Da Folha de SP.
A troika Dirceu, Genoino e Gushiken não resistiu aos escândalos do governo
João Santana, o sucessor de Duda Mendonça, é mais reservado: não dá entrevista desde que passou a cuidar do marketing da candidata
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Quando são comparadas as equipes de campanha de Dilma Rousseff com as de Lula, há uma diferença essencial: hoje há poucos nomes identificados com os primórdios do PT. Entre os principais assessores da pré-candidata nenhum foi figura de destaque nos anos 80, quando o partido foi fundado.
As quatro pessoas com funções mais relevantes na campanha de Dilma eram desconhecidas do público até dez anos atrás. Fernando Pimentel (ex-prefeito de Belo Horizonte), Antonio Palocci (ex-ministro da Fazenda), José Eduardo Dutra (presidente do PT) e João Santana (publicitário) em quase nada se comparam ao staff de Lula em 2002: a troika (trinca) José Dirceu, José Genoino e Luiz Gushiken, somada ao marqueteiro Duda Mendonça.
O grupo hegemônico de oito anos atrás foi abatido por escândalos durante a gestão Lula. A tropa atual é, em geral, de comportamento mais reservado. A escolha do marqueteiro de Dilma resume a mudança.
Em 2002, Lula teve a seu lado o mercurial Duda Mendonça, famoso por campanhas de sucesso para a iniciativa privada e para políticos encrencados.
Já João Santana é mais introspectivo. Foi adotado como uma saída de emergência por Lula em 2006 em meio ao rescaldo do escândalo do mensalão. Nunca entrou em concorrências para ter contas publicitárias de estatais federais no país. No comando do marketing de Dilma há mais de um ano, não deu entrevistas.
Nos vários escalões de assessores que acompanharão Dilma, pouco se enxerga do que poderia ser chamado de PT de raiz. Seu mais fiel assistente é Giles Azevedo, geólogo de 48 anos que foi seu chefe de gabinete na Casa Civil. Eles se conheceram em 1993, quando participaram do governo gaúcho de Alceu Collares (PDT).
Teoria da cebola
Centralizadora, Dilma definiu numa reunião recente como deseja sua equipe: "Esse comando tem de ser igual a uma cebola, em círculos, em camadas". No círculo central dessa cebola, pouca gente entrará ou terá acesso. O trio Pimentel, Palocci e Dutra comandará a campanha de maneira fechada, sob instruções diretas de Dilma -que por sua vez estará em contato estreito com Lula.
A segunda camada será composta por colaboradores não tão frequentes. Dois já identificados são o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) e o estadual Rui Falcão (PT-SP). Cardozo foi mencionado nos bastidores como possível tesoureiro da campanha. A decisão ainda está longe de ser tomada. Já foi convidado para a função José Filippi Jr., responsável pela área na reeleição de Lula. Filippi, porém, está nos EUA estudando, volta só em junho e ainda não deu resposta.
Outros integrantes terão papéis específicos: João Santana já participa de todas as reuniões. Gilberto Carvalho é o enviado de Lula à campanha.
Na outra camada da cebola está a equipe que trabalha mais próxima a Dilma, na operação da campanha. Nesse círculo o mais poderoso é Giles Azevedo
Blog do Diretório Zonal da Freguesia do Ó e Brasilândia do Partido dos Trabalhadores na Cidade de São Paulo - SP
domingo, 4 de abril de 2010
LUTO
PEDRO ALCANTARA, COORDENADOR DA FETRAF DO PARÁ FOI ASSASSINADO NO DIA 31.
É com tristeza e pesar que a Central Única dos Trabalhadores comunica o falecimento do companheiro Pedro Alcântara, coordenador de Políticas Agrárias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Pará (FETRAF), covardemente assassinado ontem, 31 de março, alvejado com 5 tiros, no município de Redenção, no sul do estado, quando caminhava com a esposa pela cidade no final da tarde.
Segundo testemunhas, Pedro foi executado numa emboscada por dois pistoleiros de moto, que fugiram após os disparos.
A vítima chegou a relatar ao fórum de direitos humanos que há um mês vinha sofrendo ameaças de fazendeiros. Atualmente, Pedro Alcântara não estava na coordenação de nenhum grupo de ocupação.
A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a morte de Alcântara em conjunto com as equipes a Superintendência Regional do Araguaia Paraense e da DECA (Delegacia de Conflitos Agrários).
