Do Blog Leituras
A manchete de domingo desencadeou uma onda anti-Folha no Twitter, que o jornal ignorou
A FOLHA VEM se dedicando a revirar vida e obra de Dilma Rousseff. Foi à Bulgária conversar com parentes que nem a candidata conhece, levantou a fase brizolista da ex-ministra, suas convicções teóricas e até uma loja do tipo R$ 1,99 que ela teve com uma parente no Sul. Tudo isso faz sentido, já que Dilma pode se tornar presidente do Brasil já no primeiro escrutínio que disputa.
Mas, no domingo passado, o jornal avançou o sinal ao colocar na manchete “Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma”. O problema nem era a reportagem, que questionava a falta de iniciativa do Ministério de Minas e Energia para mudar uma lei que acabava por beneficiar com isenção na conta de luz quem não precisava.
Colocar uma lupa nas gestões da candidata do governo é uma excelente iniciativa, mas dar tamanho destaque a um assunto como este não se justifica jornalisticamente.
Foi iniciativa de Dilma criar a tal Tarifa Social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso. É fácil mexer com um benefício social? Não, o argumento de que faltava um cadastro de pobres que permitisse identificar apenas os que mereciam a benesse faz muito sentido. Existe alguma suspeita de desvio de verbas? Nada indica.
O lide da reportagem dava um peso indevido ao que se tinha apurado. Dizia que a propaganda eleitoral apresenta a candidata do PT como uma “eficiente gestora”, mas que “um erro coloca em xeque essa imagem”. Essa tem que ser uma conclusão do leitor, não do jornalista.
Uma manchete forçada como a da conta de luz, somada a todo o noticiário sobre o escândalo da Receita, desequilibrou a cobertura eleitoral. Dilma está bem à frente nas pesquisas de intenção de voto e isso é suficiente para que se dê mais atenção a ela do que a seu concorrente, mas, há dias, José Serra só aparece na Folha para fazer “denúncias”. Nada sobre seu governo recente em São Paulo. Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo.
Os leitores perceberam a assimetria. Durante a semana, foram 194 mensagens à ombudsman protestando contra o noticiário, mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul, que reúne pessoas dispostas a dizerem o que pensam em 140 caracteres. Até quinta-feira passada, tinham sido postadas mais de 45 mil mensagens anti-Folha.
CRIATIVIDADE
Os internautas inventaram manchetes absurdas sobre a candidata de Lula: “Empresa de Dilma forneceu a antena para o iPhone 4″, “Dilma disse para Paulo Coelho, há 20 anos: continue a escrever, rapaz, você tem talento!”, “Serra lamenta: a Dilma me indicou o Xampu Esperança” e “Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha“.
O movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares (”trending topics”) do Twitter em todo o mundo, impulsionado, em parte, pela militância política -segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento da campanha do PT na rede. Até o candidato a governador Aloizio Mercadante elogiou quem engrossou o coro contra o jornal.
Mas é um erro pensar que apenas zumbis petistas incitados por lideranças botaram fogo no Twitter. O partido não chegou a esse nível de competência computacional.
Na manada anti-Folha, havia muito leitor indignado, gente que não queria perder a piada, além de velhos ressentidos com o jornal.
Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O “Cala Boca Galvão” durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um “trending topic”. Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.
A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.
Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação
Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP
domingo, 12 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
DATAFOLHA: DILMA TEM 50% DE INTENÇÃO DE VOTOS E MANTÉM VANTAGEM
DILMA MANTÉM VANTAGEM E QUADRO É DE ESTABILIDADE SEGUNDO DATAFOLHA.
A apenas 23 dias das eleições a candidata do PT Dilma Roussef mantém a liderança nas intenções de voto segundo a pesquisa Datafolha públicada agora a noite. Pelos números divulgados Dilma aparece com 50% contra 27% de José Serra que oscilou um ponto para baixo em relação a pesquisa anterior. Marina ganhou um e foi para 11% das intenções de voto.
Dilma cresceu nos Estados de Pernambuco e Bahia onde o seu adversário caiu.
