que escaparam da miséria absoluta são bem melhores do que antes.
O que não quer dizer, naturalmente, que obrigatoriamente se tornarão petistas.
O PT, por outro lado, sempre foi ideologicamente confuso. Em 1989, o socialismo acabava no mundo todo e, no Brasil, o PT quase ganhava com um discurso que, se não era de corte bolchevique, já era claramente anacrônico.
Essa recusa de se aprofundar sobre 1989 foi o grande pecado do PT e, em especial, dos intelectuais petistas.
Quais foram as consequências dessa atitude?
Esse fechamento do discurso isolou o PT de forças políticas que poderiam ter sido nossas aliadas, como o PSDB, no início dos anos 90, e importantes setores da classe média.
E você vê o partido caminhando nessa direção?
Depois do sucesso do governo Lula, acho que essa oportunidade está mais aberta do que nunca para o PT.
Precisamos abraçar a social-democracia com entusiasmo, construir o Estado de bem-estar social brasileiro, aprofundar nossa democracia, tirando a ênfase do velho programa desenvolvimentista –que já rendeu o que tinha que render (e não foi pouco)– e pensando em como vamos nos tornar produtores de tecnologia, que diálogo teremos com o que há de mais moderno na economia.
Há dentro do PT um tipo de pensamento maquiavélico vulgar, do tipo “os fins justificam os meios”, de forma que a confecção de dossiês seria visto como um caminho legítimo para proteger candidaturas petistas?
Não mais que nos outros partidos, creio. Lembre-se do episódio do Ricúpero escondendo dados em 94, ou das pequenas e grandes fraudes para eleger o Collor. Há poucas coisas, no mundo, menos suspeitas de idealismo do que a direita brasileira. O PT não é, é óbvio, mais corrupto que os outros partidos.
Por quê?
Entre os corruptos ou acusados de corrupção com quem o PT se aliou, no setor público ou no privado, não há um que não tenha se aliado ao PSDB anteriormente ou que com ele não voltasse a se aliar em caso de vitória serrista. Orestes Quércia ou o Roberto Jefferson foram recebidas de braços abertos pela oposição.
E, ao que tudo indica, os petistas acusados de corrupção até agora eram todos movidos por ganância ou por ambição política. Se alguns deles racionalizam isso citando Lênin, bem, está longe de ser a pior coisa que já se fez citando Lênin –e é benfeito para o Lênin, pelas coisas que fez citando Marx.
Acho que quem propõe esse negócio pensa no José Dirceu, historicamente ligado a Cuba e que se viu envolvido em vários escândalos. Mas não consigo pensar em algo que o Dirceu tenha feito –mesmo supondo, pelo bem do argumento, que todas as acusações contra ele sejam verdadeiras– que não possa ser explicado por ganância ou ambição política.
‘O PT pode ser salvo de si mesmo’, diz sociólogo
UIRÁ MACHADO – FOLHA.COM
DE SÃO PAULO
O blogueiro Celso Rocha de Barros, autor do blog NPTO – Na Prática a Teoria É Outra, é figura rara na internet brasileira. “Meio esquerdoso”, como se define, escreve sobre política, mas fica de fora da polarização radical entre “petralhas” e “PIGs” que habitam a blogosfera.
Doutor em sociologia pela prestigiosa Universidade de Oxford (Inglaterra), Barros, 37, afirma que a polarização na internet “é altamente contagiosa” e que “é difícil não cair na tentação de radicalizar para o outro lado”.
Na entrevista a seguir, ele explica por que acredita que “o PT pode ser salvo de si mesmo”, defende “abraçar a social-democracia com entusiasmo”, critica parte da intelectualidade petista e afirma que “o PT não é mais corrupto que os outros partidos”.
Folha – O seu blog parece não cair na polarização radical que, segundo vários estudos, é a norma na blogosfera política. Você inclusive indica sites com visões diferentes da sua. Como você vê o fundamentalismo político on-line?