A CUT, em nome de 22 milhões de trabalhadores, se solidariza aos familiares, amigos e companheiros de luta de Pedro Âlcantara que, lamentavelmente, é mais uma vítima da impunidade à violência que ainda domina o campo brasileiro.
Não podemos mais aceitar que nossos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, continuem a ser criminalizados e covardemente executados por pessoas que querem impedir o desenvolvimento de nosso país. Não é possível que o Judiciário brasileiro ainda permita que esses crimes continuem impunes.
Um basta à violência e à impunidade! Direitos Humanos e Democracia deve ser para todos!
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
email enviado pelo companheiro Elcio.
É com tristeza e pesar que a Central Única dos Trabalhadores comunica o falecimento do companheiro Pedro Alcântara, coordenador de Políticas Agrárias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Pará (FETRAF), covardemente assassinado ontem, 31 de março, alvejado com 5 tiros, no município de Redenção, no sul do estado, quando caminhava com a esposa pela cidade no final da tarde.
Segundo testemunhas, Pedro foi executado numa emboscada por dois pistoleiros de moto, que fugiram após os disparos.
A vítima chegou a relatar ao fórum de direitos humanos que há um mês vinha sofrendo ameaças de fazendeiros. Atualmente, Pedro Alcântara não estava na coordenação de nenhum grupo de ocupação.
A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a morte de Alcântara em conjunto com as equipes a Superintendência Regional do Araguaia Paraense e da DECA (Delegacia de Conflitos Agrários).
A CUT, em nome de 22 milhões de trabalhadores, se solidariza aos familiares, amigos e companheiros de luta de Pedro Âlcantara que, lamentavelmente, é mais uma vítima da impunidade à violência que ainda domina o campo brasileiro.
Não podemos mais aceitar que nossos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, continuem a ser criminalizados e covardemente executados por pessoas que querem impedir o desenvolvimento de nosso país. Não é possível que o Judiciário brasileiro ainda permita que esses crimes continuem impunes.
Um basta à violência e à impunidade! Direitos Humanos e Democracia deve ser para todos!
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
email enviado pelo companheiro Elcio.
AÇÕES AFIRMATIVAS E AVANÇOS SOCIAIS

Do Tendências e Debates da Folha de São Paulo
MARIE-PIERRE POIRIER
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A persistência das desigualdades de raça e etnia impede a plena realização da democracia e o progresso do país
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NO DECORRER das quatro últimas décadas, o Brasil tornou-se uma das maiores economias do mundo. Com o crescimento econômico caiu o analfabetismo, a população tornou-se predominantemente urbana e o sistema de ensino superior passou por uma grande expansão. De forma geral, as desigualdades diminuíram, como resultado de novas políticas salariais e da criação de políticas universais de transferência de renda, aliadas à expansão industrial do país.
Apesar desses avanços, as disparidades raciais persistem, e em alguns aspectos aumentam. De acordo com análises do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, baseadas nas PNADs de 2001 a 2007, há reduções nas taxas de analfabetismo de mulheres e homens negros e brancos e aumento na média de anos de estudo.
No entanto, as distâncias entre os indicadores dos distintos grupos permanecem, revelando a manutenção das desigualdades raciais.
A desigualdade na educação superior é evidenciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, 20,8% de estudantes brancos de 18 a 25 anos estavam matriculados no ensino superior, enquanto os negros eram apenas 7,7%.
E, entre as pessoas com mais de 25 anos, 14,3% dos brancos, comparados com 4,7% dos negros, tinham concluído o curso superior.
Em 2009, o Centro Indígena de Estudos e Pesquisas mostrou que 20% dos cerca de 6.000 estudantes universitários indígenas não concluem seus estudos, o que implica acompanhamento sistemático e medidas de permanência para conter os fatores de evasão.
A persistência das desigualdades de raça e etnia, especialmente no tocante ao ensino superior e, consequentemente, ao acesso às melhores posições e salários do mercado de trabalho, impede a plena realização da democracia e o progresso do país em direção aos seus objetivos de desenvolvimento. Com quase metade da sua população com restrições de acesso à oportunidades equitativas para a ampliação de suas potencialidades, todo o processo de desenvolvimento do país fica prejudicado.
As ações afirmativas são aplicadas por países no mundo inteiro.