Num eventual 2º turno a petista aparece com 56% contra 35%.
A apenas 23 dias das eleições a candidata do PT Dilma Roussef mantém a liderança nas intenções de voto segundo a pesquisa Datafolha públicada agora a noite. Pelos números divulgados Dilma aparece com 50% contra 27% de José Serra que oscilou um ponto para baixo em relação a pesquisa anterior. Marina ganhou um e foi para 11% das intenções de voto.
Dilma cresceu nos Estados de Pernambuco e Bahia onde o seu adversário caiu.
Num eventual 2º turno a petista aparece com 56% contra 35%.
IBOPE/SP: ALCKMIN CAI 5 PONTOS PERCENTUAIS
SPTV – O GLOBO
SÃO PAULO – A pesquisa Ibope/Rede Globo/O Estado de S.Paulo, divulgada nesta sexta-feira, mostra que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa para o governo de São Paulo, divulgada há uma semana. O tucano tem 46% das intenções de voto, ante 51% da pesquisa divulgada no último dia 3. Na pesquisa divulgada hoje Mercadante subiu 2 pontos percentuais e agora aparece com 22% das intenções de voto.
Os demais candidatos citados na pesquisa são Celso Russomano (PP), com 8%; Paulo Skaf (PSB), com 2%; e Fábio Feldman (PV), com 1%. Os candidatos Paulo Búfalo (PSOL), Mancha (PSTU) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Igor Grabois (PCB) não foi citado pelos entrevistados. Brancos e nulos somam 10 e indecisos, 11%.
Na simulação para o segundo turno, segundo a pesquisa Ibope, Alckmin venceria Mercadante, 54% contra 27%. Brancos e nulos somam 10% e indecisos, 8%.
Questionado sobe quem o eleitor não votaria para governador de São Paulo, 24% não votariam em Mancha, 18% em Mercadante, 15% em Alckmin e 13% em Russomano.
O Ibope ouviu 1.806 eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TER) com o número 83153/2010.
SÃO PAULO – A pesquisa Ibope/Rede Globo/O Estado de S.Paulo, divulgada nesta sexta-feira, mostra que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa para o governo de São Paulo, divulgada há uma semana. O tucano tem 46% das intenções de voto, ante 51% da pesquisa divulgada no último dia 3. Na pesquisa divulgada hoje Mercadante subiu 2 pontos percentuais e agora aparece com 22% das intenções de voto.
Os demais candidatos citados na pesquisa são Celso Russomano (PP), com 8%; Paulo Skaf (PSB), com 2%; e Fábio Feldman (PV), com 1%. Os candidatos Paulo Búfalo (PSOL), Mancha (PSTU) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Igor Grabois (PCB) não foi citado pelos entrevistados. Brancos e nulos somam 10 e indecisos, 11%.
Na simulação para o segundo turno, segundo a pesquisa Ibope, Alckmin venceria Mercadante, 54% contra 27%. Brancos e nulos somam 10% e indecisos, 8%.
Questionado sobe quem o eleitor não votaria para governador de São Paulo, 24% não votariam em Mancha, 18% em Mercadante, 15% em Alckmin e 13% em Russomano.
O Ibope ouviu 1.806 eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TER) com o número 83153/2010.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
MESMO COM A CRISE, UM MILHÃO DE BRASILEIROS DEIXOU A POBREZA EM 2009
Autor(es): Agência O Globo/Fabiana Ribeiro, Cássia Almeida e Letícia Lins
O Globo - 09/09/2010
Distribuição de renda melhorou, mas em ritmo menor que em outros anos
A despeito de uma das maiores crises internacionais desde a Grande Depressão dos anos 30, um milhão de brasileiros deixou a pobreza no ano passado. Nos cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o número de pobres caiu de 29,8 milhões para 28,8 milhões em um ano que representam agora 15,32% da população brasileira e não mais os 16,02% do ano anterior.
O economista considera pobre quem tem renda familiar per capita de até R$ 140.