Celso Rocha de Barros – Há, sim, uma tendência à polarização que é altamente contagiosa. Você começa com uma posição ponderada, mas aparecem comentários tão radicais e agressivos que é difícil não cair na tentação de radicalizar para o outro lado.
Por exemplo, você começa dizendo que tanto Lula quanto FHC fizeram bons governos (o que eu acho), mas que Lula foi melhor (o que eu também acho). Aparece alguém e diz que eu sou um petralha, que mato criancinha nos campos de concentração das Farc. É forte a tentação de responder à altura.
Imagino que tenha petista produzindo esse mesmo efeito em blogs de direita.
E por que você se mantém fora desse clima?
Os caras que estudam redes sociais já dizem: entre pessoas iguais, grande parte da informação que circula é eco. Seria idiotice desperdiçar a oportunidade de conhecer outras perspectivas e aprender novas coisas, e para isso a web oferece inúmeras oportunidades.
Lendo o NPTO, você vai ver que minhas leituras são bastante diversas. Boa parte do que eu leio e comento é escrito por economistas.
Seria uma estupidez me recusar a aprender uma economiazinha lá no Alexandre Schwartsman, como vou aprender lendo o [Paul] Krugman, o [Dani] Rodrik ou o [Tyler] Cowen, que faz o melhor blog do mundo (o Marginal Revolution).
Até porque, como sempre digo, eu sou um petista bem mais simpático a essas coisas do que a média de meus companheiros de partido.
Na sua apresentação do blog, você diz acreditar que o PT pode ser salvo de si mesmo. O que você quer dizer com isso?
O saldo da experiência petista é bastante bom. O PT incorporou novos atores à vida política como protagonistas. Não como claque do oligarca populista da vez, mas como atores independentes.
Ainda não sabemos como vai se comportar politicamente a massa de pobres ascendentes no pós-Lula, mas é inegável que as chances de que participem mais ativamente agora que escaparam da miséria absoluta são bem melhores do que antes.
O que não quer dizer, naturalmente, que obrigatoriamente se tornarão petistas.
O PT, por outro lado, sempre foi ideologicamente confuso. Em 1989, o socialismo acabava no mundo todo e, no Brasil, o PT quase ganhava com um discurso que, se não era de corte bolchevique, já era claramente anacrônico.
Essa recusa de se aprofundar sobre 1989 foi o grande pecado do PT e, em especial, dos intelectuais petistas.
Quais foram as consequências dessa atitude?
Esse fechamento do discurso isolou o PT de forças políticas que poderiam ter sido nossas aliadas, como o PSDB, no início dos anos 90, e importantes setores da classe média.
E você vê o partido caminhando nessa direção?
Depois do sucesso do governo Lula, acho que essa oportunidade está mais aberta do que nunca para o PT.
Precisamos abraçar a social-democracia com entusiasmo, construir o Estado de bem-estar social brasileiro, aprofundar nossa democracia, tirando a ênfase do velho programa desenvolvimentista –que já rendeu o que tinha que render (e não foi pouco)– e pensando em como vamos nos tornar produtores de tecnologia, que diálogo teremos com o que há de mais moderno na economia.
Há dentro do PT um tipo de pensamento maquiavélico vulgar, do tipo “os fins justificam os meios”, de forma que a confecção de dossiês seria visto como um caminho legítimo para proteger candidaturas petistas?
Não mais que nos outros partidos, creio. Lembre-se do episódio do Ricúpero escondendo dados em 94, ou das pequenas e grandes fraudes para eleger o Collor. Há poucas coisas, no mundo, menos suspeitas de idealismo do que a direita brasileira. O PT não é, é óbvio, mais corrupto que os outros partidos.
Por quê?
Entre os corruptos ou acusados de corrupção com quem o PT se aliou, no setor público ou no privado, não há um que não tenha se aliado ao PSDB anteriormente ou que com ele não voltasse a se aliar em caso de vitória serrista. Orestes Quércia ou o Roberto Jefferson foram recebidas de braços abertos pela oposição.