A África do Sul valeu-se de políticas específicas para diminuir o distanciamento socioeconômico entre negros e brancos após o fim do apartheid. Na Índia, as ações afirmativas foram fundamentais para enfrentar o sistema de castas, na Austrália promoveram a inclusão dos aborígenes e, na Nova Zelândia, dos maoris. Dos Estados Unidos vêm dados animadores: salto de 5,4% de negros formados em universidades e escolas profissionais para 15,5%, entre 1960 e 1990.
O Brasil é signatário de todas as declarações, tratados e acordos internacionais consensuados globalmente para a proteção e promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento.
Isso inclui aqueles que versam sobre o combate às desigualdades, desde os mais gerais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), até os mais específicos, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1966).
Nessas seis últimas décadas, a maioria dos instrumentos internacionais firmados e ratificados pelo Brasil apresentam as ações afirmativas como estratégias reconhecidas e recomendadas pela ONU para a promoção da igualdade e o combate à discriminação e delineiam as bases conceituais para que as ações positivas de Estado promovam a igualdade.
O Brasil vem se destacando pelos avanços na implementação das recomendações da 3ª Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância (2001). As iniciativas na política educacional, como a reserva de vagas para afrodescendentes e indígenas em universidades públicas ou privadas, se alinham à agenda positiva de redução das desigualdades e ampliação das oportunidades educacionais para membros de grupos historicamente discriminados e marginalizados.
No país, o Marco Geral de Assistência das Nações Unidas para o Desenvolvimento insere a redução das desigualdades de gênero e raça entre seus cinco temas relevantes. Por isso, a ONU no Brasil reafirma o seu total apoio ao Estado brasileiro e à sociedade civil na aceleração do processo de desenvolvimento nacional por meio da efetivação dos compromissos internacionais assumidos pelo país.
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MARIE-PIERRE POIRIER, graduada em relações internacionais pela Sorbonne e mestre em economia pela Universidade de Paris 2, é coordenadora-residente interina do Sistema das Nações Unidas no Brasil e representante do Unicef no Brasil.
sábado, 3 de abril de 2010
RAZÃO E SENSIBILIDADE
CHICO D’ANGELO – O GLOBO
Ao longo dos anos, o Brasil construiu uma avançada política de controle da Aids, que é paradigma para outros países.
Entre os vários aspectos deste processo, há que se destacar o frequente ajuste das estratégias de atuação e a permanente mobilização social. Estas questões se interrelacionam, pois, além de garantir status de prioridade entre as políticas de saúde pública, o intenso ativismo de cerca de 500 organizações não governamentais proporciona sensibilidade e propicia ajustes que garantem a eficiência das ações voltadas para diferentes grupos populacionais.
Além da permanente ênfase na prevenção, a política de Aids tem sido levada a públicos estratégicos, mobilizando-os para o diagnóstico precoce do HIV. No entanto, dados do Ministério da Saúde demonstram que, se existem avanços nos grandes centros urbanos, ainda é preciso buscar alternativas para as cidades com menos de 50 mil moradores.
Em síntese, a Aids recua nas grandes cidades do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, mas avança no interior do País. No Norte e Nordeste, as taxas aumentaram nas pequenas, médias e grandes cidades.
A Aids é um fenômeno social que envolve diversos tabus da sociedade, como a sexualidade, a homoafetividade e o uso de drogas. Não se pode executar uma política de controle da doença de forma homogênea, desconhecendo as amplas variações de comportamento.
Por isso, também são fundamentais ações que combatam o preconceito.
Estima-se que cerca de 630 mil brasileiros estejam infectados pelo HIV, mas supõe-se que 255 mil desses indivíduos nunca tenham feito o teste e, logo, não se saibam portadores do vírus.
Em 2009, a incidência da doença era maior entre moças do que entre rapazes, de 13 a 19 anos. Isto porque, em 2008, a proporção de mulheres com esse perfil que procuraram conhecer sua condição sorológica não passou de 50% do percentual estimado.
O medo do diagnóstico e da discriminação também são fortes aliados do mito de que a vulnerabilidade está limitada a segmentos específicos da sociedade, o que torna a importância do diagnóstico menor para o senso comum.
Consequentemente, entre 33% e 44% dos pacientes de Aids têm diagnóstico quando já apresentam o quadro clínico da doença e estima-se que 17% vão a óbito no primeiro ano após o diagnóstico.