A renda familiar per capita subiu 2,04% de 2008 para 2009, mesmo com um aumento do desemprego no país. E isso ajudou a reduzir a desigualdade, especialmente em tempos de crise afirmou Neri, acrescentando que, considerando a renda familiar per capita de meio salário mínimo (ou R$ 232,50, pelo piso de 2009), 3,5 milhões de pessoas deixaram a pobreza no ano passado.
A distância entre ricos e pobres também foi reduzida. Segundo Neri, os 40% mais pobres tiveram um aumento na renda domiciliar per capita de 3,15%, com ganho médio de R$ 294. Já a renda dos 10% mais ricos subiu 1,09%, para R$ 2.566: Vários fatores ajudaram a explicar a queda na desigualdade, como reajustes do mínimo, a Bolsa Família e o desempenho do mercado de trabalho.
Emprego formal fez aumentar renda O Índice de Gini, medida de distribuição de renda que, quanto mais próximo de um mais desigual é a sociedade, caiu de 0,521 para 0,518 no mercado de trabalho. Numa velocidade menor que em outros anos. Para Sonia Rocha, economista do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), essas oscilações já aconteceram em outros anos: Ainda não se configura uma tendência. Não quer dizer que está se esgotando. É espantoso que a distribuição de renda continue melhorando. O impacto da escassez de mão de obra qualificada não tem afetado a distribuição.
Nas famílias, a distribuição de renda também melhorou. O Índice de Gini passou de 0,514 para 0,509. E o principal fator foi o mercado de trabalho, segundo Sonia: A renda do trabalho responde por 75% dos rendimentos das famílias. Sem dúvida, o aumento do salário mínimo foi um dos componentes. Além disso, a cultura da formalização está aumentando.
Há um interesse das empresas em se formalizar para ter acesso a crédito e a compras governamentais.
Para o economista Sergei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa melhora mais lenta na distribuição de renda pode representar, sim, uma eficácia menor dos programas sociais.
Porém, a desigualdade deve continuar caindo pelos fatores demográficos e educacionais.
A sociedade ainda é muito desigual Com ensino fundamental completo, Eliel Carvalho da Silva, de 22 anos, fazia biscates até os 18 anos, quando o seus rendimentos não atingiam, sequer, metade do salário mínimo.
Aos 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, no qual ficou até julho passado. Não ficou um mês sem trabalho. Mesmo sem ser qualificado, ele já conseguiu outra vaga, como servente de construção em Recife.
No feriado de 7 de setembro, Silva trabalhava na reforma de uma agência bancária no bairro de Casa Forte, com companheiros que chegaram a passar até uma década sem trabalho formal. Silva ganha mais de um salário mínimo R$ 530, com direito a alguns outros benefícios sociais. Apesar do dinheiro não ser muito, está com as contas em dia. Ele está se programando agora para comprar uma geladeira, mas não quer se endividar.
Espero fazer isso em 2011 e estou poupando para comprar à vista e com desconto afirma Silva.
Para o diretor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia, apesar das melhoras, ainda há muito a avançar.
A escolaridade é menor que de nossos vizinhos. A sociedade ainda é muito desigual.
O Globo - 09/09/2010
Distribuição de renda melhorou, mas em ritmo menor que em outros anos
A despeito de uma das maiores crises internacionais desde a Grande Depressão dos anos 30, um milhão de brasileiros deixou a pobreza no ano passado. Nos cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o número de pobres caiu de 29,8 milhões para 28,8 milhões em um ano que representam agora 15,32% da população brasileira e não mais os 16,02% do ano anterior.
O economista considera pobre quem tem renda familiar per capita de até R$ 140.
A renda familiar per capita subiu 2,04% de 2008 para 2009, mesmo com um aumento do desemprego no país. E isso ajudou a reduzir a desigualdade, especialmente em tempos de crise afirmou Neri, acrescentando que, considerando a renda familiar per capita de meio salário mínimo (ou R$ 232,50, pelo piso de 2009), 3,5 milhões de pessoas deixaram a pobreza no ano passado.