E, ao que tudo indica, os petistas acusados de corrupção até agora eram todos movidos por ganância ou por ambição política. Se alguns deles racionalizam isso citando Lênin, bem, está longe de ser a pior coisa que já se fez citando Lênin –e é benfeito para o Lênin, pelas coisas que fez citando Marx.
Acho que quem propõe esse negócio pensa no José Dirceu, historicamente ligado a Cuba e que se viu envolvido em vários escândalos. Mas não consigo pensar em algo que o Dirceu tenha feito –mesmo supondo, pelo bem do argumento, que todas as acusações contra ele sejam verdadeiras– que não possa ser explicado por ganância ou ambição política.
TRACKING VOX POPULIS/BAND/IG - DILMA VAI A 54%; SERRA TEM 22%
Dentro da margem de erro, candidata petista subiu um ponto percentual com relação à última medição; Serra foi de 23% para 22%
Alessandra Oggioni, iG São Paulo
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, oscilou um ponto percentual no tracking Vox Populi/Band/iG desta segunda-feira (13) e passou de 53% para 54% das intenções de voto. Já o tucano José Serra foi de 23% para 22% na preferência do eleitorado.
A presidenciável Marina Silva (PV) caiu um ponto e foi de 9% para 8%. Os outros candidatos somaram 1%, mesmo número da última pesquisa. Brancos e nulos passaram de 5% para 4%, enquanto o número de indecisos oscilou de 10% para 11%.
Dilma Rousseff aparece à frente do tucano em todas as regiões do País, sendo que o melhor desempenho da petista é no Nordeste, com 74% da preferência do eleitorado, contra 14% de Serra.
Na pesquisa espontânea, Dilma aparece 27 pontos percentuais à frente do tucano, com 44% das intenções de voto, enquanto Serra tem 17%.
A oscilação dos candidatos na pesquisa de hoje está dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
PAÍS CRESCE E O BRASILEIRO TRABALHA MENOS

Jornada de trabalho "encolhe" nas regiões metropolitanas
Autor(es): João Villaverde
Valor Econômico - 13/09/2010
O crescimento econômico reduziu a jornada de trabalho do brasileiro. Em dois anos, o número de ocupados nas principais regiões metropolitanas que cumprem jornada semanal superior às 44 horas previstas na Constituição caiu quase quatro pontos percentuais. Do total de ocupados, 32% trabalhavam 45 horas ou mais por semana em julho de 2008. Dois anos depois, em julho deste ano, o número de trabalhadores nessa situação recuou para 28,6%, segundo levantamento do Valor a partir de dados de três pesquisas do IBGE.
O crescimento econômico está reduzindo a jornada de trabalho do brasileiro. Em dois anos, o número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do país, que cumprem jornada semanal superior às 44 horas previstas na Constituição, caiu quase quatro pontos percentuais. Em julho de 2008, quando a economia avançava rápido e o mercado de trabalho estava em expansão, 32% dos ocupados trabalhavam 45 horas ou mais por semana. Dois anos depois, em julho de 2010, o número de trabalhadores nessa situação recuou para 28,6% do total, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda de 3,4 pontos percentuais em dois anos foi quase toda incorporada entre os ocupados nas seis regiões que trabalham entre 40 horas e 44 horas por semana, que representavam 50,1% do total de ocupados, em 2008, e hoje são 53,8%.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na semana passada pelo IBGE, mostra que a maior parte dos 92 milhões de trabalhadores do país cumpre jornada entre 41 horas e 44 horas. No período, pela realidade das seis regiões metropolitanas acompanhadas pela pesquisa de emprego do IBGE, a média de horas efetivamente trabalhadas caiu paulatinamente - eram 42,6 horas por semana, em julho de 2002, e em julho de 2010, último dado disponível, a média de horas trabalhadas foi de 40,6 horas.
Trata-se, no entanto, de uma realidade distinta, uma vez que contabiliza apenas os trabalhadores São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre, enquanto a Pnad leva em conta a situação em todo o país.