Se os números mais recentes caracterizam a estabilização da doença, em termos nacionais, também deixam clara a necessidade de políticas locais diferenciadas, que levem em conta peculiaridades socioculturais da população.
Mobilizações itinerantes de testagem e iniciativas de organizações da sociedade civil muitas vezes acessam públicos com os quais os serviços formais têm dificuldade de aproximação. As pessoas vivendo com HIV e Aids são fundamentais neste esforço, pois são multiplicadoras de informações sobre a doença com maior credibilidade. Divulgar informações de forma estratégica e tornar o teste de Aids acessível a toda a população ainda são desafios que exigem a participação e o controle da sociedade.
Entre os avanços e recuos deste processo, cabe uma certeza: a política de controle da Aids é uma progressiva conquista da cidadania brasileira.
CHICO D’ANGELO é deputado federal (PT-RJ) e presidente da Frente Parlamentar HIV/Aids.
Ao longo dos anos, o Brasil construiu uma avançada política de controle da Aids, que é paradigma para outros países.
Entre os vários aspectos deste processo, há que se destacar o frequente ajuste das estratégias de atuação e a permanente mobilização social. Estas questões se interrelacionam, pois, além de garantir status de prioridade entre as políticas de saúde pública, o intenso ativismo de cerca de 500 organizações não governamentais proporciona sensibilidade e propicia ajustes que garantem a eficiência das ações voltadas para diferentes grupos populacionais.
Além da permanente ênfase na prevenção, a política de Aids tem sido levada a públicos estratégicos, mobilizando-os para o diagnóstico precoce do HIV. No entanto, dados do Ministério da Saúde demonstram que, se existem avanços nos grandes centros urbanos, ainda é preciso buscar alternativas para as cidades com menos de 50 mil moradores.
Em síntese, a Aids recua nas grandes cidades do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, mas avança no interior do País. No Norte e Nordeste, as taxas aumentaram nas pequenas, médias e grandes cidades.
A Aids é um fenômeno social que envolve diversos tabus da sociedade, como a sexualidade, a homoafetividade e o uso de drogas. Não se pode executar uma política de controle da doença de forma homogênea, desconhecendo as amplas variações de comportamento.
Por isso, também são fundamentais ações que combatam o preconceito.
Estima-se que cerca de 630 mil brasileiros estejam infectados pelo HIV, mas supõe-se que 255 mil desses indivíduos nunca tenham feito o teste e, logo, não se saibam portadores do vírus.
Em 2009, a incidência da doença era maior entre moças do que entre rapazes, de 13 a 19 anos. Isto porque, em 2008, a proporção de mulheres com esse perfil que procuraram conhecer sua condição sorológica não passou de 50% do percentual estimado.
O medo do diagnóstico e da discriminação também são fortes aliados do mito de que a vulnerabilidade está limitada a segmentos específicos da sociedade, o que torna a importância do diagnóstico menor para o senso comum.
Consequentemente, entre 33% e 44% dos pacientes de Aids têm diagnóstico quando já apresentam o quadro clínico da doença e estima-se que 17% vão a óbito no primeiro ano após o diagnóstico.
Se os números mais recentes caracterizam a estabilização da doença, em termos nacionais, também deixam clara a necessidade de políticas locais diferenciadas, que levem em conta peculiaridades socioculturais da população.
Mobilizações itinerantes de testagem e iniciativas de organizações da sociedade civil muitas vezes acessam públicos com os quais os serviços formais têm dificuldade de aproximação. As pessoas vivendo com HIV e Aids são fundamentais neste esforço, pois são multiplicadoras de informações sobre a doença com maior credibilidade. Divulgar informações de forma estratégica e tornar o teste de Aids acessível a toda a população ainda são desafios que exigem a participação e o controle da sociedade.
Entre os avanços e recuos deste processo, cabe uma certeza: a política de controle da Aids é uma progressiva conquista da cidadania brasileira.
CHICO D’ANGELO é deputado federal (PT-RJ) e presidente da Frente Parlamentar HIV/Aids.
VOX POPULIS: SERRA E DILMA APARECEM EM EMPATE TÉCNICO
Do site Congresso em foco
Renata Camargo
Pesquisa divulgada neste sábado (3) pelo Instituto Vox Populi mostra que o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, está tecnicamente empatado com a pré-candidata do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, em um cenário em que o deputado Ciro Gomes (PSB) entra na disputa. Sem Ciro na corrida, Serra lidera com alguma vantagem as intenções de voto.