A distância entre ricos e pobres também foi reduzida. Segundo Neri, os 40% mais pobres tiveram um aumento na renda domiciliar per capita de 3,15%, com ganho médio de R$ 294. Já a renda dos 10% mais ricos subiu 1,09%, para R$ 2.566: Vários fatores ajudaram a explicar a queda na desigualdade, como reajustes do mínimo, a Bolsa Família e o desempenho do mercado de trabalho.
Emprego formal fez aumentar renda O Índice de Gini, medida de distribuição de renda que, quanto mais próximo de um mais desigual é a sociedade, caiu de 0,521 para 0,518 no mercado de trabalho. Numa velocidade menor que em outros anos. Para Sonia Rocha, economista do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), essas oscilações já aconteceram em outros anos: Ainda não se configura uma tendência. Não quer dizer que está se esgotando. É espantoso que a distribuição de renda continue melhorando. O impacto da escassez de mão de obra qualificada não tem afetado a distribuição.
Nas famílias, a distribuição de renda também melhorou. O Índice de Gini passou de 0,514 para 0,509. E o principal fator foi o mercado de trabalho, segundo Sonia: A renda do trabalho responde por 75% dos rendimentos das famílias. Sem dúvida, o aumento do salário mínimo foi um dos componentes. Além disso, a cultura da formalização está aumentando.
Há um interesse das empresas em se formalizar para ter acesso a crédito e a compras governamentais.
Para o economista Sergei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa melhora mais lenta na distribuição de renda pode representar, sim, uma eficácia menor dos programas sociais.
Porém, a desigualdade deve continuar caindo pelos fatores demográficos e educacionais.
A sociedade ainda é muito desigual Com ensino fundamental completo, Eliel Carvalho da Silva, de 22 anos, fazia biscates até os 18 anos, quando o seus rendimentos não atingiam, sequer, metade do salário mínimo.
Aos 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, no qual ficou até julho passado. Não ficou um mês sem trabalho. Mesmo sem ser qualificado, ele já conseguiu outra vaga, como servente de construção em Recife.
No feriado de 7 de setembro, Silva trabalhava na reforma de uma agência bancária no bairro de Casa Forte, com companheiros que chegaram a passar até uma década sem trabalho formal. Silva ganha mais de um salário mínimo R$ 530, com direito a alguns outros benefícios sociais. Apesar do dinheiro não ser muito, está com as contas em dia. Ele está se programando agora para comprar uma geladeira, mas não quer se endividar.
Espero fazer isso em 2011 e estou poupando para comprar à vista e com desconto afirma Silva.
Para o diretor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia, apesar das melhoras, ainda há muito a avançar.
A escolaridade é menor que de nossos vizinhos. A sociedade ainda é muito desigual.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
SERRA LANÇA PRECONCEITO, MENTIRA E CALÚNIA CONTRA DILMA, DIZ LULA
Do Portal Vermelho
Após um período de ausência no programa eleitoral da candidata Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nova aparição no feriado de 7 de setembro — e, desta vez, partiu para o ataque contra o PSDB. Em resposta às recentes declarações de José Serra contra Dilma, Lula afirmou que o tucano está em "desespero" e tem preconceito contra a mulher.
"Infelizmente, nosso adversário — candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos — resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria. Tentar atingir com mentiras e calúnias uma mulher da qualidade de Dilma Rousseff é praticar um crime contra o Brasil, especialmente contra a mulher brasileira”, afirmou Lula, em depoimento de cerca de dois minutos e pouco mais de 300 palavras.
“Peço equilíbrio a esses que atingem a Dilma, movidos pelo desespero, pelo preconceito contra as mulheres e também contra o Brasil"`, agregou o presidente. Segundo ele, Dilma está fazendo uma campanha "elevada", e a população está preparada para escolher. “O povo brasileiro saberá perfeitamente separar o joio do trigo.”
A fala de Lula refletiu uma preocupação da cúpula da campanha de Dilma — que concluiu haver uma escalada nos ataques e provocações da oposição no horário gratuito da TV e rádio que não poderiam ficar sem resposta. A data — 7 de Setembro, feriado da Independência — foi considerada o momento ideal.