Entre 2001 e 2009, cerca de 1,6 milhão de trabalhadores deixaram de cumprir jornadas superiores ao estabelecido pela Constituição, segundo a Pnad. No entanto, 29,5 milhões ainda trabalhavam 45 horas ou mais por semana em 2009 - o equivalente a 38,5% do total de empregados. No mesmo período de comparação, o número de trabalhadores, cuja jornada não ultrapassou o teto das 44 horas, saltou 38,4%, atingindo 55,8 milhões de pessoas , o equivalente a 62,3% do total.
A média de horas trabalhadas no país tende a cair nos próximos anos, uma vez que uma série de acordos chancelados desde o início do ano prevê redução da jornada apenas a partir de 2011. É o caso do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd) de São Paulo, que em março conquistou redução de jornada para 40 horas semanais a partir de janeiro de 2011. O sindicato dos metalúrgicos de Guarulhos (SP) aproveitou as conquistas em outras categorias nas negociações e, na semana passada, o sindicato acertou a redução da jornada de 44 para 42 horas, em 2011, e para 40 horas, a partir de 2012.
Várias outras categorias têm negociado, nos últimos anos, reduções efetivas da jornada semanal de trabalho. Desde setembro de 2009, os 38 mil trabalhadores das indústrias farmacêuticas de São Paulo cumprem jornada de 40 horas. Os 81 mil metalúrgicos da região do ABC paulista também têm jornada reduzida.
O coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, avalia que o momento é propício para acordos entre sindicatos e empresas que preveem redução de jornada, mas há um limite para tanto. "A maioria dos trabalhadores cumpre jornada superior a 40 horas semanais. Os acordos que acompanhamos nos últimos meses são pontuais, restritos às categorias com sindicatos fortes e condições setoriais para tanto", avalia Silvestre.
O equivalente a 72,1% dos trabalhadores cumprem jornada superior a 40 horas semanais - a maior parte, no entanto, 40,3% do total, está no patamar entre 40 e 44 horas. Em 2009, ainda existiam 16,5 milhões de brasileiros trabalhando 49 horas ou mais por semana, o equivalente a 17,9% do total de assalariados no país. Segundo estimativas da OIT, cerca de 22% dos assalariados no mundo trabalham 49 horas ou mais por semana.
À pedido do Valor, o Dieese preparou estudo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a mais ampla pesquisa de emprego formal do Ministério do Trabalho. Os números da Rais, no entanto, não contabilizam jornadas superiores às 44 horas semanais previstas pela Constituição. A banda entre 41 horas e 44 horas semanais é a mais comum entre os trabalhadores com carteira assinada no país, sendo majoritária em sete dos oito segmentos levantados pelo Dieese.
A jornada semanal de 41 a 44 horas só não é a mais comum para os que trabalham no setor público - apenas 14,2% do total de 8,7 milhões de servidores. Por outro lado, na indústria, comércio e construção civil a "adesão" é esmagadora: respectivamente, 93,4%, 97,5% e 95,6% dos trabalhadores nos três setores cumprem jornada semanal entre 41 e 44 horas
domingo, 12 de setembro de 2010
AÇÃO DO DZ - ATO COM SOM/BANDERAÇO E PANFLETAGEM
Ato com som/banderaço e panfletagem
Dia: 15 de Setembro
Local: Praça da Paz
Horário: 16hs
Dia: 15 de Setembro
Local: Praça da Paz
Horário: 16hs
ONDA AVERMELHADA AVANÇA NO PAÍS
Do blog do Dirceu
Publicado em 11-Set-2010
A apenas três semanas do 1º turno das eleições, novas rodadas de pesquisas do Datafolha e do IBOPE neste fim de semana trazem notícias animadoras de todo o país. Uma "onda multicor", mas acentuadamente avermelhada avança em todo o Brasil indicando a vitória em outubro do PT e dos aliados em nível nacional e na maioria dos Estados. Não deu certo a estratégia de campanha do candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS). O eleitorado ficou indiferente aos factóides e escândalos forjados por ele e sua campanha e, pior para eles, teve a exata compreensão de que são exatamente isto: factóides e escândalos fictícios. Assim, as pesquisas confirmam, manteve a preferência pelos nossos candidatos e aliados. Estamos diante de uma onda de apoio dos eleitores ao PT e aos coligados, tudo indica, com a eleição de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) para presidente da República, dos nossos candidatos a governador - também daqueles que apoiamos - nos principais e na maioria dos 27 Estados do país, e de bancadas majoritárias na Câmara e no Senado. A apenas três semanas do 1º turno das eleições, novas rodadas de pesquisas do Datafolha e do IBOPE neste fim de semana trazem notícias animadoras de todo o país. Uma "onda multicor", mas acentuadamente avermelhada avança em todo o Brasil indicando a vitória em outubro do PT e dos aliados em nível nacional e na maioria dos Estados.