No primeiro cenário, o ex-governador de São Paulo – que se manteve estável em relação à pesquisa de janeiro do mesmo instituto – teve 34 pontos percentuais contra 31% de Dilma, que subiu quatro se comparado a janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nesse quadro, Ciro aparece com 10 pontos percentuais e está a frente da pré-candidata do PV, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que vem com 5% da preferência dos eleitores pesquisados. Votos nulos e brancos alcançaram os 7%. Nesse cenário, 13% não responderam à pesquisa.
Em um cenário sem Ciro, Serra lidera com 38% e fica em vantagem mesmo se considerada a margem de erro. Dilma vem a seguir, com 33%, e Marina alcança 7% das intenções. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 15% não quiseram responder ao instituto.
A pesquisa foi encomendada pela TV Bandeirantes. Em relação à pesquisa anterior do Vox Populi, também encomendada pelo veículo, Serra já aparecia com os 34%, enquanto Dilma se mantinha em segundo lugar com 27%. Naquela pesquisa, o deputado Ciro Gomes aparecia com 11% da preferência dos entrevistados, seguido da senadora Marina Silva, com 6% das intenções de voto.
O crescimento de Dilma em relação a Serra tem sido mostrado também por outras pesquisas. Em meados de março, o Ibope divulgou pesquisa mostrando que caiu drasticamente a vantagem do pré-candidato do PSDB sobre a pré-candidata do PT. A diferença entre os dois diminuiu de 21 pontos percentuais, em dezembro, para cinco pontos percentuais em março.
Renata Camargo
Pesquisa divulgada neste sábado (3) pelo Instituto Vox Populi mostra que o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, está tecnicamente empatado com a pré-candidata do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, em um cenário em que o deputado Ciro Gomes (PSB) entra na disputa. Sem Ciro na corrida, Serra lidera com alguma vantagem as intenções de voto.
No primeiro cenário, o ex-governador de São Paulo – que se manteve estável em relação à pesquisa de janeiro do mesmo instituto – teve 34 pontos percentuais contra 31% de Dilma, que subiu quatro se comparado a janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nesse quadro, Ciro aparece com 10 pontos percentuais e está a frente da pré-candidata do PV, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que vem com 5% da preferência dos eleitores pesquisados. Votos nulos e brancos alcançaram os 7%. Nesse cenário, 13% não responderam à pesquisa.
Em um cenário sem Ciro, Serra lidera com 38% e fica em vantagem mesmo se considerada a margem de erro. Dilma vem a seguir, com 33%, e Marina alcança 7% das intenções. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 15% não quiseram responder ao instituto.
A pesquisa foi encomendada pela TV Bandeirantes. Em relação à pesquisa anterior do Vox Populi, também encomendada pelo veículo, Serra já aparecia com os 34%, enquanto Dilma se mantinha em segundo lugar com 27%. Naquela pesquisa, o deputado Ciro Gomes aparecia com 11% da preferência dos entrevistados, seguido da senadora Marina Silva, com 6% das intenções de voto.
O crescimento de Dilma em relação a Serra tem sido mostrado também por outras pesquisas. Em meados de março, o Ibope divulgou pesquisa mostrando que caiu drasticamente a vantagem do pré-candidato do PSDB sobre a pré-candidata do PT. A diferença entre os dois diminuiu de 21 pontos percentuais, em dezembro, para cinco pontos percentuais em março.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A "PEQUENA REVOLUÇÃO" DE LULA
Luiza Damé – O GLOBO
BRASÍLIA
Ao falar no encerramento da Conferência Nacional de Educação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ontem avanços no ensino brasileiro a greves do magistério — justamente num momento em que o estado de São Paulo, comandado pelo tucano José Serra, enfrenta uma paralisação e protestos de professores organizados por um sindicato ligado ao PT. Lula e o ministro da Educação, Fernando Haddad, defenderam a fixação de um política de remuneração dos professores em todo o país e criticaram os estados que resistem em implantar o piso de R$ 1.024 para a rede pública de educação básica.
— Por (saber) ouvir é que nós fizemos essa pequena revolução que se iniciou na educação brasileira. E isso se deve ao mérito e à compreensão deste companheiro (Haddad) e da equipe dele, porque um técnico não ganha jogo. Ele precisa de bons jogadores e da torcida organizada, que são os educadores deste país, que vão à luta, que brigam, que exigem, que fazem greve, que negociam, mas que, muitas vezes, não são valorizados — afirmou Lula.