Segundo o presidente — que citou a efeméride de 7 de setembro —, uma nação "forte, justa e independente" não é feita por "aqueles que só pensam em destruir" e que "colocam seus interesses pessoais acima dos interesses do país". Lula disse ainda que Dilma vem “discutindo propostas e ideias e mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil".
A coligação de Dilma, batizada “Para Brasil Seguir Mudando”, também levou no ar uma propaganda de 30 segundos com Lula falando sobre o assunto. "O Brasil já cansou de ver esse filme — um candidato dispara nas pesquisas e aí começam as acusações sem provas", diz o presidente.
Da Redação, com agências
Após um período de ausência no programa eleitoral da candidata Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nova aparição no feriado de 7 de setembro — e, desta vez, partiu para o ataque contra o PSDB. Em resposta às recentes declarações de José Serra contra Dilma, Lula afirmou que o tucano está em "desespero" e tem preconceito contra a mulher.
"Infelizmente, nosso adversário — candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos — resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria. Tentar atingir com mentiras e calúnias uma mulher da qualidade de Dilma Rousseff é praticar um crime contra o Brasil, especialmente contra a mulher brasileira”, afirmou Lula, em depoimento de cerca de dois minutos e pouco mais de 300 palavras.
“Peço equilíbrio a esses que atingem a Dilma, movidos pelo desespero, pelo preconceito contra as mulheres e também contra o Brasil"`, agregou o presidente. Segundo ele, Dilma está fazendo uma campanha "elevada", e a população está preparada para escolher. “O povo brasileiro saberá perfeitamente separar o joio do trigo.”
A fala de Lula refletiu uma preocupação da cúpula da campanha de Dilma — que concluiu haver uma escalada nos ataques e provocações da oposição no horário gratuito da TV e rádio que não poderiam ficar sem resposta. A data — 7 de Setembro, feriado da Independência — foi considerada o momento ideal.
Segundo o presidente — que citou a efeméride de 7 de setembro —, uma nação "forte, justa e independente" não é feita por "aqueles que só pensam em destruir" e que "colocam seus interesses pessoais acima dos interesses do país". Lula disse ainda que Dilma vem “discutindo propostas e ideias e mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil".
A coligação de Dilma, batizada “Para Brasil Seguir Mudando”, também levou no ar uma propaganda de 30 segundos com Lula falando sobre o assunto. "O Brasil já cansou de ver esse filme — um candidato dispara nas pesquisas e aí começam as acusações sem provas", diz o presidente.
Da Redação, com agências
AGENDA DE ATIVIDADES DE CAMPANHA DO DZ FÓ/BRASILÂNDIA

O Diretório Zonal da Freguesia/Brasilandia se reuniu no último sábado(4) e programou uma série de atividades conjuntas para fortalecer a campanha de Mercadante ao Governo de São Paulo e pede a colaboração de todos os filiados e militantes para fazer desses eventos um grande sucesso de público e assim alavancar a ida do candidato ao 2ºturno.
Segue abaixo os acontecimentos:
1º Ato com som/banderaço e panfletagem
Dia: 08 de Setembro
Local: Largo da Terezinha
Horário: 16hs
2º Ato com som/banderaço e panfletagem
Dia: 15 de Setembro
Local: Praça da Paz
Horário: 16hs
3º Grande Carreata a caminho da vitória
Dia: 22 de Setembro
Local: Concentração no largo da Matriz
Horário: 15hs
Participe! Vista a sua camiseta, coloque a estrela no peito, traga a sua bandeira e venha participar dessa grande festa rumo ao 2º turno.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
DUAS FRENTES DE GUERRA DO PT
Muito interessante esta matéria publicada no jornal "Valor Econômico" sobre a ofensiva do PT e o engajamento do presidente Lula e da candidata Dilma em São Paulo na busca do segundo turno contra o PSDB em São Paulo
Política
Autor(es): Raymundo Costa
Valor Econômico - 31/08/2010
Dilma fará mais cinco comícios em São Paulo para alavancar Mercadante e prender Serra ao Estado
Com duas dezenas de pontos à frente, segundo as últimas pesquisas eleitorais, a candidata do PT, Dilma Rousseff, vai selecionar mais suas próximas atividades, endurecer o jogo com os tucanos em relação às acusações sobre o envolvimento de sua campanha na quebra de sigilos fiscais e desencadear uma ofensiva sobre São Paulo, ao lado de Lula, com o objetivo de tentar levar o senador Aloizio Mercadante ao segundo turno da eleição para o governo do Estado.