Não deu certo a estratégia de campanha do candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS). O eleitorado ficou indiferente aos factóides e escândalos forjados por ele e sua campanha e, pior para eles, teve a exata compreensão de que são exatamente isto: factóides e escândalos fictícios.
Assim, as pesquisas confirmam, manteve a preferência pelos nossos candidatos e aliados. Estamos diante de uma onda de apoio dos eleitores ao PT e aos coligados, tudo indica, com a eleição de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) para presidente da República, dos nossos candidatos a governador - também daqueles que apoiamos - nos principais e na maioria dos 27 Estados do país, e de bancadas majoritárias na Câmara e no Senado.
Agora é amassar barro, sair de casa e ganhar as ruas porque é nelas, e com mais campanha, maior participação e engajamento na candidatura preferida de cada um que vamos garantir a vitória em outubro e assegurar mais quatro anos de continuidade do governo Lula com as mudanças e aperfeiçoamentos esperados pelos brasileiros.
Publicado em 11-Set-2010
A apenas três semanas do 1º turno das eleições, novas rodadas de pesquisas do Datafolha e do IBOPE neste fim de semana trazem notícias animadoras de todo o país. Uma "onda multicor", mas acentuadamente avermelhada avança em todo o Brasil indicando a vitória em outubro do PT e dos aliados em nível nacional e na maioria dos Estados. Não deu certo a estratégia de campanha do candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS). O eleitorado ficou indiferente aos factóides e escândalos forjados por ele e sua campanha e, pior para eles, teve a exata compreensão de que são exatamente isto: factóides e escândalos fictícios. Assim, as pesquisas confirmam, manteve a preferência pelos nossos candidatos e aliados. Estamos diante de uma onda de apoio dos eleitores ao PT e aos coligados, tudo indica, com a eleição de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) para presidente da República, dos nossos candidatos a governador - também daqueles que apoiamos - nos principais e na maioria dos 27 Estados do país, e de bancadas majoritárias na Câmara e no Senado. A apenas três semanas do 1º turno das eleições, novas rodadas de pesquisas do Datafolha e do IBOPE neste fim de semana trazem notícias animadoras de todo o país. Uma "onda multicor", mas acentuadamente avermelhada avança em todo o Brasil indicando a vitória em outubro do PT e dos aliados em nível nacional e na maioria dos Estados.
Não deu certo a estratégia de campanha do candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS). O eleitorado ficou indiferente aos factóides e escândalos forjados por ele e sua campanha e, pior para eles, teve a exata compreensão de que são exatamente isto: factóides e escândalos fictícios.
Assim, as pesquisas confirmam, manteve a preferência pelos nossos candidatos e aliados. Estamos diante de uma onda de apoio dos eleitores ao PT e aos coligados, tudo indica, com a eleição de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) para presidente da República, dos nossos candidatos a governador - também daqueles que apoiamos - nos principais e na maioria dos 27 Estados do país, e de bancadas majoritárias na Câmara e no Senado.
Agora é amassar barro, sair de casa e ganhar as ruas porque é nelas, e com mais campanha, maior participação e engajamento na candidatura preferida de cada um que vamos garantir a vitória em outubro e assegurar mais quatro anos de continuidade do governo Lula com as mudanças e aperfeiçoamentos esperados pelos brasileiros.
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