Durante a greve em São Paulo, houve confronto entre a polícia e os professores, provocando desgaste político para o governador José Serra, que hoje deixa o cargo para entrar na disputa pela Presidência da República, na qual terá como adversária direta a petista Dilma Rousseff. Ontem Lula criticou os estados que não aceitam o piso salarial dos professores — que vale para uma jornada semanal de 40 horas, sem a exigência de diploma de curso superior. Alguns estados recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o pagamento do piso, que foi considerado constitucional pelos ministros. O piso foi fixado a partir da criação do Fundo de Valorização do Ensino Básico (Fundeb).
— Eu não me conformo que alguém ache que um piso de R$ 1.020 é alto para uma professora que toma conta dos nossos filhos dentro da sala de aula — disse o presidente.
“Remuneração faz parte da qualidade”
Haddad sugeriu — e Lula concordou — a implantação de uma mesa de negociação de uma política nacional de reajuste do piso salarial, a exemplo do que aconteceu com o salário mínimo.
Para o ministro, representantes do governo federal, dos estados, dos municípios, dos trabalhadores em educação e dos empresários devem se reunir para definir normas de aumento do piso nos próximos anos.
Para Lula, a remuneração dos professores é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo ele, acabou o sonho de ser professor cantado em música, porque a carreira do magistério foi sucateada nos últimos 30 anos: — Não é possível a gente depositar a confiança em um professor ou em uma professora para tomar conta dos nossos filhos, sabendo que, no final do mês, ele não vai levar para casa sequer o suficiente para cuidar da sua própria família.
No discurso, muito aplaudido por professores e estudantes que participaram da conferência, Lula citou programas de seu governo, como Fundeb, ProUni (que concede bolsas para estudantes carentes nas universidades privadas) e Reuni (programa de investimento nas universidades federais), além da construção de universidades e escolas técnicas. Lembrou que em seu governo foi implantado o programa de qualificação dos professores.
— A remuneração faz parte da qualidade da educação, não são separadas as duas coisas — disse.
Lula voltou a dizer que, embora nem ele nem o vice José Alencar tenham diploma de curso superior, seu governo foi o que mais investiu em educação.
BRASÍLIA
Ao falar no encerramento da Conferência Nacional de Educação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ontem avanços no ensino brasileiro a greves do magistério — justamente num momento em que o estado de São Paulo, comandado pelo tucano José Serra, enfrenta uma paralisação e protestos de professores organizados por um sindicato ligado ao PT. Lula e o ministro da Educação, Fernando Haddad, defenderam a fixação de um política de remuneração dos professores em todo o país e criticaram os estados que resistem em implantar o piso de R$ 1.024 para a rede pública de educação básica.
— Por (saber) ouvir é que nós fizemos essa pequena revolução que se iniciou na educação brasileira. E isso se deve ao mérito e à compreensão deste companheiro (Haddad) e da equipe dele, porque um técnico não ganha jogo. Ele precisa de bons jogadores e da torcida organizada, que são os educadores deste país, que vão à luta, que brigam, que exigem, que fazem greve, que negociam, mas que, muitas vezes, não são valorizados — afirmou Lula.
Durante a greve em São Paulo, houve confronto entre a polícia e os professores, provocando desgaste político para o governador José Serra, que hoje deixa o cargo para entrar na disputa pela Presidência da República, na qual terá como adversária direta a petista Dilma Rousseff. Ontem Lula criticou os estados que não aceitam o piso salarial dos professores — que vale para uma jornada semanal de 40 horas, sem a exigência de diploma de curso superior. Alguns estados recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o pagamento do piso, que foi considerado constitucional pelos ministros. O piso foi fixado a partir da criação do Fundo de Valorização do Ensino Básico (Fundeb).
— Eu não me conformo que alguém ache que um piso de R$ 1.020 é alto para uma professora que toma conta dos nossos filhos dentro da sala de aula — disse o presidente.
“Remuneração faz parte da qualidade”
Haddad sugeriu — e Lula concordou — a implantação de uma mesa de negociação de uma política nacional de reajuste do piso salarial, a exemplo do que aconteceu com o salário mínimo.
Para o ministro, representantes do governo federal, dos estados, dos municípios, dos trabalhadores em educação e dos empresários devem se reunir para definir normas de aumento do piso nos próximos anos.