Para as próximas semanas, já estão previstos cinco comícios de Dilma em São Paulo. Além de alavancar Mercadante, a campanha da petista quer manter José Serra preso em São Paulo defendendo os pontos que ainda detém no Estado do qual o tucano esperava sair com uma vantagem entre quatro e seis milhões de votos (Geraldo Alckmin teve 3,9 milhões de votos a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2006).
Lula farejou a possibilidade, ainda remota, é verdade, de sitiar, invadir e conquistar a maior e mais importante cidadela tucana. Mas para isso é fundamental, em primeiro lugar, que a eleição vá para o segundo turno. Um passo de cada vez, como dizem dirigentes petistas.
Trata-se de uma empreitada difícil porque o tucano Geraldo Alckmin se mantém estável na liderança das pesquisas, apesar do tucano José Serra ter sido ultrapassado por Dilma Rousseff no Estado que governou nos últimos dois anos e meio - Dilma saiu de 34% para 41% em uma semana, enquanto o tucano caiu dos mesmos 41% para 36% das intenções de votos apuradas pelo instituto Datafolha. Na capital paulista, José Serra ainda está (35%) pouco menor.
Alckmin, no entanto, manteve-se com os 54% da pesquisa anterior. Além disso, o crescimento de Aloizio Mercadante, que andava estacionado nos 16% e saltou para 20%, se deu mais a custa do terceiro colocado, Celso Russomano, que na conquista de eleitores que declaram intenção de votar no candidato do PSDB ao governo do Estado.
São cerca de 20 os pontos que os três adversários do candidato do PSDB precisam somar para impedir a vitória de Alckmin em 3 de outubro e assegurar a realização do segundo turno. É muito, mas há precedentes no país de grandes viradas - uma delas está ocorrendo agora em Minas Gerais - e a implosão da candidatura José Serra deixa Lula, Dilma e o PT a cada dia mais atrevidos e confiantes.
Nos cálculos petistas, a campanha do PSDB faz água por todos os lados. A avaliação da própria campanha do tucano reconheceu a condição de estadista do presidente. Serra foi abandonado pelos candidatos aliados nos Estados, enquanto Dilma, por seu turno, consolida posição em todas as regiões do país. São Paulo seria um prêmio certamente inesperado para uma campanha organizada e bem resolvida politicamente, como é a de Dilma (pelo para a eleição, pois governar com a salada partidária que apoia a candidata é outra equação a ser costurada com esmero e determinação).
A empreitada é difícil, mas não considerada impossível pelo PT: o partido tem tradição de crescimento na reta final de eleições, e Mercadante ainda está distante da média histórica de voto do PT no Estado, em torno dos 30%. O que não basta para impedir o retorno abreviado de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes. É preciso também que Celso Russomano (PP) e Paulo Skaf (PSB), pelo menos, também avancem alguns pontos na intenção de voto do eleitorado paulista para que o projeto governista tenha êxito. Os dois estão mais que dispostos a colaborar com os planos oficiais.
Mercadante entrou na disputa a pedido de Lula. Ele e a maioria dos petistas consideravam mais segura a candidatura do senador à reeleição. Houve até quem visse na indicação de Lula um troco do presidente às vacilações de Mercadante em momentos difíceis do governo. O fato agora é que Lula vê uma oportunidade em São Paulo que de fato não estava no horizonte do PT até a candidatura de José Serra dar sinais de que está em colapso. Algumas pesquisas qualitativas já registram um certo cansaço com a onipresença lulista na campanha, o que não basta para tirar o otimismo do PT numa vitória de Dilma no primeiro turno.
O esforço em São Paulo é parte da agenda mais seletiva que Dilma, após abrir ampla vantagem, pretende cumprir a partir de agora. A candidata, por exemplo, não deve falar mais da quebra de sigilo de tucanos e de pessoas ligadas ao PSDB por funcionários da Receita Federal. E o PT ir ao ataque com uma saraivada de ações contra Serra e outros que relacionarem a invasão dos sistemas da Receita à campanha de Dilma. A candidata deve ser resguardada mais ainda do que já está sendo pelo PT.
Dito isto, o que o PT espera de Mercadante agora é levar a disputa eleitoral para o segundo turno. Com Dilma eleita em 3 de outubro e um presidente que fez o sucessor com facilidade a tiracolo, Mercadante estaria em condições de reescrever o capítulo que se antecipava para a eleição do governador do maior Estado da federação. A conferir.
Está acertado: Antonio Palocci volta para o governo, na hipótese de Dilma Rousseff confirmar o favoritismo apontado pelas pesquisas na eleição de 3 de outubro. O que ninguém sabe ainda é por onde volta o ex-todo-poderoso ministro da Fazenda do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto dele, de seus aliados e boa parte do governo é a Casa Civil da Presidência da República. Mas é real a possibilidade de que Palocci volte por outra Pasta - a Saúde é a mais citada -, antes do pouso definitivo na Casa Civil.
Outro ex-todo-poderoso do primeiro mandato, José Dirceu, tem participado da campanha de Dilma e é chamado com frequência para participar de reuniões ou desatar nós políticos. Dirceu conta sobretudo com o apoio da militância do PT, da qual não perde contato. Mas por causa do processo do mensalão, ele não tem assento institucional na campanha de Dilma. Por ter se livrado do processo sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci foi indicado por Lula para a campanha e ganhou musculatura com o andamento da campanha. Nas palavras de um petista próximo a Lula, ele "não será o ministro que imagina que será, nem o ministro que os seus detratores querem que ele seja".
Política
Autor(es): Raymundo Costa
Valor Econômico - 31/08/2010
Dilma fará mais cinco comícios em São Paulo para alavancar Mercadante e prender Serra ao Estado
Com duas dezenas de pontos à frente, segundo as últimas pesquisas eleitorais, a candidata do PT, Dilma Rousseff, vai selecionar mais suas próximas atividades, endurecer o jogo com os tucanos em relação às acusações sobre o envolvimento de sua campanha na quebra de sigilos fiscais e desencadear uma ofensiva sobre São Paulo, ao lado de Lula, com o objetivo de tentar levar o senador Aloizio Mercadante ao segundo turno da eleição para o governo do Estado.
Para as próximas semanas, já estão previstos cinco comícios de Dilma em São Paulo. Além de alavancar Mercadante, a campanha da petista quer manter José Serra preso em São Paulo defendendo os pontos que ainda detém no Estado do qual o tucano esperava sair com uma vantagem entre quatro e seis milhões de votos (Geraldo Alckmin teve 3,9 milhões de votos a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2006).
Lula farejou a possibilidade, ainda remota, é verdade, de sitiar, invadir e conquistar a maior e mais importante cidadela tucana. Mas para isso é fundamental, em primeiro lugar, que a eleição vá para o segundo turno. Um passo de cada vez, como dizem dirigentes petistas.
Trata-se de uma empreitada difícil porque o tucano Geraldo Alckmin se mantém estável na liderança das pesquisas, apesar do tucano José Serra ter sido ultrapassado por Dilma Rousseff no Estado que governou nos últimos dois anos e meio - Dilma saiu de 34% para 41% em uma semana, enquanto o tucano caiu dos mesmos 41% para 36% das intenções de votos apuradas pelo instituto Datafolha. Na capital paulista, José Serra ainda está (35%) pouco menor.
Alckmin, no entanto, manteve-se com os 54% da pesquisa anterior. Além disso, o crescimento de Aloizio Mercadante, que andava estacionado nos 16% e saltou para 20%, se deu mais a custa do terceiro colocado, Celso Russomano, que na conquista de eleitores que declaram intenção de votar no candidato do PSDB ao governo do Estado.