Para Lula, a remuneração dos professores é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo ele, acabou o sonho de ser professor cantado em música, porque a carreira do magistério foi sucateada nos últimos 30 anos: — Não é possível a gente depositar a confiança em um professor ou em uma professora para tomar conta dos nossos filhos, sabendo que, no final do mês, ele não vai levar para casa sequer o suficiente para cuidar da sua própria família.
No discurso, muito aplaudido por professores e estudantes que participaram da conferência, Lula citou programas de seu governo, como Fundeb, ProUni (que concede bolsas para estudantes carentes nas universidades privadas) e Reuni (programa de investimento nas universidades federais), além da construção de universidades e escolas técnicas. Lembrou que em seu governo foi implantado o programa de qualificação dos professores.
— A remuneração faz parte da qualidade da educação, não são separadas as duas coisas — disse.
Lula voltou a dizer que, embora nem ele nem o vice José Alencar tenham diploma de curso superior, seu governo foi o que mais investiu em educação.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
MARTA LIDERA PESQUISA PARA O SENADO COM 43% EM SÃO PAULO

Se eleição fosse hoje, disputa pela 2ª vaga seria acirrada entre Romeu Tuma, Quércia, Netinho de Paula e Soninha
Eleitores escolherão dois senadores em outubro; de acordo com Datafolha, 24% dos entrevistados disseram não saber em quem votar
A primeira pesquisa de intenção de voto para senador em São Paulo realizada pelo Datafolha mostra a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) na liderança, com grande vantagem em relação aos principais adversários apresentados.
No levantamento, Marta aparece com 43% das intenções de voto. A seguir, com 25%, vem o senador Romeu Tuma (PTB), que concorre à reeleição. Logo após estão o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), com 22%, e o vereador e cantor Netinho de Paula (PC do B), com 19%. A ex-vereadora Soninha (PPS) se destaca em quinto lugar, com 18%.
Foram pesquisados também os nomes do vereador Gabriel Chalita (PSB), que tem 8% das intenções de voto, do chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%, e de Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.
A eleição de outubro renovará duas das três vagas ao Senado. Hoje, além de Tuma, São Paulo é representado pelos petistas Aloizio Mercadante, que será candidato ao governo de São Paulo, e por Eduardo Suplicy, reeleito em 2006. O mandato é de oito anos.
O Datafolha ouviu 2.001 eleitores no Estado em 25 e 26 de março. Cada pessoa indicou dois nomes, já que o eleitor terá, em 3 de outubro, de votar em dois candidatos a senador. Por essa razão, a soma total dos percentuais ultrapassa 100%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento mostrou ainda que 33% dos pesquisados pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 24% afirmaram não saber em quem votar. Este percentual, se as eleições fossem hoje, seria especialmente decisivo para a acirrada disputa pela segunda vaga.
Definições
A candidatura de Marta ao Senado pelo PT foi definida nas últimas semanas, após o partido bater o martelo no nome de Mercadante para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Até fevereiro, o partido insistia em uma chapa ao governo encabeçada pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Nesse caso, Mercadante concorreria à reeleição. Ciro chegou a trocar seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, para viabilizar uma candidatura ao governo paulista.
Segundo o levantamento, a ex-prefeita tem a maior parte de seu eleitorado concentrada na capital, onde atinge 48%.
A pesquisa revela ainda que Marta mantém um bom resultado, acima de 40% das intenções de voto, até mesmo entre aqueles que avaliam como "ótimo/bom" o governo de José Serra (PSDB) e a administração do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), seus principais opositores políticos.
"Isso mostra que, pelo menos enquanto a campanha não começa, ela não enfrenta resistência entre os simpatizantes do governador e do prefeito", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Segundo Paulino, o levantamento revela o desconhecimento do eleitor acerca dos candidatos ao Senado. Aqueles que já concorreram a cargos eletivos atingiram os melhores resultados. "A definição do voto ao Senado se dá muito mais à frente, nos últimos dias", diz.
Apesar de Nunes Ferreira, desejado por parte do tucanato como candidato ao governo, aparecer com apenas 6%, ele alcança 14% das intenções de voto entre os eleitores simpáticos ao PSDB. "Quando a campanha começar, ele deve crescer nesse segmento", diz Paulino.
Fonte: Folha de S.Paulo - Ana Flor
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