São cerca de 20 os pontos que os três adversários do candidato do PSDB precisam somar para impedir a vitória de Alckmin em 3 de outubro e assegurar a realização do segundo turno. É muito, mas há precedentes no país de grandes viradas - uma delas está ocorrendo agora em Minas Gerais - e a implosão da candidatura José Serra deixa Lula, Dilma e o PT a cada dia mais atrevidos e confiantes.
Nos cálculos petistas, a campanha do PSDB faz água por todos os lados. A avaliação da própria campanha do tucano reconheceu a condição de estadista do presidente. Serra foi abandonado pelos candidatos aliados nos Estados, enquanto Dilma, por seu turno, consolida posição em todas as regiões do país. São Paulo seria um prêmio certamente inesperado para uma campanha organizada e bem resolvida politicamente, como é a de Dilma (pelo para a eleição, pois governar com a salada partidária que apoia a candidata é outra equação a ser costurada com esmero e determinação).
A empreitada é difícil, mas não considerada impossível pelo PT: o partido tem tradição de crescimento na reta final de eleições, e Mercadante ainda está distante da média histórica de voto do PT no Estado, em torno dos 30%. O que não basta para impedir o retorno abreviado de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes. É preciso também que Celso Russomano (PP) e Paulo Skaf (PSB), pelo menos, também avancem alguns pontos na intenção de voto do eleitorado paulista para que o projeto governista tenha êxito. Os dois estão mais que dispostos a colaborar com os planos oficiais.
Mercadante entrou na disputa a pedido de Lula. Ele e a maioria dos petistas consideravam mais segura a candidatura do senador à reeleição. Houve até quem visse na indicação de Lula um troco do presidente às vacilações de Mercadante em momentos difíceis do governo. O fato agora é que Lula vê uma oportunidade em São Paulo que de fato não estava no horizonte do PT até a candidatura de José Serra dar sinais de que está em colapso. Algumas pesquisas qualitativas já registram um certo cansaço com a onipresença lulista na campanha, o que não basta para tirar o otimismo do PT numa vitória de Dilma no primeiro turno.
O esforço em São Paulo é parte da agenda mais seletiva que Dilma, após abrir ampla vantagem, pretende cumprir a partir de agora. A candidata, por exemplo, não deve falar mais da quebra de sigilo de tucanos e de pessoas ligadas ao PSDB por funcionários da Receita Federal. E o PT ir ao ataque com uma saraivada de ações contra Serra e outros que relacionarem a invasão dos sistemas da Receita à campanha de Dilma. A candidata deve ser resguardada mais ainda do que já está sendo pelo PT.
Dito isto, o que o PT espera de Mercadante agora é levar a disputa eleitoral para o segundo turno. Com Dilma eleita em 3 de outubro e um presidente que fez o sucessor com facilidade a tiracolo, Mercadante estaria em condições de reescrever o capítulo que se antecipava para a eleição do governador do maior Estado da federação. A conferir.
Está acertado: Antonio Palocci volta para o governo, na hipótese de Dilma Rousseff confirmar o favoritismo apontado pelas pesquisas na eleição de 3 de outubro. O que ninguém sabe ainda é por onde volta o ex-todo-poderoso ministro da Fazenda do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto dele, de seus aliados e boa parte do governo é a Casa Civil da Presidência da República. Mas é real a possibilidade de que Palocci volte por outra Pasta - a Saúde é a mais citada -, antes do pouso definitivo na Casa Civil.
Outro ex-todo-poderoso do primeiro mandato, José Dirceu, tem participado da campanha de Dilma e é chamado com frequência para participar de reuniões ou desatar nós políticos. Dirceu conta sobretudo com o apoio da militância do PT, da qual não perde contato. Mas por causa do processo do mensalão, ele não tem assento institucional na campanha de Dilma. Por ter se livrado do processo sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci foi indicado por Lula para a campanha e ganhou musculatura com o andamento da campanha. Nas palavras de um petista próximo a Lula, ele "não será o ministro que imagina que será, nem o ministro que os seus detratores querem que ele seja".
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